Sorteio do livro "A Ameaça Pagã"
O livro “A ameaça pagã”, escrito pelo Dr. Peter Jones, professor no Westminster Seminary da Califórnia, foi-nos presenteado para ser sorteado.
Argumentum ad Religiosum
Cresce o uso de uma nova falácia. Aquela que busca invalidar a posição de um adversário devido à sua religião.
A Guerra Global Contra os Cristãos no Mundo Muçulmano - Ayaan Hirsi Ali
Ayaan Hirsi Ali, autora de 'Infiel', retrata o perigo que sofrem as minorias religiosas em países de maioria muçulmana.
O Jesus dos Evangelhos: Mito ou Realidade?
Resenha do debate entre William L. Craig e John Dominic Crossan

Estou cansado! - Robert Hall
Neste artigo o veterano da marinha americana Robert Hall desabafa sobre o atual estado de coisas da cultura e política norteamericana.
A Esquerda e o Prenúncio de um Embate com os Evangélicos
A esquerda tem se preparado para um embate com os evangélicos. O Ministro Gilberto Carvalho (PT) já alertou quanto à "ameaça" evangélica. Agora, em certo blog, deparo-me com um texto onde a rivalidade com os evangélicos é mais uma vez incitada.
sábado, 23 de abril de 2011
Baderna em Yale: o que mais poderíamos esperar? - Chuck Colson
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA
quinta-feira, 18 de março de 2010
Deveríamos Apoiar o Casamento Homossexual? - Wolfhart Pannenberg
Para ler outro artigo do Pannenberg traduzido neste blog:
Como Pensar Sobre o Secularismo - Wolfhart Pannenberg
Mais informações sobre Pannenberg:
1 )Wolfhart Pannenberg's Quest for the Ultimate Truth - Stanley Grenz
2) Pannenberg - Theologian and Man
3) Wikipedia
4) Blog Teologia Contemporânea
Pode o amor ser pecaminoso? Toda a tradição doutrinária cristã ensina que há uma coisa chamada amor invertido, pervertido. Os seres humanos são criados para o amor, como criaturas do Deus que é amor. Ainda assim essa ordenação divina é corrompida sempre que as pessoas se afastam de Deus ou amam outras coisas mais do que Deus.
Jesus disse, “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim...” (Mt 10:37). Amor a Deus deve ter precedência sobre o amor aos nossos parentes, apesar do amor aos parentes ser uma ordem do quarto mandamento.
A vontade de Deus sendo a estrela guia de nossa identidade e auto-determinação. O que isso significa para o comportamento sexual pode ser visto no ensinamento de Jesus sobre o divórcio. Ao responder à pergunta dos Fariseus quanto a possibilidade do divórcio, Jesus cita a criação dos seres humanos. Aqui ele vê Deus expressando seu propósito para as criaturas: a criação confirma que Deus criou os seres humanos como macho e fêmea. Assim, deixa o homem pai e mãe para se unir a sua mulher, e os dois se tornam uma só carne.
Jesus conclui a partir disso que a união indissolúvel entre marido e esposa é a vontade de Deus para os seres humanos. A união indissolúvel do casamento, portanto, é o alvo da nossa criação como seres sexuais (Mc 10:2-9). Visto que quanto a este princípio a Bíblia não é temporal, as palavras de Jesus são o critério e o fundamento para todo pronunciamento cristão sobre a sexualidade, não somente para o casamento, mas toda nossa identidade como seres sexuais. De acordo com o ensinamento de Jesus, a sexualidade humana como macho e fêmea tem como alvo a união indissolúvel do casamento. Esse padrão instrui o ensinamento cristão sobre todo comportamento sexual.
A perspectiva de Jesus corresponde à tradição judaica, apesar de sua ênfase na indissolubilidade do casamento ir além da prescrição do divórcio dentro da lei Judaica (Dt 24.1). Era uma convicção judaica que os homens e as mulheres em suas identidades sexuais são planejados para a comunidade do casamento. Isso também vale para as determinações do Velho Testamento que fogem a esta norma, incluindo a fornicação, adultério e as relações homossexuais.
As determinações bíblicas quanto à prática homossexual são muito claras e não dão margem à ambiguidade em sua rejeição a tal prática, e todas suas afirmações sobre esse assunto concordam mutuamente sem exceções. O Código de Santidade, em Levítico, sem controvérsias afirma, “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é.” (Lv 18:22). Levítico 20 inclui o comportamento homossexual entre os crimes que merecem pena capital (Lv 20:13, é significativo que o mesmo se aplica ao adultério no versículo 10). Sobre este assunto, o Judaísmo sempre se viu como distinto das outras nações.
Essa mesma distinção continua a determinar as afirmações do Novo Testamento sobre a homossexualidade, em contraste à cultura Helenista que não via problema algum com as relações homossexuais. Em Romanos, Paulo inclui o comportamento homossexual entre as consequências de se afastar de Deus (1:27). Em 1 Coríntios, a prática homossexual está, junto da fornicação, adultério, idolatria, avareza, bebedeira, furto e roubo, entre os comportamentos que impedem a entrada no reino de Deus (6:9-10); Paulo afirma que através do batismo os cristão se tornaram livres do relacionamento com tais práticas (6:11)
O Novo Testamento não contém nenhuma passagem sequer que possa indicar uma afirmação mais positiva da prática homossexual que possa contrabalançar essas afirmações Paulinas. Assim, o testemunho bíblico inclui a prática do homossexualismo, sem exceções, entre os tipos de comportamentos que expressam notavelmente a humanidade afastada de Deus. Esse resultado exegético coloca amarras estreitas na visão sobre a homossexualidade que uma Igreja sob a autoridade das Escrituras pode ter. As afirmações bíblicas sobre este assunto simplesmente representam o resultado negativo à visão positiva da Bíblia sobre o propósito da criação do homem e da mulher como seres sexuais.
Estes textos que são negativos em relação ao comportamento homossexual não lidam simplesmente com opiniões marginais que pudessem ser negligenciadas sem prejuízo à mensagem cristã como um todo. Ainda mais, as afirmações bíblicas sobre a homossexualidade não podem ser relativizadas como expressões de uma cultura que hoje está ultrapassada. O testemunho bíblico era deliberadamente oposto à cultura que o circundava em nome da fé no Deus de Israel, que, na criação, designou o homem e a mulher para uma identidade particular.
Aqueles que advogam uma mudança na visão da Igreja sobre a homossexualidade geralmente apontam que as afirmações bíblicas não estavam cientes de modernas e importantes evidências antropológicas. Essa nova evidência, dizem, sugere que a homossexualidade deve ser vista como um constituinte da identidade psicossomática das pessoas homossexuais anterior a qualquer expressão sexual. (Para o bem da clareza é melhor falar aqui de uma inclinação homofílica como distante da prática homossexual.) Tal fenômeno ocorre não somente em pessoas ativas na homossexualidade. Mas a inclinação não precisa ditar a prática. É característica dos seres humanos que nossos impulsos sexuais não estão confinados a um âmbito do comportamento separado; eles permeiam nosso comportamento em toda área da vida. Isso, é claro, inclui as relações com pessoas do mesmo sexo. Entretanto, justamente porque as motivações eróticas estão envolvidas em todos os aspectos do comportamento humano, nós temos a tarefa de integrá-los ao todo da nossa vida e conduta.
A simples existência de inclinações homofílicas não leva automaticamente à prática homossexual. Ao invés, essas inclinações podem ser integradas numa vida na qual elas são subordinadas ao relacionamento com o sexo oposto onde, de fato, o assunto da atividade sexual não deveria ser o centro determinante da vocação e vida humanas. Como o sociólogo Helmut Schelsky corretamente colocou, uma das realizações do casamento como uma instituição é o aproveitamento da sexualidade humana a serviço de objetivos e tarefas posteriores.
A realidade das inclinações homofílicas, portanto, não precisam ser negadas e não devem ser condenadas. A questão, entretanto, é como lidar com tais inclinações dentro da tarefa humana de dirigir nosso comportamento de maneira responsável. Esse é o problema real; e é aqui que devemos lidar com a conclusão que a atividade homossexual é um desvio da norma para o comportamento sexual que foi dada aos homens e mulheres como criaturas de Deus. Para a Igreja esse é o caso não só da atividade homossexual, mas de qualquer atividade sexual que não tem como objetivo o casamento entre homem e mulher, em particular o adultério.
A Igreja tem que viver com o fato de que, nessa área da vida como em outras, desvios da norma não são excepcionais mas, antes, comuns e difundidos. A Igreja deve lidar com todos os envolvidos com tolerância e compreensão, mas também levá-los ao arrependimento. Ela não pode abandonar a distinção entre a norma e o comportamento que se desvia da norma.
Aqui estão os limites de uma Igreja cristã que está sujeita à autoridade das Escrituras. Aqueles que argumentam que a Igreja deve mudar esta norma devem estar cientes que estão promovendo divisões. Se uma igreja fosse se deixar levar ao ponto onde deixasse de tratar a atividade homossexual como um desvio da norma bíblica e reconhecesse as uniões homossexuais como uma parceria pessoal de amor equivalente ao casamento, tal igreja não mais estaria sobre bases bíblicas, mas contra o testemunho inequívoco das Escrituras. Uma igreja que desse esse passo deixaria de ser a Igreja una, santa, católica e apostólica.
Esclarecimento: no mesmo momento em que foi publicada esta tradução aqui neste blog, outro blog, o BlogFiel, produziu outra tradução do mesmo artigo que pode ser vista aqui:
http://blogfiel.com.br/2010/03/devemos-apoiar-o-casamento-gay-nao/
Apesar da coincidência as traduções são diferentes e, portanto, tiveram tradutores diferentes.
sábado, 13 de março de 2010
Campanha do Min. da Saúde de Incentivo ao Uso de Preservativo
Para ver no YouTube!: Campanha do Min. da Saúde

Ora, se o intento do Ministério da Saúde é nos prevenir das DST's e gravidezes indesejadas, temo que tais campanhas sejam não só inúteis mas, antes, um agravante da situação já crítica.
Talvez em regiões isoladas das metrópoles esse tipo de campanha possa ter algum efeito, mas, ainda assim, nesses casos seria necessário mais intrução para a população carente do que uma "propaganda" televisiva.
Já nas metrópoles devo dizer que tais campanhas são rísiveis. Se há uma coisa que o jovem do Rio de Janeiro ou São Paulo tem fácil é o acesso a preservativos. Se ele não usa é porque não quer, e se não quer, então, a medida necessária seria instrução moral - opa! - e não "propaganda".
Como eu disse acima, tais campanhas - com amor, paixão ou só sexo - são mais capazes de piorar a situação do que amenizá-la. Se há um responsável por DST's, gravidezes e abortos é a promiscuidade e não a falta de informação. Veja, como evidência disso, o caso dos barebackers - Veja reportagem do JB sobre o assunto - homossexuais que praticam intencionalmente o sexo sem preservativo por esporte, uma espécie de roleta-russa onde a arma é o pênis e a bala é a HIV.
O que precisamos então? Campanhas realizadas com o meu, o seu, o nosso dinheiro? Não. Precisamos do que não queremos: instrução moral. Numa sociedade onde o prazer dá a última palavra a "propaganda" não vai resolver nada.
domingo, 8 de março de 2009
Sexualidade e o Mundo Contemporâneo
1. Introdução: Como falar sobre moralidade e sexo?
1.1 Como falar sobre moralidade?
É necessário levantar alguns pontos importantes antes de podermos entrar direto no assunto deste artigo. Falar sobre moralidade e sexualidade é algo bastante delicado e, portanto, faz-se necessário tecer algumas palavras de introdução para evitar alguns equívocos comuns ao se tratar destes assuntos. O que eu quero que o leitor tenha em mente é que eu não tenho a pretensão de criar uma regra moral a partir dos argumentos abaixo, simplesmente porque não cabe ao homem decidir de forma absoluta e universal sobre qualquer regra moral, pois isso é uma prerrogativa de Deus – se Ele, de fato, existir -, Ele sim pode decidir tais coisas pelo fato de Sua natureza ser essencialmente boa e de ser absoluto sobre o universo, mas como vivemos numa cultura que não pressupõe a existência do Deus cristão, não podemos impor a moralidade cristã sobre nossa cultura. O que podemos fazer, e de fato fazemos, para formular o código moral da sociedade é pesar as consequências positivas e negativas de um determinado ato e a partir disso afirmar que tal atitude não deve, ou deve, ser praticada para o bem geral da sociedade. Toda ação que julgamos imoral é, no fundo, julgada como tal a partir desses princípios. Eu acredito no Deus cristão e na moralidade sexual tradicional – casamento com fidelidade total ao parceiro, ou a abstinência total - mas meu intuito não é argumentar a partir da Bíblia a favor deste ponto, mas sim analisar as consequências da sexualidade como ela é encarada no mundo contemporâneo e mostrar se ela é nociva ou positiva para o bem da sociedade.
1.2 Como falar sobre sexo?
Antes de falarmos sobre o sexo, que é um assunto extremamente delicado, precisamos pensar um pouco sobre como se debate um assunto, qualquer assunto, inclusive o sexo. Num debate se apresentam argumentos, razões, premissas que sustentem uma determinada conclusão. Pesando argumentos pró e contra decidimos qual conclusão é a mais provável, pelo menos é assim que se deve debater. Todavia, existe um famoso ditado que diz que futebol, política e religião não se discutem. Por que isso? Por uma simples razão: tais assuntos são, na maioria das vezes, não debatidos com a razão, mas sim com a emoção, com a paixão. Meu time é o melhor não importa se ele não vence um jogo há um ano, ele continuará sendo o maior e pronto. Se meu político se envolve em algum escândalo, não importa, ele continuará sendo o melhor. Quando o assunto é religião, então nem se fala. Isso é devido ao fato de que tais opções são feitas com base num gosto pessoal, na paixão, e não numa ponderação racional e crítica dos argumentos pró e contra uma determinada opção. Isso, portanto, impossibilita um debate maduro. O mesmo vale para o sexo. O sexo é um assunto difícil de ser debatido racionalmente, pois falamos de sexo influenciados pela paixão. Por isso é quase impossível aceitar um argumento contra o nosso estilo de vida sexual, porque há algo dentro de nós que fala mais alto do que a razão. Experimente formular o seu melhor argumento contra o estilo de vida homossexual, usando evidências psicológicas e sociológicas e apresente a um grupo de homossexuais militantes, você provavelmente encontrará uma forte e até agressiva oposição e seus argumentos serão ignorados. Se você fizer o contrário, apresentando sua defesa da liberação sexual a um grupo de religiosos fundamentalistas, a reação pode ser até pior. Sabemos que na Igreja o sexo é um grande tabu e, geralmente, aquele que defende um estilo sexual diferente do consenso é fortemente rejeitado. Ou até se você defender alguma outra crença diferente da ortodoxia vigente na Igreja, você provavelmente não encontrará argumentação, mas sim rejeição. Isso tudo porque, pensamos mais com nossa paixão do que nossa razão e precisamos aprender a pensar racionalmente sobre aqueles assuntos que defendemos apaixonadamente sem deixar a paixão contaminar nossa argumentação. Cientes, então, de que é com a frieza da razão que se argumenta, podemos encarar o tão polêmico assunto que é o sexo.
2. Sexualidade e Saúde Mental
Uma das principais críticas que o mundo secular lança contra a moralidade sexual tradicional é o argumento de que o controle dos impulsos sexuais e a abstinência sexual extraconjugal são repressores e, portanto, causadora de diversas neuroses emocionais. Geralmente, a psicanálise e o seu conceito de repressão ou recalque, cunhado por Sigmund Freud, é usada como base para sustentar tal tese. Os impulsos reprimidos seriam causadores de sintomas neuróticos e desequilíbrio mental.
Essa idéia é profundamente enraizada na mentalidade secular e difícil de ser extirpada, pois, como vimos, o ser humano está sempre buscando racionalizar suas ações pecaminosas para aliviar sua consciência (lembrem-se da questão das paixões). Apesar disso, essa idéia não encontra muito respaldo psicanalítico como veremos logo adiante, mas para começar com uma ilustração, lembro-me de um trecho do livro E Se Jesus Não Tivesse Nascido? de James Kennedy, no qual ele comenta e compara duas pessoas que ele teve a oportunidade de conhecer: uma mulher que há anos dormia com diversos homens, e um homem que só havia beijado apenas a sua esposa em toda a sua vida. Pelos padrões seculares a conclusão óbvia é de que a mulher deveria ser uma pessoa muito realizada, feliz e satisfeita sexualmente; já o homem um frustrado com severas dificuldades mentais. No entanto, a verdade é que ele conheceu a mulher num hospital psiquiátrico e o homem é Billy Graham, o grande evangelista e conselheiro de boa parte dos presidentes americanos. Ora, o problema desse preconceito secular não está na psicanálise e nem com Freud, mas sim nas distorções que o secularismo faz para sustentar suas teses. Freud jamais foi a favor da liberação sexual, foi sim a favor da liberdade de se falar livremente sobre sexo, mas não na liberdade de agir. Vamos ver o que o próprio Freud diz em relação a isso:
“Achar que a psicanálise busca qualquer cura para as desordens neuróticas, dando livre vazão à sexualidade, é um equívoco sério, que só pode ser desculpado a partir da ignorância. Quando conscientizarmos as pessoas de seus desejos sexuais reprimidos, por meio da análise, isso, pelo contrário, lhes permite ter domínio sobre eles mesmos, coisa que a repressão prévia era incapaz de conseguir. Seria mais certeiro dizer que a análise liberta o neurótico das cadeias de sua sexualidade”¹
Freud está dizendo que quem usa a psicanálise para sustentar a liberação sexual é um ignorante, além disso, ele afirma que:
“’Uma... comunidade está perfeitamente justificada, psicologicamente’ a proibir o comportamento sexual de crianças ‘pois não haverá perspectiva de refrear os apetites sexuais dos adultos, se a base para tanto não tiver sido preparada na infância”²
E ele ainda alertava que quando os padrões sexuais desaparecem, como aconteceu “no declínio das civilizações antigas, o amor ficou destituído de valor e a vida, vazia”³.
Mas se é essa a opinião de Freud, de onde vem a confusão? Não podemos confundir o termo “repressão” com “supressão” – como muitos costumam fazer. A palavra “repressão” é um termo técnico que se refere a um processo inconsciente que, quando excessivo, pode ocasionar sintomas neuróticos. A repressão excessiva geralmente ocorre cedo na vida, e quando ela ocorre, não temos consciência desse acontecimento. A sexualidade reprimida não parece sexualidade para o paciente. Já a supressão, por outro lado, é o controle consciente dos nossos impulsos. Ao confundir os dois, muitos concluem que qualquer tipo de controle de impulsos sexuais faça mal à saúde, o que é uma bobagem, pois na realidade é a falta de controle que faz mal à saúde. C.S. Lewis escreve: “a entrega a todos os nossos desejos obviamente leva à... doença, à inveja, à mentira, à dissimulação e a tudo que é contrário à saúde... Qualquer felicidade, mesmo desse mundo, exige bastante moderação...”. Freud apenas criticava a hipocrisia sexual daquela época, essa sim era causadora de doenças neuróticas, portanto, como cristãos, devemos ter liberdade para falar de sexo, caso contrário, podemos estar criando uma comunidade de neuróticos sexuais que não saberão lidar com sua sexualidade, mas isso não implica na liberação de todo e qualquer impulso sexual. Wilhelm Reich, pioneiro da libertação sexual e uma cultuada figura nos anos 60, dizia que toda neurose é sintoma de falha sexual e a única salvação para o homem era o "orgasmo definitivo". Mas apesar de exigir liberdade sexual para si tendo inúmeros casos extraconjugais, ele não suportava a idéia de que sua mulher pudesse viver sob a mesma filosofia,. E eu lhes digo o porquê: a filosofia da liberação sexual simplesmente não funciona, é perniciosa e destruidora de emoções e de uniões matrimoniais, não há homem [e mulher] que consiga viver sob tal filosofia. Idéias como as de Reich permeiam a sociedade contemporânea, pois aparentemente nos são muito aprazíveis, todavia implicam graves consequências. Para terminar, uma pesquisa da revista norte-americana Redbook com 100.000 mulheres mostrou que aquelas mais liberais sexualmente eram as menos satisfeitas com sua vida sexual, e as que se classificaram como “muito religiosas” eram as mais satisfeitas sexualmente. Ora, além ser mais saudável, a sexualidade tradicional, ao contrário do que pensam, produz ainda mais prazer sexual.
3. Sexualidade e Saúde Matrimonial
Hoje o casamento é uma instituição fora de moda na cultura ocidental, se um jovem no auge de seus vinte e poucos anos afirma que tem um casamento marcado é capaz de ser visto com espanto de tão estranha que é a idéia de um casamento tradicional. O mundo de hoje vê o casamento como uma instituição retrógrada e repressora. É fácil se deixar levar por tal pensamento, pelo fato de que é um mito corrente na cultura popular, porém, o casamento representa uma função de grande importância na construção de uma sociedade saudável. Na obra clássica The History of the Decline and Fall of the Roman Empire, o historiador inglês do século XVIII Edward Gibbon afirmou que uma das causas da queda do Império Romano foi justamente a destituição dos laços familiares no Império. Além disso, pessoas casadas lidam melhor com doenças, têm rendimento financeiro melhor e adotam estilos de vida mais saudáveis; já um divorciado chega a ter até o dobro de chances de cometer suicídio do que uma pessoa normal além de correr os mesmos riscos de sofrer um acidente cardíaco do que alguém que fuma um maço de cigarros por dia.[4] Seria o casamento instituição tão ultrapassada como se diz? Presumo que não.
Grande parte dos casamentos terminam em divórcio, mas por que isso acontece? A saúde de um relacionamento homem-mulher está intrinsecamente ligada ao estado sexual do casal, tanto à vida sexual presente, afinal, quantos casamentos resistem a um caso de adultério? Mas não é apenas a vida presente que influencia a saúde do relacionamento de um casal, a vida passada também. Ainda que tal ideia seja prontamente rejeitada pela esmagadora maioria, sendo mais um exemplo de racionalização de conduta; racionalização essa que subjuga o que é evidente. Hoje quando um casal se junta, na maioria das vezes já tiveram inúmeros outros parceiros, muitos sem o menor compromisso. Isso afeta a confiança mútua e ameaça o relacionamento de um casal (vide Reich), qual homem [mulher] gosta de saber que sua esposa [marido] já foi de outro homem [mulher]? Ou pior, de outros[as]? Tal situação desperta um sentimento de ódio e revolta tão grande que abala a confiança no parceiro(a) e tira o brilho e o valor do amor. Muitos homens passam a desprezar ou não tratar com o devido respeito sua parceira ao saber de seus relacionamentos passados, não que isso seja correto, mas é natural e, às vezes, até mesmo após o homem tirar a virgindade de sua própria parceira ele acaba por menosprezá-la, pois o valor do sexo é anulado. Fica evidente que sexo é muito mais do que troca de fluídos físicos. Não há, na maioria das vezes, ligação entre o sexo extraconjugal e amor, sexo extraconjugal é carnal e destituído de valor. O homem não passa a amar mais sua mulher após consumar o ato, é mais comum acontecer o contrário, mas ainda assim muitas mulheres acreditam que estão sendo mais amadas ao se entregarem ao parceiro, mas não estão. Ainda que o homem ame a mulher de verdade, muitas vezes o impulso fala tão alto que impede de tratar sua amada com o devido respeito, além disso, as relações sexuais pré-matrimoniais podem atrapalhar o casamento de diversas maneiras, desvalorizando, atrasando e gerando outras insatisfações. Donald Joy escreve que iniciar a prática sexual prematuramente causa um curto-circuito no processo de criação de vínculos emocionais. Ele cita um estudo com 100.000 mulheres que liga a experiência sexual precoce com insatisfação nos seus casamentos atuais, infelicidade com o nível de intimidade sexual e um predomínio de baixa auto-estima (Christianity Today, 3 de outubro de 1986). Os psicólogos Henry Cloud e John Townsend afirmam que a abstinência pré-matrimonial ensina o casal a expressar amor sem ser por via sexual. Muitos casais que iniciam a vida sexual antes do casamento não aprendem a expressar amor sem ser por via sexual. Assim, quando, no casamento, a paixão passa o casamento termina, já que a sexualidade prematura pode impedir o conhecimento mais íntimo e profundo do casal, o conhecimento mútuo e a expressão de amor por vias mais sublimes do que a sexualidade. Por isso, a sexualidade extra-conjugal gera muito mais problemas do que os resolve e deve ser evitada.
4. Sexualidade e Saúde Social
No mundo pós-moderno é crença comum que a moral sexual privada diz respeito apenas ao individuo, não cabendo a sociedade a tarefa de coibir a imoralidade sexual, portanto, todo tipo de sexualidade deve ser permitida ao individuo: casamento homossexual, divórcio, aborto entre tantos outros desvios. É verdade que não cabe à sociedade decidir o que um indivíduo faz com o seu próprio corpo, mas à sociedade cabem duas responsabilidade (1) Instrução moral e (2) A criação de leis que coíbam comportamentos imorais[5] Moralidade está intrinsecamente ligada à prosperidade das grandes civilizações – o que não acontece quando as paixões estão afloradas. Junto com a ascensão das grandes civilizações antigas pode-se observar também uma elevada moralidade, as pessoas evitavam a imoralidade sexual e havia até leis para refreá-las, até que chegava ao auge da civilização e a moralidade era relaxada e por fim abolida e daí seguia o declínio da civilização como já vimos no caso do Império Romano. Vejamos alguns exemplos mais palpáveis: Quantas famílias e indivíduos não tem a vida destruída por causa de adultério e divórcio? Quantos delinquentes não surgiram a partir de famílias sem pai? Pense na maior praga dos nossos tempos, a AIDS, bilhões de dólares gastos na saúde pública poderiam ser gastos com coisas mais importantes se tão somente as pessoas seguissem a moralidade tradicional de abstinência extraconjugal. Isso sem falar nas inúmeras outras DSTs! E a única maneira 100% segura de prevenir tais doenças é a adoção da moralidade sexual tradicional. Para exemplificar isso, Theresa Crenshaw, M.D., foi membro da Comissão da presidência dos EUA para tratar da AIDS. Ela é ex-presidente da American Association of Sex Educators, Counselors, and Therapists [6] e uma fez a seguinte pergunta a 550 terapeutas familiares e de casal em Chicago: "Quantos de vocês recomendariam camisinhas para a prevenção da AIDS?" A maioria das mãos levantaram. Então ela perguntou quantos fariam sexo com um soropositivo usando uma camisinha. Nenhuma mão permaneceu levantada. Ela advertiu dizendo que, "É irresponsável aconselhar estudantes, clientes e pacientes a fazer o que vocês mesmos não fariam, pois eles podem morrer por isso"[7]. Estudos mostram que preservativos não são 100% confiáveis nem para prevenir DSTS e nem a gravidez[8]. A verdade é que a liberação sexual iniciada na década de 60 trouxe grande parte dos problemas da sociedade contemporânea.
Conclusão
Vimos que as pessoas que pautam sua sexualidade na moralidade tradicional são mais satisfeitas sexualmente, vivem casamentos mais felizes, e formam uma melhor sociedade e todos esses fatores estão intrinsecamente ligados, já que indivíduos desequilibrados formam casamentos e sociedades desequilibradas e casamentos e sociedades desequilibradas formam indivíduos desequilibrados. Argumentos a favor da sexualidade extraconjugal, na maioria das vezes, são pautados na paixão e não na razão, por isso o que mais ouvimos são argumentos falaciosos como “estamos no século XXI” ou “A moralidade tradicional é retrógrada”. Então, se a sexualidade como vivida hoje é nociva porque abraçar uma filosofia tão nociva ao bem individual e social? Não há motivo que não o desejo de saciar todos os nossos mais profundos anseios. Pra mim, todos os tabus existentes em relação ao sexo presentes nas mais diversas culturas (inclusive na cultura secular) indicam que o sexo é mais do que um ato físico, existindo mais coisas envolvidas na relação sexual do que uma simples transmissão de fluídos corporais, tal reducionismo não capta toda a dimensão da sexualidade humana, acredito que apenas o Cristianismo responde adequadamente ao nosso êxtase sexual – a representação da união entre Cristo e a Sua Igreja. Se Deus existe realmente e se todo o universo é obra Sua, jamais compreenderemos a existência humana sem levar em conta essa realidade. G. K. Chesterton comentando sobre essa nossa fixação com o sexo disse as seguintes palavras:
“Dou um exemplo dentre uma centena: não tenho pessoalmente nenhuma afinidade com aquele entusiasmo pela virgindade física, que certamente tem sido uma marca do cristianismo histórico. Mas quando olho não para mim mesmo, mas para o mundo, percebo que esse entusiasmo não é apenas uma marca do cristianismo, mas uma marca do paganismo, uma marca da natureza profundamente humana em muitas esferas. Os gregos sentiram a virgindade quando esculpiram Ártemis; os romanos, quando vestiram as vestais; os piores e mais loucos dos grandes dramaturgos elisabetanos agarraram-se à pureza literal de uma mulher como se isso fosse o pilar central do mundo. Acima de tudo, o mundo moderno (mesmo enquanto zomba da inocência sexual) atirou-se a uma generosa idolatria da inocência sexual – a grande adoração moderna das crianças. Pois qualquer um que ame as crianças concordará que a peculiar beleza delas é ferida por uma insinuação do sexo físico.”[9]
Enquanto a raça humana existir o problema do sexo não será resolvido através de nenhum tipo de liberação sexual ou banalização do sexo. Philip Yancey afirmou que quando uma sociedade perde a fé em seus deuses, ou em Deus, poderes inferiores surgem para tomar o seu lugar. Chesterton afirmou que “todo homem que bate à porta de um bordel está procurando por Deus”. Hoje não restam dúvidas de qual é o deus da sociedade contemporânea.
NOTAS:
¹Id., Two Encyclopedia Articles, em The Standard Edition of the Complete Psychological Works, vol. XVIII, p. 252 apud NICHOLI, Armand. Deus em questão: C.S.Lewis e Freud debatem Deus, Sexo, Amor e o Sentido da Vida. Minas Gerais: Ultimato, 2005, p. 145.
² The Sexual Enlightenment of Children, em The Standard Edition of Complete Psychological Works, vol. IX, p. 137 apud NICHOLI, Armand. Deus em questão: C.S.Lewis e Freud debatem Deus, Sexo, Amor e o Sentido da Vida. Minas Gerais: Ultimato, 2005, p. 145.
³ On The Universal Tendency to Debasement in the Sphere of Love em The Standard Edition of the Complete Psychological Works, vol. XI, p. 188 apud NICHOLI, Armand. Deus em questão: C.S.Lewis e Freud debatem Deus, Sexo, Amor e o Sentido da Vida. Minas Gerais: Ultimato, 2005, p. 145.
[4] YANCEY, Philip. Rumores de Outro Mundo: A Realidade Sobrenatural da Fé. São Paulo: Editora Vida, 2004, p. 128.
[5] Para uma análise da eficácia da legislação moral ver artigo Moralidade Legisladora de Michael Bauman em Ensaios Apologéticos de J.P.Moreland et al.
[6] Richard W. Smith, "Parent' s HIV Prevention Information Package:' n.d., p. 48. (Smith é “um professional da area da saúde com mais de 20 anos de experiência em epidemiologia de Doenças Sexualmente Transmissíveis e controle e prevenção de HIV” Ele mora em Trenton, NJ.)
[7] Theresa Crenshaw, M.D., "The Psychology of AIDS Prevention: Implementing Effective Strategies, "Transcript: National Conference on HIV, Washington, DC, November 1987, p. 4.l
[8] Ver artigo “Safe Sex and the Facts” de Raymond G. Bohlin, Ph.D em http://www.leaderu.com/orgs/probe/docs/safesex.html
[9] CHESTERTON, G.K. Ortodoxia. São Paulo: Mundo Cristão, 2008, p. 256
domingo, 30 de novembro de 2008
Uma Perspectiva Cristã Sobre a Homossexualidade - William Lane Craig
Uma das questões mais importantes e voláteis que a Igreja enfrenta hoje é a questão da homossexualidade como um estilo de vida alternativo. A Igreja não pode se esquivar dessa questão. Eventos como o brutal assassinato de Matthew Shepherd, o estudante homossexual de Wyoming, ou os recentes escândalos envolvendo padres pedófilos, que abalaram a Igreja Católica, servem para trazer essa questão para o centro da cultura Americana
Cristãos que rejeitam a legitimidade do estilo de vida homossexual são geralmente taxados de homofóbicos, intolerantes e até odiosos. Há uma grande intimidação em relação a essa questão. Algumas igrejas inclusive têm aprovado o estilo de vida homossexual e aceitam aqueles que praticam a homossexualidade como ministros da igreja.
E não pense que isso só tem acontecido em igrejas liberais. Um grupo de evangélicos chamado Evangelicals Concerned é um grupo de pessoas que aparentam ser cristãos nascidos-de-novo, crentes na Bíblia, mas também homossexuais praticantes. Eles alegam que a Bíblia não proíbe a atividade homossexual ou que seus mandamentos não são válidos para hoje, mas são apenas reflexo da cultura na qual eles foram escritos. Essas pessoas podem ser ortodoxas em relação à Jesus e todas as outras áreas de ensino; mas eles pensam que é correto ser um homossexual praticante. Eu lembro de ouvir um acadêmico do Novo Testamento numa conferência profissional relatar a história de que uma vez foi falar em um de seus encontros. "As pessoas estavam seriamente preocupadas sobre o que você iria dizer," seu anfitrião disse depois do encontro. "Por quê?" ele perguntou surpreso. "Você sabe que eu não sou homofóbico!" "Ah, não, não era essa a preocupação", seu anfitrião afirmou. "Eles temiam que fosse você ser muito histórico-crítico!"
Então quem somos nós para dizer que esses aparentes cristãos sinceros estão errados?
Bem, qual é a base para dizer que o certo e o errado existem, que realmente há uma diferença entre os dois? Tradicionalmente, a resposta tem sido que os valores morais se baseiam em Deus. Deus é, pela Sua própria natureza, perfeitamente santo e bom. Ele é justo, paciente, misericordioso, generoso - tudo que é bom vem dele e é um reflexo de Seu caráter. Agora, a natureza perfeitamente boa de Deus se traduz em mandamentos para nós, que se tornam nossos deveres morais, por exemplo, "Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, entendimento e força", "Amarás o teu próximo como a ti mesmo", "Não matarás, furtarás, ou cometerás adultério". Essas coisas são certas ou erradas baseadas nos mandamentos de Deus, e os mandamentos de Deus não são arbitrários, mas fluem necessariamente de Sua natureza perfeita.
Esse é o entendimento Cristão de certo ou errado. Existe realmente um ser como Deus, que criou o mundo e nos criou à Sua imagem. E ele, realmente, nos ordenou certas coisas. Somos, realmente, obrigados a fazer certas coisas (e a não fazer outras). Moralidade não está apenas em sua mente. Ela é real. Quando falhamos em cumprir os mandamentos de Deus, nós estamos culpados perante Ele e necessitamos de Seu perdão. O problema não é só que nos sentimos culpados; nós realmente somos culpados, não importando como nos sentimos. Eu posso não me sentir culpado porque eu tenho uma consciência insensível, cauterizada pelo pecado; mas se eu tiver quebrado um mandamento de Deus, eu sou culpado, não importando como eu me sinta.
Então, por exemplo, se os Nazistas tivessem vencido a Segunda Guerra e alcançassem o objetivo de lavar a mente ou exterminar quem quer que discordasse deles, para que então todos pensassem que o Holocausto tivesse sido algo bom, ainda assim seria errado, porque Deus afirma que é errado, não importando a opinião humana. Moralidade é baseada em Deus, então o certo e o errado existem realmente e não são afetados pelas opiniões humanas.
Eu enfatizei esse ponto por ser tão estranho para muitas pessoas na nossa sociedade hoje. Hoje muitas pessoas pensam no certo e errado não como uma questão de fato, mas como uma questão de gosto. Por exemplo, não há nenhum fato objetivo em brócolis é gostoso. É gostoso para alguns, mas ruim para outros. Pode ser ruim para você, mas é bom para mim! As pessoas pensam o mesmo em relação aos valores morais. Algo pode ser errado para você, mas certo para mim. Não há nenhum certo e errado na verdade. É apenas uma questão de opinião.
Agora, se não há nenhum Deus, então eu penso que essas pessoas estão absolutamente corretas. Na ausência de Deus tudo se torna relativo. Certo e errado se tornam relativos de acordo com diferentes culturas e sociedades. Sem Deus quem dirá que os valores de uma cultura são melhores do que os de outra? Richard Taylor, que é um proeminente filósofo americano - e não é cristão -, esclarece isso enfaticamente. Observe atentamente o que ele diz:
Ele diz que a resposta é "Não." Eu cito: "O conceito de obrigação moral não é inteligível à parte da idéia de Deus. As palavras permanecem, mas o sentido se foi" [2]
Ele continua e diz:
Você percebe o que esse filósofo não-Cristão está dizendo? Se não há Deus, se não há legislador divino, então não há nenhuma lei moral. Se não há lei moral, então não há nenhum certo e errado. Certo e errado são simples convenções humanas e leis variam de sociedade em sociedade. Mesmo se todas concordarem, continuariam sendo invenções humanas.
Então se Deus não existe, certo e errado não existem também. Qualquer coisa é válida, incluindo a homossexualidade. Então, uma das melhores maneiras de defender a legitimidade do estilo de vida homossexual é se tornar ateu. Mas o problema é que muitos defensores da homossexualidade não querem se tornar ateus. Em particular, eles querem afirmar que o certo e o errado existem. Então você os ouve fazendo julgamentos morais a todo tempo, por exemplo: "É errado discriminar os homossexuais". E esses julgamentos morais não são para serem entendidos como relativos a uma cultura ou sociedade. Eles condenariam uma sociedade como a Alemanha Nazista que lançou os homossexuais em campos de concentração, junto com os judeus e outros indesejáveis. Quando o Colorado formulou uma emenda proibindo certos direitos especiais para os homossexuais, Barbara Streisand convocou um boicote ao estado dizendo, "O clima moral no Colorado se tornou inaceitável".
Então se podemos fazer julgamentos morais sobre o que é certo ou errado, temos que afirmar que Deus existe. Mas, então, a mesma pergunta que nós começamos - "Quem é você para dizer que a homossexualidade é errada?" - pode ser devolvida aos ativistas homossexuais: "Quem é você para dizer que a homossexualidade é certa?" Se Deus existe, então não podemos ignorar o que Ele diz sobre o assunto. A resposta correta ao "Quem é você...?" é "Eu? Não sou ninguém! Deus determina o que é certo e errado, e eu só estou interessado em aprender e obedecer o que Ele diz."
Então deixe-me recapitular o que vimos até aqui. A questão da legitimidade do estilo de vida homossexual é uma pergunta sobre o que Deus tem a ver com isso. Se não há Deus, então não há certo e errado, e não faz diferença que estilo de vida você escolhe - o perseguidor dos homossexuais é moralmente equivalente ao defensor da homossexualidade. Mas se Deus existe, não podemos seguir nos baseando em nossas opiniões. Temos que descobrir o que Deus acha sobre o assunto.
Então como descobrir o que Deus pensa? O Cristão diz, veja na Bíblia. E a Bíblia nos diz que Deus abomina os atos homossexuais. Logo, eles estão errados.
Então, basicamente o raciocínio é o seguinte:
(1) Somos todos obrigados a fazer a vontade de Deus.
(2) A vontade de Deus é expressa na Bíblia.
(3) A Bíblia proíbe o comportamento homossexual.
(4) Logo, o comportamento homossexual é contrário à vontade de Deus, ou é errado.
Agora se alguém resistir a este raciocínio, ele deve negar ou (2) A Vontade de Deus é expressa na Bíblia ou (3) A Bíblia proíbe o comportamento homossexual.
Vamos ver o ponto (3) primeiro: A Bíblia, de fato, proíbe o comportamento homossexual? Agora, veja como eu coloco a questão. Eu não perguntei se a Bíblia proíbe a homossexualidade, mas sim se a Bíblia proíbe o comportamento homossexual? Essa é uma distinção importante. Ser homossexual é um estado ou uma orientação; uma pessoa que tem orientação homossexual pode jamais expressar essa orientação em ações. Por contraste, uma pessoa pode se envolver em atos homossexuais mesmo sendo de uma orientação heterossexual. O que a Bíblia condena são as ações e comportamento homossexual. A idéia de uma pessoa sendo homossexual por orientação é uma característica da psicologia moderna e pode ter sido desconhecida para as pessoas do mundo antigo. Eles estavam familiarizados com os atos homossexuais, e é isso que a Bíblia proíbe.
Isso tem implicações enormes. Significa que todo esse debate sobre a questão de se a homossexualidade é algo que já nasce com o individuo ou é resultado de como você foi criado, na verdade não importa no final. O que importa não é como você recebeu sua orientação, mas o que você faz com ela. Alguns defensores da homossexualidade anseiam em provar que seus genes, e não sua criação, que determinam se você é homossexual porque então o comportamento homossexual seria normal e correto. Mas essa conclusão não se segue de jeito algum. Só porque você é geneticamente pré-disposto a algum comportamento não significa que tal comportamento é moralmente correto. Para exemplificar, alguns pesquisadores suspeitam que haja um gene que predispõe algumas pessoas ao alcoolismo. Isso significa que é correto para as pessoas com tal pré-disposição ir em frente e beber e se tornar um alcoólico? Óbvio que não! Se serve para qualquer coisa, serve para alertá-lo que deve se abster do alcoól para prevenir que isso aconteça. Agora a verdade da questão é que nós não compreendemos completamente os papéis exercidos pela hereditariedade e a criação na produção da homossexualidade. Mas isso realmente não importa. Mesmo se a homossexualidade fosse completamente genética, esse fato ainda assim não seria nada distinto de um defeito de nascimento, como fissuras palatinas ou epilepsia. Não quer dizer que é normal e que não devamos tentar corrigir.
De qualquer forma, mesmo se a homossexualidade resultar da genética ou da criação, as pessoas geralmente não escolhem serem homossexuais. Muitos homossexuais testemunham o quão agonizante é se encontrar com esses desejos e lutar contra eles, e eles te dirão que nunca escolheram ser assim. E a Bíblia não condena uma pessoa por ter orientação homossexual. O que ela condena são os atos homossexuais. É perfeitamente possível ser homossexual e ainda assim ser um cristão cheio do Espírito e nascido de novo.
Assim como um alcoólico que está limpo se levanta num encontro dos AA e diz, "Eu sou alcoólico", assim também um homossexual que está vivendo sem a prática e se mantendo puro deve estar pronto para se levantar um encontro de oração e dizer, "Eu sou um homossexual. Mas pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, eu tenho vivido separado para Cristo". E eu espero que tenhamos a coragem e amor de recebê-lo como irmão ou irmã em Cristo.
Então, mais uma vez, a pergunta é: A Bíblia proíbe o comportamento homossexual? Bem, eu já disse que sim. A Bíblia é tão realista! Você pode esperar que ela não mencione um tópico como o comportamento homossexual, mas, de fato, existem seis lugares na Bíblia - três no Antigo Testamento e três no Novo Testamento - onde essa questão é abordada diretamente - para não mencionar todas as passagens que lidam com o casamento e a sexualidade que tem implicações para essa questão. Em todas as seis passagens os atos homossexuais são inequivocamente condenados.
Em Levítico 18.22 diz que é abominação um homem se deitar com outro homem como se fosse mulher. Em Levítico 20.13 a pena de morte é prescrita em Israel para tal ato, junto com adultério, incesto e bestialidade. Agora, algumas vezes os defensores da homossexualidade interpretam essas passagens à luz de outras proibições do Antigo Testamento contra o contato com animais impuros como porcos. Assim como os Cristãos não obedecem todas as leis cerimoniais do Antigo Testamento, assim também, eles dizem, não temos que obedecer as proibições em relação aos atos homossexuais. Mas o problema com esse argumento é que o Novo Testamento reafirma a validade das proibições do Antigo Testamento sobre o comportamento homossexual, como veremos abaixo. Isso mostra que essas passagens não eram somente parte das leis cerimoniais do Antigo Testamento, que já se passaram, mas sim parte da eterna lei moral de Deus. O comportamento homossexual é um pecado sério para Deus. O terceiro lugar onde os atos homossexuais são mencionados no Antigo Testamento é na terrível história de Gênesis 19 da tentativa de abuso aos visitantes de Ló pelos homens de Sodoma, de onde se deriva a palavra sodomia. Deus destruiu Sodoma por causa da perversidade deles.
Agora, se isso não é o bastante, o Novo Testamento também proíbe o comportamento homossexual. Em 1 Coríntios 6.9-10 Paulo escreve, "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idolatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus." A palavra traduzida como "sodomita" se refere, na literatura Grega, ao intercurso sexual passivo ou ativo entre homens. (Como eu disse, a Bíblia é muito realista!). Essa palavra também é citada em 1 Timóteo 1.10 junto com fornicadores, ladrões, mentirosos e assassinos como "contrário à sã doutrina". O mais longo tratamento da atividade homossexual está em Romanos 1.24-28. Aqui Paulo fala sobre como as pessoas se desviaram do Deus Criador e passaram a adorar falsos deuses criados por si mesmos.
Ele diz,
Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.
Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
Acadêmicos liberais tem feito acrobacias para tentar dar outra explicação que não o sentido claro expresso nesses versículos. Alguns disseram que Paulo só está condenando a prática pagã do abuso de menores pelos homens. Mas tal interpretação é obviamente errada, visto que Paulo diz nos versos 24 e 27 que esses atos homossexuais são cometidos "homens com homens" e no verso 26 ele fala de atos de lesbianismo também. Outros acadêmicos têm dito que Paulo só está condenando os heterossexuais que se envolvem em atos homossexuais, mas não os homossexuais que o fazem. Mas essa interpretação é inventada e anacrônica. Já dissemos que foi apenas nos tempos modernos que a idéia de homossexual com orientação heterossexual se desenvolveu. O que Paulo está condenando são os atos homossexuais, não importando a orientação. Dado o contexto dessa passagem do Antigo Testamento e do que diz Paulo em 1 Coríntios 6.9-10 e 1 Timóteo 1.10, é claro que Paulo está proibindo tais atos. Ele vê esse comportamento como evidência de uma mente corrompida que se afastou de Deus e foi entregue por Ele à degeneração moral.
Então a Bíblia é muito clara no que diz respeito ao comportamento homossexual. É contrário ao plano de Deus e é pecado. Mesmo se não existissem todas essas passagens explicitas que lidam com os atos homossexuais, tais atos ainda seriam proibidos sob o mandamento "Não adulterarás". O plano de Deus para a atividade sexual humana é reservado para o casamento: qualquer atividade sexual fora da segurança dos laços matrimoniais - seja sexo pré-matrimonial ou extraconjugal, homo ou heterossexual - é proibida. O sexo foi desenhado por Deus para o casamento.
O que foi dito acima também demonstra o quão bobo é quando algum defensor da homossexualidade diz, "Jesus nunca condenou o comportamento homossexual, então por que deveríamos condenar?" Jesus não mencionou especificamente muitas coisas que sabemos que são erradas, tais como bestialidade ou tortura, mas isso não significa que ele as aprovou. O que Jesus faz é citar Gênesis para afirmar o padrão de Deus para o casamento como base de seu próprio ensinamento sobre o divórcio. Em Marcos 10.6-8, Ele diz, "Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne." Dois homens se tornando uma só carne no intercurso homossexual seria uma violação da ordem e intenção de Deus. Ele criou homem e mulher para seria indissoluvelmente unidos no casamento, não dois homens ou duas mulheres.
Para recapitular, então, a Bíblia clara e consistentemente proíbe a atividade homossexual. Então se a vontade de Deus é expressa na Bíblia, daí se segue que o comportamento homossexual é contrário à vontade de Deus.
Mas suponha que alguém negue o ponto (2) que a vontade de Deus é expressa na Bíblia. Suponha que ele diga que as proibições contra o comportamento homossexual eram válidas para aquele tempo e aquela cultura, mas não são mais válidas hoje. Afinal, a maioria de nós provavelmente concordaria que certos mandamentos na Bíblia são relativos à cultura. Por exemplo, a Bíblia diz que as mulheres cristãs não deveriam usar jóias e os homens não deveriam ter cabelos compridos. Mas a maioria de nós diria que apesar desses mandamentos terem uma essência atemporal - por exemplo, a regra de se vestir modestamente - esse príncipio pode ser expresso diferentemente em diferentes culturas. Da mesma forma, algumas pessoas estão dizendo que as proibições da Bíblia contra o comportamento homossexual não são mais válidas para nossos dias e Era.
Mas eu penso que essa objeção representa um sério erro de interpretação. Não há evidência de que o mandamento de Paulo em relação aos atos homossexuais sejam culturalmente relativos. Longe de ser um reflexo da cultura no qual ele escreveu, os mandamentos de Paulo eram totalmente contra-culturais! A atividade homossexual era difundida na Grécia antiga e na sociedade Romana como é hoje nos Estados Unidos, e ainda assim Paulo se posicionou contra a cultura e se opôs a ela. Mais importante, temos visto que as proibições da Bíblia contra a atividade homossexual estão enraizadas, não na cultura, mas no padrão estabelecido por Deus para o casamento logo na criação. Você não pode negar que a proibição da Bíblia sobre as relações homossexuais expressam a vontade de Deus a menos que rejeite também que o próprio casamento represente a vontade de Deus.
Bem, suponha que alguém diga, "Eu acredito em Deus, mas não no Deus da Bíblia. Por isso eu não acredito que a Bíblia expressa a vontade de Deus." O que você diria a essa pessoa?
Ou segundo, você pode tentar mostrar que o comportamento homossexual é errado apelando para verdades morais aceitas pela maioria que mesmo pessoas que não crêem na Bíblia aceitam. Enquanto essa abordagem é mais difícil, todavia, eu acredito ser crucial se nós Cristãos quisermos impactar nossa cultura contemporânea. Vivemos em uma sociedade que é cada vez mais secular, cada vez mais pós-Cristã. Não podemos apenas apelar para a Bíblia se quisermos influenciar os legisladores ou as escolas públicas ou outras instituições já que a maioria das pessoas não acredita mais na Bíblia. Devemos apresentar razões que tenham um apelo maior.
Por exemplo, eu acho que muitas pessoas concordariam com o principio de que é errado se envolver em comportamento auto-destrutivo. Pois tal comportamento destrói o ser humano que é inerentemente valioso. Assim, muitas pessoas, eu acho, diriam que é errado se tornar alcoólico ou fumante viciado. Elas diriam que é bom comer bem e se exercitar. Além do mais, eu acho que quase todo mundo concordaria com o príncipio de que é errado se envolver em comportamento que prejudique uma outra pessoa. Por exemplo, nós restringimos os fumantes a certas áreas para que outras pessoas não inalem fumaça passivamente, e formulamos leis contra a embriaguês na direção para que pessoas inocentes não se machuquem. Quase todo mundo concorda que você não tem direito de se envolver em comportamento que seja destrutivo a outro ser humano.
Mas não é difícil demonstrar que o comportamento homossexual é um dos comportamentos mais auto-destrutivos e prejudiciais que uma pessoa pode se envolver. O fato não é publicamente divulgado. Hollywood e a mídia inflexivelmente tendem a colocar um ar de alegria sobre a homossexualidade, enquanto na verdade é um estilo de vida depressivo, perturbador e perigoso, tão viciante e destrutivo quando o alcoolismo ou o fumo. Mas as estatísticas que eu vou compartilhar com você estão bem documentadas pelo Dr. Thomas Schmidt no seu memorável livro Straight and Narrow?[4]
Para começar, existe uma quase compulsiva promiscuidade associada com o comportamento homossexual. 75% dos homens homossexuais têm mais de 100 parceiros durante toda a vida. Mais da metade desses parceiros são estranhos. Apenas 8% dos homens homossexuais e 7% das mulheres homossexuais têm relacionamentos que duram mais de três anos. Ninguém sabe a razão dessa promiscuidade estranha e obsessiva. Pode ser que os homossexuais estão tentando satisfazer uma profunda necessidade psicológica através das relações sexuais, necessidade que nunca é satisfeita. Homens homossexuais têm em média 20 parceiros por ano. De acordo com o Dr. Schmidt,
"O número de homens homossexuais que experimenta algo como fidelidade vitalícia se torna, falando estatisticamente, quase sem sentido. A promiscuidade entre homens homossexuais não é um simples estereótipo, e não é simplesmente a experiência maioritária - é praticamente a única experiência. Fidelidade vitalícia é quase não-existente na experiência homossexual."
Aliada à promiscuidade compulsiva o uso de drogas é difundido entre os homossexuais para aprofundar suas experiências sexuais. Os homossexuais de um modo geral são três vezes mais propensos a terem problemas com bebidas do que a população média. Estudos revelam que 47% dos homens homossexuais têm um histórico de abuso de alcoól e 51% têm um histórico de abuso de drogas. Há uma correlação direta entre o número de parceiros e o nível de drogas consumidas.
Além do mais, de acordo com Schmidt, "Existem enormes evidências de que algumas desordens mentais ocorrem com muito mais frequência entre homossexuais." Por exemplo, 40% dos homens homossexuais tem um histórico de depressão profunda. Os homens de um modo geral apresentam um histórico de depressão de apenas 3%. De forma similar, 37% das mulheres homossexuais têm um histórico de depressão. Isso leva a um alto índice de suícidio. Os homossexuais são três vezes mais propensos a tentativas de suícidio do que a população média. De fato, homens homossexuais tem um índice de tentativa de suícidio seis vezes maior do que dos homens heterossexuais, e as mulheres homossexuais tentam se suicidar duas vezes mais do que mulheres heterossexuais. Nem a depressão nem o suícidio são os únicos problemas. Os estudos revelam que os homossexuais são mais propensos à prática de pedofilia do que os homens heterossexuais. Qualquer que seja a causa dessas desordens, o fato é que qualquer um que considere a possibilidade de se envolver num estilo de vida homossexual não pode se iludir sobre onde ele está entrando.
Outro segredo bem guardado é quão fisicamente perigoso o comportamento homossexual é. Não vou descrever o tipo de atividade sexual praticada pelos homossexuais, mas deixe-me dizer que nossos corpos, macho e fêmea, foram desenhados para o intercurso sexual de uma forma que os corpos de dois homens não foram. Como resultado, a atividade homossexual, 80% é de homens, é muito destrutiva, resultando em problemas como danos à prostáta, úlceras e rupturas, incontinência crônica e diarréia.
Além desses problemas físicos, as doenças sexualmente transmissiveís são muito disseminadas entre a população homossexual. 75% dos homens homossexuais têm uma ou mais doenças sexualmente transmissíveis, não incluindo a AIDS. Isso inclui todo o tipo de infecções não-virais como gonorréia, sífilis, infecções bacterianas e parasitas. Também é comum entre os homossexuais doenças virais como herpes e hepatite B (que afeta 65% dos homens homossexuais), ambas sendo incuráveis, bem como a hepatite A e verrugas anais, que afetam 40% dos homens homossexuais. E eu sequer incluí a AIDS. Talvez a mais chocante e terrível estatística é que, deixando de lado aqueles que morrem devido a AIDS, a expectativa de vida do homem homossexual é de 45 anos aproximadamente. E a do homem comum é de 70 anos.Se você incluir aqueles quem morrem de AIDS, que agora afeta 30% dos homens homossexuais, a expectativa de vida cai para 39 anos de idade.
Então eu acredito que se pode fazer uma boa defesa de que o comportamento homossexual é errado apenas baseando-se em príncipios morais aceitos geralmente. Assim, totalmente à parte da proibição Bíblica, existem boas razões para considerar a atividade homossexual como errada.
Isso tem importantes implicações para a política pública em relação ao comportamento homossexual. Pois políticas e leis públicas são baseadas em príncipios morais aceitos por todos. É por causa disso, por exemplo, que temos leis que regulam a venda de bebidas alcoólicas de várias formas ou leis proibindo o jogo ou restringindo o fumo. Essas restrições sobre a liberdade individual são impostas para o bem comum. Da mesma forma, alguns estados, como nosso estado da Geórgia, têm leis proibindo a sodomia, e a Suprema Corte afirmou que tais leis são constitucionais. Embora essas leis não sejam obrigatórias, elas são legais à luz do risco apresentado por tal comportamento.
Ou novamante, as aulas de saúde das escolas públicas deveriam ensinar que a homossexualidade é um estilo de vida legítimo, ou será que os estudantes deveriam ler Heather has Two Mommies (Heather tem duas mamães)? As uniões homossexuais devem ser reconhecidas como sendo tão legais quanto os casamentos homossexuais? Deveria se permitir que os homossexuais adotassem crianças? Em todos esses casos, se pode argumentar a favor de restrições às liberdades homossexuais se baseando no bem público e na saúde pública geral. Não é uma questão de impor os valores pessoais de alguém sobre outro alguém, visto que isso se baseia nos mesmos príncipios morais que são usados, por exemplo, para banir o uso de drogas ou restringir o uso de armas. A liberdade não significa licença para se envolver em ações que possam prejudicar os outros.
Recapitulando, vimos que, primeiro, o certo e errado existem porque se baseiam em Deus. Então se quisermos saber o que é certo ou errado, devemos ver o que Deus diz sobre isso. Segundo, vimos que a Bíblia consistentemente e claramente proíbe os atos homossexuais, assim como proíbe todo o ato sexual fora do matrimônio. Terceiro, vimos que as proibições Bíblicas em relação a tais comportamentos não podem ser explicadas à luz do contexto cultural nas quais fram escritas porque tais proibições estão pautadas no plano divino para o casamento homem-mulher. Além do mais, mesmo à parte da Bíblia, existem príncipios morais geralmente aceitos que implicam que o comportamento homossexual é errado.
Agora, que aplicações práticas isso tem para todos nós como individuos?
Primeiro, se você é um homossexual ou tenha essa inclinação, se mantenha puro. Se você não é casado, deve praticar abstinência de toda atividade sexual. Eu sei que isso é difícil, mas o que Deus está pedindo que você faça é simplesmente o mesmo que ele requer de todas as pessoas solteiras. Isso significa não só manter seu corpo puro, mas especialmente sua mente. Assim como o homem heterossexual deve evitar a pornografia e a imaginação, você, também, precisa manter sua vida e pensamento limpos. Resista à tentação de racionalizar o pecado dizendo, "Deus me fez assim." Deus deixou muito claro que ele não quer que você ceda aos seus pecados, mas sim que você O honre mantendo o corpo e a mente puros. Finalmente, procure aconselhamento profissional Cristão. Com tempo e esforço, você pode vir a usufruir de relações normais e heterossexuais com sua esposa. Há esperança.
Segundo, para aqueles que são heterossexuais, precisamos nos lembrar que ser homossexual não é nenhum pecado. A maioria dos homossexuais não escolheu tal orientação e gostaria de mudar se pudesse. Precisamos aceitar e apoiar carinhosamente irmãos e irmãs que lutam com esse problema. E, em geral, precisamos estender o amor de Deus a essas pessoas. Palavras vulgares e piadas sobre homossexuais jamais devem passar pelos lábios de um Cristão. Se você se encontrar tendo prazer quando alguma aflição cai sobre um homossexual ou se tem sentimentos de ódio aos homossexuais, então você precisa refletir bastante e com afinco nas palavras de Jesus relatadas em Mateus: "Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para Sodoma e Gomorra do que para você." (Mt. 10.15; 11.42).
Notas
1 Richard Taylor, Ethics, Faith, and Reason (Englewood Cliffs, N.J.: Prentice-Hall, 1985), pp. 83-4.
2 Ibid.
3 Ibid., pp. 2-3.
4 Thomas Schmidt, Straight and Narrow? (Downer’s Gove, Ill.: Inter-Varsity Press, 1995).
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Pedro Cardoso fala sobre a pornografia na dramaturgia brasileira
http://todomundotemproblemassexuais.zip.net/
E refletir, até onde o ator pode e deve ir como ator?
A arte é um fim em si mesma, justificando o comportamento desprovido de pudores?
Os fins justificam os meios?
A nudez é necessária na TV, Cinema e Teatro?
E, para nós, como o ator cristão deve se posicionar nesse meio?
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Por que Esperar Pelo Sexo? Uma Análise das Mentiras que Nós Enfrentamos
A História nos ensina que as pessoas acreditam no que elas querem ouvir. Mentiras podem soar muito verdadeiras quando as pessoas estão famintas por verdade. Até mesmo sociedades inteiras se deleitam em mentiras. A inquisição foi baseada na mentira de que algumas pessoas poderiam forçar outras a mudar suas crenças religiosas. Colonizadores Americanos acreditavam na mentira de que uma raça tinha o direito de possuir, comprar e vender pessoas de outras raças. Mais recentemente, centenas de milhares de pessoas acreditaram na mentira de Hitler de que a raça Judaica deveria ser erradicada. Muitos de nós mal pode imaginar como alguém pode ter crido nessas mentiras. Mas ainda assim nós engolimos outras mentiras o tempo todo.
Nossa sociedade está faminta por intimidade. E muitas das mentiras que acreditamos na nossa cultura têm a ver com nossa fome por relacionamento. Nós queremos aceitação, relacionamentos amorosos e intimidade profunda, e ainda acreditamos na mentira de que o sexo vai satisfazer nossa fome. É verdade que somos seres profundamente sexuais, mas é hora de examinar algumas das mentiras em que nos deleitamos: a mentira de que o sexo pré-matrimonial é um dos nossos direitos inalienáveis, a mentira de que o intercurso sexual é o caminho para intimidade, e a mentira de que a abstinência pré-matrimonial é, no mínimo, obsoleta e repressiva na pior das hipóteses. Isso é tudo mentira.
Compramos essas mentiras por que somos pessoas famintas. Nós somos pessoas que necessitam de amor, de toque e compreensão num mundo de laços familiares destituídos e disfunção epidêmica. Nossos desejos certamente não são novos; são tão antigos quanto a humanidade. A diferença é que no mundo hoje as pessoas estão tentando satisfazer essas necessidades das formas mais estranhas possíveis: através de máquinas (TV’s, CD players, e computadores), através de esportes, posses materiais, instituições e sexo. Especialmente através do sexo. “Experimente pelo menos uma vez e você será satisfeito.” “Procure variedade e você não vai se entediar.” “Uma vida sem sexo é uma vida sem afeto.” A experiência sexual se tornou um direito pessoal, uma necessidade que precisa ser satisfeita e uma norma que precisa ser aceita.
A tragédia de tudo isso é que as pessoas estão morrendo de inanição emocional, e estão procurando pelos alimentos errados. E quero identificar sete mentiras que nossa sociedade criou sobre o sexo. A verdade é que o sexo fora do casamento não é tudo isso que parece ser. Não há pode de ouro no final do arco-íris.
Mentira #1: Sexo cria intimidade. Sexo é uma expressão de intimidade, não um meio para se conquistar intimidade. A verdadeira intimidade frui da comunhão verbal e emocional. Verdadeira intimidade é construída sobre um compromisso de honestidade, amor e liberdade. Verdadeira intimidade não é primariamente a relação sexual. Intimidade, na verdade, não têm quase nada a ver com os órgãos sexuais. Uma prostituta expõe seu corpo para muitos, mas isso certamente não gera intimidade.
Intercurso sexual pré-matrimonial, na verdade, pode esconder falta de intimidade. Donald Joy escreve que iniciar a prática sexual prematuramente causa um curto-circuito no processo de criação de vínculos emocionais. Ele cita um estudo com 100.000 mulheres que liga a experiência sexual precoce com insatisfação nos seus casamentos atuais, infelicidade com o nível de intimidade sexual e um predomínio de baixa auto-estima (Christianity Today, Outubro 3, 1986)
Mentira #2: Começar a relação sexual cedo no relacionamento ajuda no processo de conhecimento mútuo e a se tornarem melhores parceiros mais tarde. Intercurso sexual e intensa exploração física cedo no relacionamento não reflete o sexo na sua melhor forma. Claro que há prazer sexual para aqueles que iniciam a experiência sexual pré-matrimonial. Mas eles estão perdendo o melhor caminho para a felicidade matrimonial. Sexo é uma arte que é mais bem aprendida se desenvolvida dentro da segurança do casamento. Eu me encontrei, uma vez, com uma estudante cuja frustração com suas relações sexuais a motivou a vencer a vergonha e me perguntar na cara dura: “O sexo dentro do casamento é tão ruim quanto fora do casamento?” Ela chegara ao fim do arco-íris, procurando pelo pote de ouro, e encontrou apenas desilusão.
Quando a intimidade física irrestrita domina o relacionamento, outras partes do relacionamento sofrem. Em casamentos saudáveis, o sexo não é principal mas é colocado ao lado dos aspectos intelectual, emocional e prático da vida. Cônjuges passam menos tempo na cama do que conversado, resolvendo problemas, e em comunhão emocional. A mentira de que o sexo pré-matrimonial nos prepara para o casamento nega o fato de que a felicidade sexual se desenvolve somente através de anos de relacionamento intimo. O ápice do prazer sexual, dizem os psicólogos, geralmente vêm após dez a vinte anos após o casamento.
O bom sexo começa na mente. Depende do conhecimento intimo de seu parceiro. A Bíblia usa a palavra “conhecer” para descrever o intercurso sexual: “Adão conheceu sua esposa Eva e ela concebeu...” (Genêsis 4:1). Essa escolha de palavras eleva a sexualidade humana de mero sexo animal onde a disponibilidade é o principal requisito para uma completa e intima expressão de amor e compromisso.
Mentira #3: Sexo casual sem compromisso é divertido e libertador. Aqueles que decidem por relacionamentos sexuais rápidos estão se decidindo por um sexo que não satisfaz. O jornalista George Leonard observa que “recreação sexual casual é dificilmente um deleite – nem mesmo um farto sanduíche. É dieta de fast-food servida em marmitas. Os deleites da vida estão disponíveis apenas para aqueles que estão desejosos e dispostos a encarar a vida num nível pessoal profundo, entregando tudo, sem esperar nada em troca.” (citado por Joyce Hugget em Dating, Sex & Friendship, InterVarsity Press, p.82.) Para a mulher, particularmente, o sexo pode revelar medos escondidos e falta de confiança. O bom sexo – que pode ser um agente de cura ao longo do tempo – requer confiança, confiança que é desenvolvida melhor no contexto de um compromisso irrevogável de casamento.
Mentira #4: Se você não expressar sua sexualidade livremente, você deve ser recalcado, doente ou afetado. Esse é uma mentira que pode ser muito intimidante, mas o fato é que sexo precoce é nocivo para a saúde emocional, física e cultural. A edição de Fevereiro de 1991 do Journal of Pediatrics relata que pesquisadores da Universidade de Indiana descobriram que adolescentes sexualmente ativos são mais propensos ao abuso de álcool e drogas ilícitas, e são mais propensos a terem problemas na escola. Eles relataram que meninas sexualmente ativas eram mais propensas à depressão, baixa auto-estima, solidão e tentativas de suicídio.
Sexo pré-matrimonial pode ser nocivo para a saúde emocional do seu futuro casamento. Deixa um parâmetro de comparações, suspeitas e desconfiança. “Eu sou tão atraente (ou sexualmente atraente) como sua(eu) última(o) parceira(o)?” “Se ela não esperou por mim antes de nos casarmos, porque eu acreditaria que ela se guarda apenas pra mim agora?” “Se alguém melhor se aproximar, será que serei abandonado?”
Sexo pré-matrimonial é nocivo também para sua saúde física. Doenças sexualmente transmissíveis têm recebido bastante atenção da mídia nos últimos anos. Tempo igual não têm sido dado a opinião de vários especialistas médicos de que a abstinência extra-conjugal é, sem dúvidas, a melhorar maneira de evitar essas doenças.
Promiscuidade sexual é, também, nociva para a saúde de nossa civilização. Um estudo com mais de oitenta sociedades das mais primitivas e antigas até as mais modernas revelou “uma invariável correlação entre o nível de restrições sexuais e o nível de progresso social. Culturas mais permissivas sexualmente apresentaram menor energia cultural, criatividade, desenvolvimento intelectual e individual, e uma ascensão cultural mais lenta...´(Reo Christenson, Christianity Today, Fevereiro 19, 1982). Por que, então, nós – como indivíduos e sociedade – trocamos nossa energia, criatividade, e desenvolvimento intelectual pelo prazer sexual momentâneo? Porque nós temos crido numa mentira.
Mentira #5: Sexo é liberdade. Sexo pré-matrimonial é dificilmente uma expressão de liberdade. Jovens que se tornam sexualmente ativos em resposta à pressão de ter que ser sofisticado e independente na verdade se tornam vitimas da opinião pública. Ninguém está realmente livre se está pessoa se envolve em qualquer atividade para impressionar a maioria.
Mentira #6: Certamente Deus compreende que esse é o século 21! Como pode estar errado aquilo que a sociedade diz que é normal? As Escrituras são claras ao mostrar a relação sexual extraconjugal como pecado. Mesmo se não tivéssemos nenhuma outra evidência, a Palavra de Deus deixa claro que o sexo fora do casamento não é apenas ruim para nós mesmos, mas é também errado. No sétimo mandamento aos Israelitas, Deus disse “Não adulterarás” (Êxodo 20:14). Jesus foi ainda mais inclusivo ao descrever o mal que jaz dentro de nossos corações, incluindo a “imoralidade sexual” (Marcos 7:21). Paulo exortou os Coríntios a “se absterem da imoralidade sexual” (veja 1 Coríntios 6:18-19), e aos Efésios ele disse que entre eles não deveria haver sequer “menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza ou de cobiça pois essas coisas não são próprias aos santos.” (Efésios 5:3). O autor da carta aos Hebreus escreveu, “Honrado seja, entre todos, o matrimônio e o leito sem mácula; pois aos devassos e adúlteros, Deus os julgará.” (Hebreus 13.4)
Eu não creio que Deus nos deu essas regras por ser um estraga prazeres. Mas muito pelo contrário, porque Deus nos criou e porque ele nos ama mais do que podemos imaginar, ele nos revela como ter a melhor e mais satisfatória vida sexual: dentro do casamento. Aí que o sexo é divertido! Abstinência pré-matrimonial e fidelidade matrimonial não é uma negação dos meus direitos ou meus prazeres. É escolher experimentar o sexo no contexto mais saudável e feliz possível.
Mentira #7: Por que esperar? Como você pode saber com certeza que esperar é melhor? Talvez não valha a pena esperar. Talvez seja melhor experimentar as oportunidades que você surgirem. Obediência aos mandamentos de Deus inclui confiar que ele sabe o que é melhor para nós – mesmo quando nós não entendemos totalmente seus motivos. As escolhas que nós fazemos no nosso comportamento sexual requerem fé em verdades que podemos não entender. Deus exigiu que os Israelitas obedecessem a dezenas de leis, muitas das quais eram boas para a saúde do povo mesmo eles não sabendo o por quê. Veja um exemplo de Levítico 15:2, 9-10 “Esta, pois, será a sua imundícia, por causa do seu fluxo; se a sua carne vasa o seu fluxo ou se a sua carne estanca o seu fluxo, esta é a sua imundícia... também toda a sela, em que cavalgar o que tem o fluxo, será imunda, e qualquer que tocar em alguma coisa que esteve debaixo dele, será imundo até à tarde; e aquele que a levar, lavará as suas roupas, e se banhará em água, e será imundo até à tarde”. Milhares de anos atrás, ninguém havia ouvido falar de germes e micro-organismos que transmitiam doenças. Se algum jovem tivesse reclamado da injustiça de Deus ao não deixá-lo montar o mesmo cavalo que o seu amigo que teve o fluxo, teria ele entendido se Deus tivesse explicado as doenças venéreas para ele em detalhes científicos? Não é provável. Da mesma forma, existem razões espirituais, emocionais, físicas e psicológicas para Deus ter limitado o intercurso sexual ao casamento. Alguns das razões estão além do nosso entendimento. Nós simplesmente devemos crer que Deus sabe o que é melhor para nós.
Quando vivemos dentro dos limites de Deus, nós vivemos pela fé num Deus amoroso. Pureza sexual é uma expressão de nossa confiança na bondade de Deus, uma indicação da nossa confiança em Jesus. “Vós sereis meus amigos” disse Jesus” “ se fizerdes o que eu vos mando” (João 15.14). “Fé é a certeza das coisas que se não vêem, e a convicção de fatos que se esperam” (Hebreus 11.1). Viver pela fé significa aplicar essa definição de fé a situação vivida. Nós exercitamos fé e obediência, não por causa do que sabemos, mas por causa da pessoa que nós amamos, o próprio Jesus. Mas podemos aprender através de pessoas que já fizeram suas escolhas. Eu perguntei à minha amiga Liz, uma psicoterapeuta, ‘Com qual freqüência você vê pacientes que gostariam de não ter explorado sua sexualidade tão antes do casamento?” “Ah, freqüentemente,” ela disse. Então eu perguntei, “E com que freqüência você vê pacientes que gostariam de ter ido além na intimidade sexual antes do casamento?” Seus olhos se abriram, e ela olhou pra mim surpresa e enfaticamente, “Nunca!” Essa é uma das grandes questões de fé na vida.
Se você decidir esperar, isso exigirá de você uma grande coragem e muita força. Se você decidir não esperar, você nunca saberá o que perdeu. Você não pode seguir pelos dois caminhos. Ninguém pode provar que a abstinência pré-matrimonial funciona. Eu acredito que as evidências médicas, psicológicas, e sociológicas apóiam a posição de que o sexo fora do casamento não é bom para nós. Mas em última instância, é uma questão de fé. Para homens e mulheres cristãos no final do século vinte, as escolhas que fazemos em relação ao nosso comportamento sexual podem ser uma das principais formas de Deus nos desafiar a crer. Nos atreveremos a ser diferentes? Nos atreveremos a confiar na veracidade da Palavra de Deus mesmo quando esta contradiz a maioria das mentiras ao nosso redor? Eu acredito que Deus está nos desafiando a ter esse tipo radical de fé

