quarta-feira, 15 de maio de 2013

A Elite Branca que Anda de Ônibus


 O primeiro ponto a ser corrigido quando se trata de redução da maioridade penal é quanto à questão que alguns de seus críticos levantam: “Isso não resolverá o problema!”. Ora, meu Deus do céu, desde quando a função do sistema carcerário é resolver o problema? A acusação já parte de uma premissa totalmente equivocada, porque impossível, que é a premissa da “solução dos problemas”. Essa premissa está, sem dúvida, alicerçada numa visão rousseauniana do homem, que para ele seria inerentemente bom, mas corrompido pela sociedade. Sendo, portanto, o homem inerentemente bom, nada obstaria ao retorno a essa bondade inata. Daí a premissa da “solução dos problemas”.
Basta uma leve dose de realidade para percebermos que o ser humano está longe de ser um “bom selvagem”, como queria Rousseau, pois a realidade está muito longe de ser essa. Ora, se é a sociedade que corrompe o homem, quem, afinal forma a sociedade se não esse próprio homem?!
Ademais, a função do encarceramento não é “solucionar o problema”, nem “reeducar” o criminoso, “reintroduzi-lo na sociedade” ou qualquer desses belos chavões. Mas o objetivo é preservar a sociedade de um mal em potencial. Se o sujeito matou ou estuprou, o seu comportamento nos leva a concluir que ele poderá reincidir no mesmo ato e, portanto, para preservar a vida do inocente é que existe o sistema prisional. Primeiro a preservação da sociedade, depois podemos pensar em formas de “corrigir” o criminoso (embora isso, em boa parte das vezes seja completamente inviável).
Lembro-me do assassinato de James Bulger, um bebê britânico de dois anos, que em 1993 foi sequestrado, torturado, morto e amarrado à linha do trem só porque os seus assassinos queriam ver como é um corpo sendo despedaçado. A idade dos criminosos? Dois rapazes de 10 anos de idade. O que fazer nesse caso? Dar-lhes umas palmadas e deixá-los à solta para que procedam a satisfazer sua fome de crueldade? Isso seria um completo disparate. A justiça britânica os condenou a 15 anos de prisão.

Não descarto que há inúmeros fatores que influenciam nosso comportamento, sejam eles socioeconômicos, familiares, psicológicos, genéticos, etc., todavia, isso jamais pode servir de justificativa para comportamentos criminosos, pois a dignidade do ser humano está também em tratá-lo como um ser livre e capaz de controlar a sua própria vida e lidar com as pressões sobre ele exercidas.

Outra falácia que costuma cegar o juízo crítico dos incautos para esse assunto é o apelo à retórica fajuta da luta de classes. A redução da maioridade penal seria preconceito da “elite branca” contra “pobres e negros” vítimas de uma sociedade injusta, que não se preocupa com eles e apenas pretende varrer seus males para debaixo do tapete. Uma mentira deslavada. Veja esta foto abaixo:



Esse casal lhes parece parte da “elite branca”? Pois eles são (eram) os pais da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, que foi morta e queimada por só ter na conta bancárias R$30 para dar aos seus algozes. Cinthya, essa membro da “elite branca”, foi-se e deixou os pais aposentados e uma irmã deficiente mental, que dependiam do seu sustento. Seus assassinos, dentre eles um menor reincidente, fugiram no Audi A3 da mãe de um deles. Luta de classes? Pois me conte mais sobre essas “vítimas da injustiça social” que praticam crimes ao volante de um Audi!

No Rio de Janeiro, recentemente um caso de estupro perpetrado por outro menor reincidente ganhou espaço nos jornais. Uma “vítima” armada invade um ônibus, rouba os passageiros e dá vazão ao seu clamor por justiça social obrigando uma mulher a, bem..., botar a boca ali. Fico cá pensando com meus botões, que diabos a “elite branca” andava a fazer num ônibus da linha 369 (Bangu x Carioca)? Já sei! É a tal inversão de valores: a elite agora anda de ônibus (rumo a Bangu!), o pobre anda de Audi (rumo à Zona Sul talvez?)

Enquanto a “elite branca” vive encastelada em seus condomínios, alheia a esse tipo de crime, os maiores prejudicados com esse discurso contra a redução da maioridade penal são os pobres, que são as verdadeiras vítimas da criminalidade e do discurso esquerdista, que só conhece pobreza na teoria. Ser contra a redução é coisa de burguês. De responsabilidade o pobre entende muito bem.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SORTEIO DO LIVRO "DEUS É VERMELHO"



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Nosso próximo sorteio é o livro "Deus é vermelho" do jornalista Liao Yiwu. Após ter sido preso pelo regime comunista chinês por sua luta pela liberdade e democracia, Liao procurou exílo na Alemanha. O livro é o relato de muitas entrevistas conduzidas pelo autor com chineses que encontraram em Cristo a liberdade e a paz usurpadas pelo comunismo.Segue abaixo trecho de uma dessas entrevistas feita com o cantor e alfaiate Li Linshan:

"Quando descobri que tinha câncer, vivi uma fase muito difícil de reflexão. Contava meus dias com os dedos e dizia para mim mesmo: 'Eu quase não tive felicidade nenhuma em vida. Qual o sentido da vida?'.

Liao Yiwu: Se você possuíse 20 mil iuans, poderia ter se tratado. Talvez as coisas tivessem sido diferentes.

Li Linshan: Se tivesse feito a cirurgia, talvez pudesse ter prolongado minha vida em mais cinco anos. Mas qual é a vantagem? Seria como esperar a morte. O câncer é uma faca cega, que me golpeia e me corta lentamente em pedaços. A dor é insuportável; era tudo o que eu podia fazer para aguentar. Não tinha sequer força para cometer suicídio.

Liao Yiwu: O que mudou?

Li Linshan: Havia um sujeito, o irmão Yang. Ele nasceu em Baoshan, Yunnan, e morava perto daqui. Ele costumava passar sempre pela loja. Começamos a nos conhecer melhor, e ele entrava e conversava comigo, perguntando sobre minha vida e negócios. Um dia, contei sobre meu câncer. Ele ficou muito chocado. Sentou-se e ouviu minha história. Ele se preocupou de verdade comigo. Disse: 'Vai custar um monte de dinheiro tratar o câncer'. Eu lhe disse que não possuía o dinheiro. Tudo o que podia fazer era esperar a morte me levar. Ele não concordou. Disse: 'Não desista tão facilmente. Vamos acreditar em Deus. Deus irá oferecer uma cura'. Eu não o levei a sério. Ele me visitou muitas vezes e dizia coisas como: 'Velho Li, em sua condição atual, ter fé em Deus é a única saída. O hospital não pode ajudá-lo. Seus parentes estão desamparados. O governo não pode ajudá-lo. Pessoas comuns como nós, especialmente pessoas pobres como nós, precisam de algum suporte espiritual e ter fé. Você está à beira da morte. Por que então hesita assim? Entregue-se aos cuidados de Deus'. Com isso, as lágrimas surgiram em meus olhos. Para dizer a verdade, eu era um patético fantasma vivo, mas havia sido um tanto arrogante, preocupado em ser desonesto, à espera da desgraça alheia. Mas Deus estendeu a mão para mim, vez após vez, por intermédio do irmão Yang. Assim, eu disse em alto e bom som: 'Deus, me aceite'. O irmão Yang fez uma oração de libertação por mim no mesmo instante. A balbúrdia na rua prosseguia a mesma. O sol continuava a brilhar sobre a cidade. As telhas permaneciam nos telhados, e os pássaros se empoleiravam nelas, gorjeando como sempre. A natureza seguia seu caminho. Somente eu havia mudado.

Acompanhei o irmão Yang, as mãos apertadas ao peito, as lágrimas escorrendo como pingos de chuva. E, vou lhe contar, eu não estava dominado pela tristeza. eu me sentia grato. Pela primeira vez na vida, não pensava em mim mesmo ou nos seres humanos. eu pensava em Deus, que se encontra acima de nós, acima de todas as coisa vivas, acima das mais altas montanhas e acima do lago Erhai. Meus pais me deram à luz, mas Deus me deu a vida. Eu não sabia disso. O câncer ajudou a abrir meu entendimento, concedeu asas a meu coração chafurdado na lama, e o fez voar e sentir a bem-aventurança do paraíso" (trecho retirado das páginas 80 e 81).

O sorteio será em 30/11/2012.  Para participar, clique aqui e preencha o formulário.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sorteio do livro “A ameaça pagã”


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O livro “A ameaça pagã”, escrito pelo Dr. Peter Jones, professor no Westminster Seminary da Califórnia, foi-nos presenteado para ser sorteado. O doador do livro escreveu o seguinte texto a respeito do mesmo:
Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém.” Romanos 1:25

Sem que muitos cristãos se dessem conta, um novo inimigo emergiu no horizonte. Na verdade, um antigo inimigo. Novo é o discurso, nova é a roupagem utilizados agora para seduzir as pessoas e competir com o Cristianismo pelos seus corações e mentes. Disfarçado na linguagem politicamente correta do ambientalismo, responsabilidade socioambiental e sustentabilidade, o Paganismo ressurgiu vigoroso e promete uma guerra encarniçada contra a cosmovisão judaico-cristã. Neste exato momento, empresas, bancos, governos, igrejas, engenheiros sociais, seitas ocultistas, setores da mídia e entretenimento, organismos e fundações internacionais estão trabalhando conjunta, meticulosa e tenazmente para tornar o Paganismo a cosmovisão oficial de uma Nova Civilização, um Mundo Novo, uma comunidade global mais integrada nos aspectos políticos, econômicos, tecnológicos, sociais, religiosos e culturais (recomendo enfaticamente a leitura do artigo A Face Oculta do Mundialismo Verde do Prof. Pascal Bernadin). E a Grande Sacerdotisa dessa nova-antiga fé é a ONU que após ter instituído os seus dias sagrados (“Dia do Meio Ambiente”, “Dia da Água”, e dado o aval à criação dos “Dia da Terra” e “Dia da Árvore”), realizará aqui no Brasil neste mês de junho o seu Supremo Concílio, a Rio + 20.

“Não esqueça que o contraste fundamental sempre foi, ainda é e sempre será: Cristianismo e Paganismo, os ídolos ou o Deus vivo.” Abraham Kuyper, teólogo e estadista holandês.
O SORTEADO FOI:


Magda  Angelica Madeira de Belo Horizonte - MG

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Argumentum ad Religiosum, ou Religião, Secularismo, Humanismo, Laicismo: Onde está a ameaça ao Estado Laico?



Reduzir determinado argumento à religião da pessoa que o defende é um onipresente absurdo de nossa cultura contemporânea.

É certo que determinada religião (ou a falta dela) influencia o pensamento de seus aderentes, e nisso não há problema ainda que o aderente seja Senador da República, Deputado Federal, Presidente ...da República, Ministro do STF, etc.

Assim sendo, enquanto o religioso defende o conjunto de crenças e valores que são característicos de sua religião, o secularista ou humanista também defende o conjunto de crenças e valores que são característicos à sua crença. Qual é, então, a diferença? Não há nenhuma, nem uma vírgula sequer.

O humanismo ou secularismo, embora aleguem o contrário, nada têm de necessariamente científico ou racional. Antes, são afirmações estritamente filosóficas sobre a realidade última. Tal e qual qualquer religião.

O grave problema é impor determinada crença ou valor ao restante da sociedade porque a religião assim o diz. Isso não vemos acontecer em nosso país, portanto, não há atentado à laicidade do Estado por parte dos religiosos.

O grave problema é impor determinada crença ou valor porque o humanismo ou secularismo assim o dizem. Isso não só é prática comum em nossos dias, como serve de juízo de valor quando se procura diferenciar o certo do errado, a verdade da mentira. Se a ideia é humanista/secularista também é, dizem eles, certa/verdadeira.

Se impor pela religião é afronta à laicidade, impor pelo secularismo/humanismo é, portanto, atentado à laicidade do Estado.

A religião - ainda que humanista ou secular - de alguém é irrelevante nos debates públicos sobre aborto, casamento homossexual, legalização de drogas e coisas afins. O que deve importar é o argumento em si. Se razoável, acatemo-lo; se não, rejeitemo-lo.

Portanto, amigos, cuidado para não cair na falácia de determinados grupos quando lhe acusarem de atentar contra o Estado Laico quando defender algum valor que lhe seja caro. Na maioria das vezes, o atentado ao Estado Laico, como também à liberdade religiosa, está do lado do acusador.

Lênin já dizia: "acuse-os daquilo que nós fazemos."

segunda-feira, 19 de março de 2012

A Guerra Global Contra os Cristãos no Mundo Muçulmano - Ayaan Hirsi Ali

Prezados, urge que tomemos uma postura firme contra a expansão muçulmana na Europa. Ainda que possam nos acusar de islamofóbicos, como já é comum na Europa, o perigo é real e crescente. Nós, todavia, estamos com a guarda abaixada. Vulneráveis às perigosas investidas muçulmanas, que são carregadas de ódio contra a tradição cristã da qual fazemos parte. Esse alerta é não só para cristãos religiosos, mas para todos aqueles que vivem no Ocidente que não querem, num futuro não muito distante, ser obrigados a adotarem os preceitos muçulmanos.

O período atual lembra o período entreguerras, quando instaurou-se um espírito antiguerra pela Europa, principalmente na França. Tal espírito fez que os europeus ignorassem o perigo alemão e quase lhes custou a vitória. Tamanha foi a condescendência com os alemães que Bertrand Russell, por exemplo, em 1939 defendia o desarmamento completo e unilateral da Inglaterra enquanto a Alemnha de Hitler se armava até os dentes. No ano seguinte, a Luftwaffe bombardeava Londres; graças a Deus que os conselhos de Bertrand Russell não foram ouvidos. Jean Paul Sartre, por sua vez, ao voltar da Alemanha em 1937, disse que a Alemanha de Hitler em nada diferia da França.

Enquanto isso, a Alemanha se rearmava e continuava a desrespeitar o Tratado de Versalhes, inclusive na remilitarização da região da Renânia, que fora proibida pelo Tratado. Isso quase nos custou a vitória. Se não acordarmos para o iminente perigo muçulmano, quando acordarmos é capaz de ser tarde demais. A inteligentsia europeia falhou em conter a ameaça Alemanha no seu início, e agora faz o mesmo com o crescimento do Islamismo. É hora de acordarmos, eles definitivamente não querem paz.

Vejam o vídeo abaixo:




Tradução: Vitor Grando

De uma parte a outra do mundo muçulmano, cristãos estão sendo mortos por sua fé.



É comum ouvirmos falar de muçulmanos como vítimas de maus tratos no Ocidente e como combates na luta contra a tirania na Primavera Árabe. Mas a verdade é que é uma guerra muito diferente que está em andamento – uma batalha da qual não nos apercebemos e que está custando milhares de vidas. Cristãos estão sendo mortos no mundo muçulmano por causa de sua religião. Trata-se de um genocídio crescente que precisa suscitar um alerta global



O retrato de muçulmanos como vítimas ou heróis é no máximo parcialmente correto. Nos últimos anos a violenta opressão às minorias cristãs tem se tornado regra nas nações de maioria muçulmana desde a África Ocidental e do Oriente Médio ao Sul da Ásia e Oceania. Em alguns países foram os próprios governos e seus agentes que queimaram igrejas e prenderam párocos. Em outros, grupos rebeldes têm se engarregado desse trabalho, assassinando cristãos e expulsando-os de terras onde suas raízes remontam a séculos atrás.

A hesitação da mídia em tratar desse assunto tem diversas fontes. Uma delas pode ser o medo de provocar ainda mais violência. Uma outra é provavelmente a influência de grupos lobistas tais como a Organização da Cooperação Islâmica – um tipo de Nações Unidas do Islã centralizada na Arábia Saudita – e o Conselho para Relações Américo-Islâmicas. Ao longo da última década, esses e outros grupos similares têm obtido notável sucesso em persuadir figuras públicas e jornalistas proeminentes no Ocidente a pensarem em cada exemplo de discriminação antimuçulmana como uma expressão de um desarranjo sistemático e sinistro chamado de “islamofobia” – um termo cunhado de modo a produzir a mesma condenação moral que têm termos tais como xenofobia ou homofobia.

Mas uma avaliação imparcial dos eventos e tendências mais recentes leva à conclusão de que a escala e severidade da islamofobia é desprezível se comparada à sangrenta cristofobia que perpassa as nações de maioria muçulmana de um lado a outro do globo. O silêncio em torno dessa violenta expressão de intolerância religiosa tem de parar. Nada menos que o destino do Cristianismo – e das demais minorias religiosas – está em risco no mundo islâmico.


Ao menos 24 cristãos coptas foram mortos no Cairo durantes embates com o exército egípcio em 9 de outubro. Thomas Hartwell / Redux

Desde leis contra blasfêmia a assassinatos brutais, bombardeios, mutilações e incêndio de lugares sagrados, os cristãos em muitos lugares do mundo vivem apavorados. Na Nigéria muitos sofrerem todas essas formas de perseguição. A Nigéria tem proporcionalmente a maior minoria cristã (40 porcento) em comparação a qualquer outro país de maioria muçulmana. Por muitos anos, muçulmanos e cristãos na Nigéria vivem à beira de uma guerra civil. Radicais islâmicos provocam a maior parte das tensões. A última organização formada com tal intuito é uma equipe chamada Boko Haram, que significa “A educação ocidental é um sacrilégio”. Seu objetivo é instituir a Sharia na Nigéria. E para alcançar esse objetivo eles já declararam que pretendem matar todos os cristãos do país.

Apenas no mês de janeiro deste ano, Boko Haram foi responsável por 54 mortes. Em 2011 seus membros mataram ao menos 510 pessoas e queimaram e destruíram mais do que 350 igrejas em dez estados do norte. Eles usam armas, bombas de gasolina, e até machados, aos gritos de “Allahu akbar” (Deus é grande) enquanto dirigem seus ataques a cidadãos inocentes. Eles já atacaram igrejas, um encontro de natal (matando 42 católicos), cervejarias, prefeituras, salões de beleza e bancos. Até o momento o seu foco é matar clérigos, políticos, estudantes, policiais, e soldados cristãos e até mesmo muçulmanos que se opõem aos seus intentos. Ao passo que no inicio seus métodos eram mais simples como assassinatos repentinos a partir de garupas de motos em 2009, o último relatório da Associated Press indica que os últimos ataques têm demonstrado um novo nível de poderio e sofisticação.

A cristofobia que tem perturbado o Sudão por muitos anos tem uma forma muito diferente. O governo autoritário dos muçulmanos sunitas do norte do país há décadas atormentam os cristãos e minorias animistas no sul. O que frequentemente é descrito como uma guerra civil é, na prática, uma perseguição a minorias religiosas patrocinadas pelo governo sudanês. Essa perseguição culminou no infame genocídio de Darfur, que começou em 2003. Apesar do fato de o presidente muçulmano do Sudão, Omar al-Bashir, ter sido condenado pelo Tribunal Penal Internacional de Haia, que o acusou de três genocídios, e apesar da euforia pela semi-independência que ele concedeu ao Sudão do Sul em julho do ano passado, a violência não terminou. No Kordofan do Sul, os cristãos ainda são sujeitos a bombardeios aéreos, assassinados, sequestros de crianças, e outras atrocidades. Relatos das Nações Unidas indicam que entre 53.000 a 75.000 cidadãos inocentes foram despejados de suas residências e casas e prédios foram saqueados e destruídos.

Ambos os tipos de perseguição – empreendida por grupos extragovernamentais como também por agentes do estado – têm ocorrido no Egito após a Primavera Árabe. Em 9 de outubro do último ano na região do Maspero no Cairo, cristãos coptas (que correspondem a 11% da população do Egito, que é de 81 milhões) marcharam em protesto contra uma onda de ataques islâmicos – incluído incêndio de igrejas, estupros, mutilações e assassinatos – que se seguiram à derrubada da ditadura de Hosni Mubarak. Durante o protesto, forças de segurança egípcias atropelaram a multidão com seus caminhões e atiraram nos manifestantes, esmagando e matando ao menos 24 pessoas e ferindo mais de 300. Ao final do ano mais de 200.000 coptas fugiram de suas casas por anteverem ataques futuros. Com a provável tendência de os muçulmanos conquistarem ainda mais poder nas recentes eleições, o temor dos coptas parece bastante justificado.

O Egito não é a único país árabe que parece estar exterminando sua minoria cristã. Desde 2003 mais de 900 cristãos iraquianos (a maioria assírios) foram mortos pela violência terrorista somente em Bagdá, e 70 igrejas foram queimadas de acordo com a Agência de Notícias Internacional Assíria (AINA). Milhares de cristãos iraquianos fugiram devido à violência dirigida especialmente contra eles, o que reduziu o número de cristãos no país de mais de um milhão em 2003 para menos que meio milhão hoje.  A AINA corretamente descreve isso como um “incipiente genocídio ou limpeza étnica de Assírios no Iraque”.

Os 2.8 milhões de cristãos que vivem no Paquistão correspondem a somente 1,6% da população de mais de 170 milhões. Enquanto membros de uma minúscula minoria, eles vivem em constante medo não apenas de terroristas islâmicos, mas também das cruéis leis contra blasfêmia do Paquistão. Como exemplo, podemos citar o famoso caso de uma mulher cristã que foi condenada à morte por supostamente insultar o Profeta Maomé. Quando a pressão internacional persuadiu o governador de Punjab Salman Taseer e examinar maneiras de libertá-la, ele foi morto pelo seu guarda-costas. O guarda-costas acabou sendo exaltado por proeminentes clérigos muçulmanos como um herói – e embora ele tenha sido condenado à morte, o juiz que impôs a sentença vive escondido devido às constantes ameaças de morte.

Casos como esses não são incomuns no Paquistão. As leis nacionais antiblasfêmia são constantemente usadas por criminosos e muçulmanos paquistaneses para intimidar minorias religiosas. O simples fato de declarar crença na Trindade Cristã é considerado blasfêmia, já que contradiz as principais doutrinas teológicas muçulmanas. Quando um grupo cristão é suspeito de transgredir as leis antiblasfêmia, as consequências podem ser brutais. Basta perguntar aos membros do grupo cristão Visão Mundial. Seus escritórios foram atacados na primavera de 2010 por 10 homens armados com granadas, deixado seis mortos e quatro feridos. Um grupo muçulmano militante alegou a responsabilidade pelo ataque justificando-se ao dizer que a Visão Mundial trabalhava para subverter o Islã. (Enquanto na verdade, ela prestava socorro aos sobreviventes de um terremoto).


Ao menos 13 pessoas foram mortas e 140 feridas em 8 de março de 2011, quando participantes de uma grande passeata cristã em uma comunidade no Cairo foram atacados por residentes de um bairro vizinho. Mohamed Omar / EPA-Landov 
 Nem mesmo a Indonésia – por vezes elogiada como a mais moderna, democrática e tolerante nação muçulmana – está imune à febre da cristofobia. De acordo com dados compilados pelo Christian Post, o número de incidentes violentos cometidos contra minorias religiosas (os cristãos, que correspondem a 7% da população, são a maior das minorias do país) aumentou, de 2010 a 2011, em aproximadamente 40%, de 198 para 276.

A série de sofrimentos pode aumentar ainda mais. No Irã, dezenas de cristãos têm sido presas por se atreverem a cultuar fora do sistema de igrejas oficialmente autorizado. A Arábia Saudita, por sua vez, merece ser colocada numa categoria à parte. Apesar do fato de que mais de um milhão de cristãos vivem no país como trabalhadores estrangeiros, tanto igrejas quando atos privados de oração cristã são proibidos; para reforçar essas restrições totalitárias, a polícia religiosa frequentemente invade os lares de cristãos e os levam aos tribunais sob alegações de blasfêmia sendo que o testemunho deles tem menor peso legal do que o de um muçulmano. Até mesmo na Etiópia, onde os cristãos são maioria da população, incêndio a igrejas por membros da minoria muçulmana tem se tornado um problema.

Depois deste relato de atrocidades, deve estar claro que a violência anticristã é um problema grande e subestimado. Não, a violência não é planejada ou coordenada por alguma agência islâmica internacional. Nesse sentido a guerra global contra o Cristianismo não é uma guerra tradicional de modo algum. Na verdade, é uma expressão espontânea de ódio anticristão por parte dos muçulmanos, ódio que transcende culturas, regiões e etnias.

Como disse Nina Shea, diretor do Centro de Liberdade Religiosa do Instituto Hudson, em uma entrevista à Newsweek, as minorias cristãs em muitos países de maioria muçulmana “perderam a proteção de suas sociedades”. Isso é especialmente verdadeiro em países com os crescentes movimentos islamistas radicais (Salafistas). Nessas nações, militantes frequentemente acreditam que podem agir impunemente – e a inércia do governo muitas vezes provas que eles estão certos. A antiga ideia dos Turcos Otomanos – de que os não-muçulmanos nas sociedades muçulmanas merecem proteção (ainda que como cidadãos de segunda classe) – desapareceu do mundo islâmico e o resultado tem sido opressão e derramamento de sangue.

Devemos, então, reorganizar nossas prioridades. Sim, os governos ocidentais devem proteger as minorias muçulmanas da intolerância. E é óbvio que deveríamos garantir que eles possam cultuar, viver, e trabalhar livremente e sem medo. É a proteção à liberdade de consciência e de expressão que distingue as sociedades livres das não-livres. Mas também precisamos ter uma perspectiva correta sobre a intensidade e dimensão da intolerância. Desenhos, filmes e escritos são uma coisa; facas, armas e granadas são outra coisa totalmente diferente.

A minha resposta para o que o Ocidente deveria fazer para ajudar as minorias religiosas em sociedades de maioria muçulmana é que o Ocidente deveria usar os bilhões de dólares que envia aos países transgressores como um fator de influência. Há também o comércio e os investimentos. Além da pressão diplomática, esse auxílio e as relações comerciais podem e devem ser condicionadas à proteção da liberdade de consciência e de culto para todos os cidadãos.

Ao invés de sucumbir às exageradas histórias de islamofobia ocidental, devemos tomar uma posição firme contra a cristofobia que se alastra pelo mundo muçulmano. A tolerância é para todos – exceto para os intolerantes.

Ayaan Hirsi Ali nasciu em Mogadishu, Somália, e fugiu de um casamento arranjado ao fugir para a Holanda em 1992. Ele foi membro do parlamento holandês de 2003 a 2006 e hoje é pesquisadora no American Enterprise Institute. Sua autobiografia, Infiel, foi bestseller do New York Times em 2007.


Para perguntas, contacte o The Daily Beast at editorial@thedailybeast.com.

sexta-feira, 16 de março de 2012

New York Times publica anuncio anticatólico, mas se nega a publicar anúncio anti-islâmico

Amigos, o que segue é uma prova cabal de que se há alguma religião perseguida nessa história toda, essa religião é o Cristianismo. É momento de refletirmos sobre a relação de nossa fé com a cultural que nos circunda. As perspectivas atuais são as piores possíveis; cresce o ranço anticristão e a condescendência cultural para com a religião que, de fato, nos apresenta um perigo: o islamismo.

Na BBC, nós já vimos aqui, é permitido insultar cristãos e fazer pilhéria de Jesus Cristo, mas é proibido tornar pública qualquer referência crítica ao profeta Maomé. Chegou a vez de o New York Times evidenciar a sua dupla moral. O cristianismo é hoje a religião mais perseguida do mundo — INCLUSIVE NOS PAÍSES CRISTÃOS, O QUE É ESPANTOSO! Qual é o ponto? No dia 9 de março, o New York Times publicou este anúncio, segundo informa a FoxNews.com.

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Ele convida os católicos a abandonar a Igreja. Indaga por que enviam seus filhos para a doutrinação e classifica de equivocada a lealdade a uma fé marcada por “duas décadas de escândalos sexuais envolvendo padres, cumplicidade da Igreja, conluio e acobertamento, da base ao topo da hierarquia”.


Muito bem! Tudo em nome da liberdade de expressão e da liberdade religiosa, certo? Ocorre que a blogueira Pamela Geller, que comanda a página “Stop Islamization of America”, tentou pagar os mesmos US$ 39 mil dólares para publicar no mesmo New York Times um anúncio convidando os muçulmanos a abandonar a sua religião. E O NEW YOR TIMES SE NEGOU! Assim:

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Pamela afirma que seu anúncio era baseado naquele anticatólico. Dirigindo-se aos muçulmanos, indagava: “Por que pertencer a uma instituição que desumaniza mulheres e os não muçulmanos (…)? E convidava: “Junte-se àqueles que, como nós, colocam a humanidade acima dos ensinamentos vingativos, odiosos e violentos do profeta do Islã”.

Ao comentar a recusa, Pamela afirmou: “Isso mostra a hipocrisia do New York Times, a excelência do seu jornalismo e sua disposição de se ajoelhar diante da pregação islâmica”.

Eileen Murphy, porta-voz do New York Times, repete a resposta que teria sido enviada a Pamela quando houve a recusa: “Nós não nos negamos a publicar. Decidimos adiar a publicação em razão dos recentes acontecimentos no Afeganistão, como a queima do Corão e o assassinato de civis por um membro das Forças Armadas dos EUA. Acreditemos que a publicação desse anúncio agora poderia pôr em risco os soldados e civis dos EUA, e nós gostaríamos de evitar isso”.

Encerro

Huuummm… A resposta é a mesma dada por aquele rapaz da BBC. A síntese é a seguinte: “Como os cristãos não são violentos, então a gente pode insultá-los à vontade. Não mexemos com os muçulmanos porque, vejam bem!, eles podem reagir. E a nossa valentia não chega a tanto.” Em “Máximas de Um País Mínimo”, escrevi que pregar a morte de Deus no Ocidente é coisa de covardes; corajosos pregariam a morte de Alá em Teerã. Fase e frase superadas. Os covardes não têm coragem de criticar o Islã nem no Ocidente!


Noto que a resposta oficial do New York Times já é um mimo da autoflagelação. A queima dos livros do Corão, é evidente, foi acidental. Os EUA inteiros não podem ser culpados pelo gesto tresloucado de um soldado, que será punido — à diferença dos terroristas, que ficam sempre impunes. “Ah, mas eles entendem de outro modo!” Entendi… Se eles entendem de outro modo…

Esses valentes, pelo visto, querem convencer os cristãos de que a sua opção pela não-violência foi um erro. Agissem como os radicais muçulmanos, seriam preservados do achincalhe dos cavardes. Que os cristãos sigam defendendo a paz e a superioridade moral do seu postulado.

Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 15 de março de 2012

O Jesus dos Evangelhos: Mito ou Realidade? - Resenha do Debate entre Craig e Crossan


“Em 1994, a Chicago Tribune Magazine publicou um artigo sobre os pontos de vista do dr. Crossan intitulado “Gospel Truth” [“A Verdade do Evangelho”] com o subtítulo “Will Christians accept a revolucionary portrait of Jesus that is based on scholarship, not on faith?” [“Os cristãos aceitarão um retrato revolucionário de Jesus que se baseie na erudição, e não na fé?”]” foi com essas palavras que William L. Craig iniciou seu pronunciamento final no debate com John Dominic Crossan.

As palavras do dr. Craig expressam o espírito de nossa época, tanto lá quanto aqui no Brasil. Faça uma análise da história das capas das revistas Superinteressante, Galileu, História Viva ou quaisquer outras que tratem sobre ciência, religião, história, etc. A sua conclusão não poderá ser outra a não ser: “O Cristianismo é um engodo”. A tendência às visões progressistas, liberais, modernas, ou seja, a tendência a toda e qualquer visão antitradicional é incontestável.

Você nunca – jamais! – verá na capa das referidas revistas ainda que apenas uma pequena nota que corrobore sequer o ponto mais insignificante da tradição cristã. Isso, obviamente, gera no inconsciente coletivo da sociedade a petulante crença de que o Cristianismo foi testado... e fracassou. A história cristã seria tão somente de densas trevas. Suas crenças, então, um exemplo de ingenuidade pré-moderna (pesquise na Wikipédia sobre a “Teoria do Agendamento”).

Este livro prova o embuste que é o subtítulo do artigo publicado na Chicago Tribune Magazine. Que nos perdoem os editores de tal revista, bem como das revistas brasileiras de ciência, história, filosofia, etc, mas sinto lhes informar que, talvez, a verdade não seja tão evidente quanto pensam. William L. Craig apresenta uma defesa sólida da historicidade da ressurreição de Jesus, tão sólida que o dr. Crossan sequer ousou refutá-la – enrolou, enrolou, mas os pontos levantados pelo dr. Craig foram suficientes para provar que, se alguém aqui tem fé dogmática em algo, esse alguém é – pasmem! – o dr. John Dominic Crossan, que, diga-se de passagem, já esteve aqui em nosso país, falou na UFRJ e tem uma legião de fãs nas academias de história e teologia brasileiras.

Por que, então, nas academias de história e teologia não ouvimos nem falar das visões de William L. Crag, Craig Blomberg, Gary Habermas e, pior, Wolfhart Pannenberg e N.T. Wright sobre a ressurreição de Cristo? Ora, porque o magistério encontram-se tão imerso e cego pelos seus dogmas seculares (dogmas seculares? Sim, senhor! Veja aqui: http://ultimato.com.br/sites/guilhermedecarvalho/2012/02/14/todo-mundo-e-crente/  ) que a priori excluem qualquer possibilidade de seus pressupostos estarem equivocados. Pior, para eles a menor aproximação ao que tacham pejorativamente de “fundamentalismo” é vexante. Deste modo, associar-se à posição “fundamentalista” (há-há-há) da crença na literalidade e historicidade da ressurreição de Cristo é algo que não se pode fazer.

Mas o que fazer, então, se tudo indica que a posição do dr. Crossan é um engodo escravo de seus pressupostos dogmáticos e arbitrários, a saber, o naturalismo? Desmascará-la como o engodo que é, mostrando seu falso caráter acadêmico e expondo seu caráter puramente ideológico-dogmático. Resta saber, por fim, estará a academia pronta para aceitar um retrato revolucionário de Jesus que se baseie em fatos, e não em ideologias seculares? Na razão, e não em dogmas? Na história e não em preconceitos “progressistas”? Estará a academia pronta para aceitar um retrato revolucionário de Jesus, que é baseado na erudição e não na fé? Apresente este livro ao seu professor e verá quem é o fundamentalista da história.


 
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