quinta-feira, 22 de novembro de 2007

C.S.Lewis fala sobre a criação

"Durantes séculos, Deus aperfeiçoou a forma animal que estava para se tornar o veículo da humanidade e a imagem dele. Deu ao ser mãos cujos polegares poderiam se opor a todos os dedos, e maxilares, dentes e gargante capazes de articular, e um cérebro complexo o suficiente para efetuar todos os movimentos materiais pelos quais o pensamento racional é personificado. A criatura pode ter existido nesse estado durante eras, antes de se tornar homem: pode até ter tido inteligência suficiente para fazer coisas que um arqueólogo moderno aceitaria como prova de sua humanidade. No entanto, era só um animal, porque todos esses processos físicos e psicológicos foram direcionados com finalidades puramente materiais e naturais. Então, na plenitude do tempo, Deus transmitiu a esse organismo, tanto na parte psicológica quanto na fisiológica, um novo tipo de consciência, que podia dizer "eu", que podia ver-se como um objeto, que conhecia Deus, que podia opinar sobre a verdade, a beleza e a bondade, e que se encontrava tão acima do tempo que podia percebê-lo fluindo. [...]Não sabemos quantas dessas criaturas Deus produziu, nem por quanto tempo permaneceram no estado paradisíaco. No entanto, cedo ou tarde tiveram seu momento de queda. Algo ou alguém lhes cochichou que poderiam ser como deuses.[...] Quiseram algum canto no universo no qual pudessem dizer a Deus: "Isso é da nossa conta, não da Sua". Mas esse canto não existe. Quiseram ser substantivos. Eram, porém, e devem ser para sempre, meros adjetivos. Não temos a menor idéia de qual ato ou série de atos em particular gerou o desejo impossível, que se contradizia, e que encontrou sua forma de expressão. Pois tudo que vejo pode ter tido relação com literalmente comer o fruto proibido, mas essa questão não têm importância."

Lewis, C.S. O Problema do Sofrimento apud Collins, Francis. A Linguagem de Deus

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

John Piper - Teologia da Prosperidade (legendado)

Como disse John Piper, isso é o que devemos sentir em relação à teologia e aos teólogos da prosperidade - ÓDIO! Àqueles que distorcem as Escrituas de forma sórdida - O MEU ÓDIO!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

ISAÍAS 45:7 - Deus é o autor do mal?

PROBLEMA: De acordo com este versículo, Deus forma a luz e cria as trevas, faz a paz e cria o mal (cf. também Fr 18.11 e Lm 3.38; Am 3.6). Mas muitos outros textos das Escrituras nos informam que Deus não é mau (1Jo 1.5), que ele não pode nem mesmo ver o mal (Hc 1.13), nem pode ser tentado pelo mal (Tg 1.13).

SOLUÇÃO: A Bíblia é clara ao dizer que Deus é moralmente perfeito (cf. Dt32.4; Mt 5:48), e que lhe é impossível pecar (Hb 6.18). Ao mesmo tempo, sua absoluta justiça exige que ele puna o pecado. Este juízo assume ambas as formas: temporal e eterna (Mt 25:41; Ap 20.11-15).
Na Sua forma temporal, a execução da justiça de Deus às vezes é chamada de "mal", porque parece ser um mal aos que estão sujeitos a ela (cf. Hb12.11). Entretanto, a palavra hebraica correspondente a mal (rá) empregada no texto nem sempre tem o sentido moral. De fato, contexto mostra que ela deveria ser traduzida como "calamidade" ou "desgraça", como algumas versões o fazem (por exemplo a BJ). Assim, se diz que Deus é o autor do "mal" neste sentido, mas não no sentido moral - pelo menos não da forma direta.
Além disso, há um sentido indireto no qual Deus é o autor do mal em seu sentido moral. Deus criou seres morais com livre escolha, e a livre escolha é a origem do mal de ordem moral no universo. Assim, em última instância Deus é respnsável por fazer criaturas morais, que são responsáveis pelo mal da ordem moral. Deus tornou o mal possível ao criar criaturas livres, mas estas em sua liberdade fizeram com que o mal se tornasse real. É claro que a possibilidade do mal (i.e., a livre escolha) é em si mesma uma boa coisa.
Portanto, Deus criou apenas boas coisas, uma das quais foi o poder da livre escolha, e as criaturas morais é que produziram o mal. Entretanto, Deus é o autor de um universo moral, e neste sentido indireto, ele, em última instância, é o autor da possibilidade do mal. É claro, Deus apenas permitiu o mal, jamais o promoveu, e por fim irá produzir um bem maior através dele (cf. Gn 50.20; Ap 21-22).
A relação de Deus com o mal pode ser resumida da seguinte maneira:

DEUS NÃO É O AUTOR DO MAL:

- No sentido do pecado
- Mal de ordem moral
- Perversidade
- Diretamente
- Concretização do mal

DEUS É O AUTOR DO MAL:

- No sentido de calamidade
- Mal de ordem não moral
- Pragas
- Indiretamente
- Possibilidade do mal


fonte: Manual de Dúvidas Enigmas e Contradições da Bíblia - Norman Geisler & Thomas Howe

domingo, 18 de novembro de 2007

Dawkins, uma confusão - Alvin Plantinga (Tradução)

Em breve!!

Já que nesses dias não tem me ocorrido nenhuma nova idéia para colocar no papel, e para não deixar o blog às moscas, estou trabalhando na tradução de um artigo do conceituado filósofo Alvin Plantinga. O artigo se chama "The Dawkins Confusion" sobre o livro Deus, um Delírio de Richard Dawkins, até o final da semana o artigo será postado.
Aguardem...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Eu li Sua Igreja Está Preparada? de Ravi Zacharias & Norman Geisler

Sua Igreja Está Preparada? - Ravi Zacharias & Norman Geisler

Obra apologética organizada por Ravi Zacharias e Norman Geisler, dois dos maiores apologistas contemporâneos. É um livro pequeno e interessante, que visa ensinar líderes a aplicarem a apologética na pregação, nos lares, e com destaque para o melhor capitulo do livro, de J.Buzsizewski sobre como permanecer cristão na Universidade. Não é uma obra apologética indispensável, mas não deixa de ter seu valor, principalmente para leigos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Dinesh D'Souza vs. Christopher Hitchens "Is Christianity The Problem?"


Para botar mais fogo na polêmica recente entre Teísmo versus Ateísmo, no dia 22 de Outubro no The King's College, foi realizado um debate entre o ateu Christopher Hitchens, autor de Deus Não É Grande , e o cristão Dinesh D'Souza, autor de What's So Great About Christianity?
Por estar sem som no computador não pude ainda ouvir ao aclamado debate, mas recomendo a quem se interessar

http://www.youtube.com/watch?v=l-NduvegITQ&feature=related

O vídeo do debate está dividido em diversas partes, essa é a primeira, as seguintes você encontra na aba "Related Videos"

Não deixem de comentar sobre o debate!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O Louvor Como Evangelismo

"Por fim, o evangelismo acontece no contexto de toda a comunidade do povo de Deus envolvido no louvor. Anos atrás, li uma definição de louvor feita por William Temple que até hoje soa em tons claros e magníficos:

Louvor é a submissão de toda a nossa natureza a Deus. É o despertar da consciência por meio de sua santidade; a alimentação da mente com a sua verdade; a purificação da imaginação por meio da formosura; o abrir do coração ao seu amor; a entrega da vontade ao propósito dEle - tudo isso reunido com adoração, a emoção mais abnegada de que nossa natureza é capaz

Quanto mais penso nessa definição, mais convicto fico de que se o louvor é praticado com integridade pelo povo de Deus, pode ser o evangelismo mais poderoso em nossa cultura pós-moderna. É de suma importância que ao se planejar cultos de louvor, o pastor e os líderes da igreja dispensem atenção cuidadosa a cada elemento e certifique-se de que o louvor conserve integridade e propósito.
Há alguns anos, dois ou três de meus colegas e eu estávamos em um o país dominado pelo marxismo durante décadas. Antes de começarmos nossos cultos, fomos convidados para um jantar, por intermédio de alguns amigos em comum, dos quais todos eram céticos e, por objetivos práticos, ateus. A noite foi repleta de questões propostas principalmente por um que era um notável teórico naturalista. Também surgiram perguntas de outros que representavam diferentes elementos de poder naquela sociedade. No decorrer daquela noite, tivemos a sensação de que as perguntas tinham ido longe demais, e e que talvez estivéssemos andando em círculos.
Nesse momento, perguntei se podíamos fazer uma oração por eles e pelo país antes de nos despedirmos. Houve um silêncio de consternação, uma hesitação evidente, e então alguém disse: "É claro". Fizemos apenas isso - oramos. Naquela grande sala de jantar, de importância histórica para eles, com todas as lembranças de poder secular afixadas nas paredes, a oração trouxe um silêncio sensato e um reconhecimento de que estávamos na presença de alguém maior do que nós. Quando terminamos, todos os olhos estavam úmidos e nenhuma palvra foi pronunciada. Ele nos abraçaram e nos agradeceram como uma emoção estampada em seus rostos. No dia seguinte, quando nos encontramos, um deles me disse: "Não fomos para nossos quartos na noite passada até que amanheceu. Na verdade, fiquei no saquão do hotel a maior parte da noite conversando. Então voltei para o meu quarto e entreguei minha vida a Jesus Cristo".
Tenho plena certeza de que foi a oração que lhes deu uma dica sobre o que é o louvor. Seus corações nunca haviam experimentado isso. Ao longo dos anos descobri que orar com as pessoas algumas vezes pode fazer mais por elas do que uma pregação. A oração afasta o coração de uma pessoa da dependência de si mesma e a coloca em uma posição de confiar no Deus soberano. Muitas vezes, o peso é tirado instantaneamente. A oração é apenas um aspecto do louvor, mas é muito negligenciado diante das pessoas que ficariam chocadas ao ouvir que orar é semelhante a uma pessoa que sabe como tocar o coração de Deus. Para uma pessoa necessitada, respostas ensaiadas não transformam a mente; a oração sim."

Trecho de Sua Igreja Está Preparada? de Ravi Zacharias e Norman Geisler.

 
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