quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sorteio do livro “O Movimento Homossexual”


mail.google.com
Um grande leitor que prefere se manter anônimo está doando o livro O Movimento Homossexual – sua história, suas tramas e ações, seu impacto na sociedade, seu impacto na igreja para sorteio entre nossos leitores. O texto abaixo é de sua autoria:


Nosso próximo sorteio será uma homenagem e uma manifestação de reconhecimento e gratidão a um grande servo de Cristo que tem padecido privações e perseguições por sua intrepidez, ousadia e atuação profética. Trata-se de Júlio Severo.
A exemplo de Elias nos tempos de Acabe e Jezabel no antigo Israel, Júlio Severo tem incomodado bastante aqueles que promovem a degradação moral e espiritual da nossa nação e a exemplo de Elias, Júlio Severo buscou o exílio para escapar de encarceramentos e ameaças de morte. O que só confirma as palavras do apóstolo Paulo: "De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos." II Timóteo 3.12. Como os antigos profetas, Júlio Severo, pela graça divina, enxergou mais longe do que a maioria de nós e foi pioneiro em nos alertar para os perigos do radicalismo do movimento homossexual, a insensibilidade dos abortistas, o conteúdo fascista e anti-democrático do PL 122/2006, além de criticar a miopia e postura covarde, bajuladora e oportunista de muitos cristãos. Pedimos aos nossos leitores que intercedam junto a Deus por Júlio Severo e sua família e que procurem auxiliá-lo financeiramente nesse momento difícil. Informações adicionais podem ser obtidas aqui.
"Casamentos gays e lésbicos. Manifestações a favor de direitos dos gays. Campanhas pela aceitação social e legal do homossexualismo. De onde vêm essas reinvidicações? Que forças estão por detrás delas? Aonde essas tendências levarão a sociedade? Neste livro, examinamos a militância homossexual no mundo e seu impacto na sociedade e nas igrejas evangélicas.
A existência de grupos homossexuais radicais é um fato recente e até há pouco tempo restrito a uns poucos cantinhos escuros dos países industrializados. Mas com o advento da globalização cultural, as reinvidicações de direitos dos gays são agora um fenômeno presente e crescente em quase todas as nações. Dizemos fenômeno porque, embora o comportamento homossexual seja conhecido desde os tempos mais antigos, é a primeira vez na História que os líderes homossexuais estão trabalhando para unir toda a população homossexual. Lutam com o objetivo de tornar nossa sociedade receptiva à sodomia. Nesse esforço, eles estão abrindo canais de comunicação com o homossexual comum que está ocupado demais com seus próprios problemas para lançar-se em campanhas pró-homossexualismo. Estão atraindo-o a sua esfera de influência. A maioria dos gays e das lésbicas não tem tempo nem interesse em promover abertamente suas práticas sexuais, expondo assim, sua intimidade. No entanto, há uma minoria dentro da população homossexual que não se satifaz apenas em praticar o que se quer. Tal grupo é composto de professores universitários, artistas, políticos, empresários e outros indivíduos importantes na alta sociedade brasileira. Eles têm condições de viajar ao exterior, manter contatos e relacionamentos com homossexuais americanos e europeus. Podem, literalmente, importar para o Brasil os produtos ideológicos fabricados pelo movimento homossexual dos países "desenvolvidos". E o que aprendem lá fora, procuram passar ao homossexual comum. Têm como objetivo  levá-lo a uma conscientização, recrutá-lo e prepará-lo para assumir um papel na militância ativa em favor da aceitação do homossexualismo nas leis, costumes, cultura e religião. Além de trabalhar para manter os homens e mulheres presos ao homossexualismo, o movimento também  está empenhado em proteger os gays e as lésbicas contra o evangelismo cristão. Os ativistas se enfurecem quando alguém se converte a Jesus e abandona o homossexualismo! Eles costumam pregar a tolerância e tentam fazer-nos acreditar que tudo o que o movimento homossexual deseja é uma sociedade aberta, na qual os homossexuais possam conviver em harmonia com outras pessoas. Mas a realidade mostra que eles estão dispostos a ser condescendentes apenas com os que aceitam suas práticas sexuais. A filosofia de tolerância dos ativistas gays exige que, na prática, seja colocada uma coleira nos direitos à liberdade de expressão e reunião daqueles que não aceitam o comportamento homossexual. Os que se mostram contrários à suas práticas passam a ser acusados de discriminadores. Nos Estados Unidos, o movimento homosexual já alcançou significativos avanços legais e os grupos gays brasileiros lutam também para alcançá-los. Naquele país, homens e mulheres de fé e consciência estão sendo sistematicamente visados, simplesmente porque creêm na ordem moral estabelecida por Deus. Muitos já perderam o emprego ou foram disciplinados por não aceitarem as exigências da ideologia homosssexual. Maior ainda é o número dos que estão de boca fechada por temerem que suas famílias sofram retaliações. A verdade é que o movimento homossexual está apenas começando seu grande projeto de homossexualização geral. Precisamos, então, conhecer seu sentido e impacto na sociedade e nas igrejas. Este livro, pois, propõe-se a dar uma visão clara desse fenômeno que, direta ou indiretamente, está afetando as estruturas sociais de hoje e, com certeza, desafiará diretamente os crentes de amanhã. Mas nossa resposta cristã à nova ordem que emerge dependerá da seriedade com a qual os evangélicos venham a compreender e considerar os pontos que apresentamos. Nós brasileiros precisamos nos despertar, de modo que esse movimento não tire vantagem da nossa falta de informação e inércia social. Se não alcançarmos os homossexuais comuns com o amor de Jesus agora, mais cedo ou mais tarde, os militantes irão recrutá-los. Nós somos sal da terra e luz e devemos influenciar a sociedade e ajudar a preservar seus valores éticos e morais (conforme Mateus 5.13-16). Caso contrário, a liderança homossexual introduzirá seus próprios padrões em todas as esferas sociais. 
Não é prudente agir precipitadamente, sem ter o devido conhecimento (Pv 19.2). Portanto este livro faz uma análise das atuais tendências homossexuais na sociedade. Remove, também sob a luz da Palavra de Deus, toda a escuridão que as encobre, de modo que possamos conhecer a verdadeira natureza dos esforços desse movimentos.
Os dias em vivemos são maus e a sociedade brasileira corre o risco de sofrer o mesmo dano moral que a aceitação do homossexualismo causou em Sodoma e Gomorra. Que o alerta deste livro estimule cada um a procurar entender o que o Senhor quer que façamos pelo bem-estar social. Procuremos abrir espaço em nossa igreja para pessoas e ministérios com visão profética direcionada a responder aos diversos desafios do movimento homossexual. Devemos impedir que a história de Sodoma e Gomorra venha a se repetir no Brasil."

(Trecho retirado da Introdução do livro sorteado "O Movimento Homossexual)

O vencedor do sorteio foi: Lislewanir Assis Araujo Correia. Salvador, BA.

Para conhecer o vencedor do sorteio anterior (A Supremacia de Cristo), clique aqui.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Campanha– Ciência não é contra religião!


Slogan-Campanha
Autores: Paulo Junio (Teismo.net) e Snowball (quebrandoneoateismo.com.br)
Nos últimos tempos, tornou-se comum um chavão feito por neo-ateu de que há uma escolha a ser feito por qualquer pessoa: ou seguir a religião ou seguir o caminho da ciência. Essa é, com certeza, uma afirmação não pensada que carece de investigação. Apesar disso, tem ganhado muitos adeptos e enganado até mesmo a alguns teístas mais despreparados.

Pensando nisso, o Teismo.net e o Quebrando o Encanto do Neo-Ateísmo lançam a campanha “Ciência não é contra Religião!” destacando o papel dos religiosos dentro da evolução científica, deixando claro que não há nenhuma incompatibilidade entre ser religioso e trabalhar com o método científico.

Começamos com objetivos modestos, assim como é o nosso alcance. São lançados 5 banners mostrando 5 de vários cientistas religiosos que fizeram a diferença no mundo da cosmologia, da física, da matemática e muito mais – a saber, Lemaitre, Mendel, Pascal, Ronald Fisher e Francis Collins.
 
Antes de tudo, um esclarecimento necessário: não lançamos estas imagens aqui com a intenção de ser um argumento para a existência de Deus – não há um argumento sólido (como pretendem alguns neo-ateus) ao dizer algo do tipo "os cientistas devem ser ateus, portanto, não há Deus", nem na sua versão oposta. Não há nexo lógico nenhum nessa afirmação assim como não há como qualquer de informação desse tipo servir de base para algum argumento para a existência ou inexistência de Deus.

Repetindo: não defendemos que isso seja um argumento para a existência de Deus. A única intenção dessas imagens é trazer à tona a verdade – que não há incompatibilidade entre ciência e teísmo. Além disso, não precisaremos ouvir mentiras de neo-ateus passando limpo ao lançarem mão de slogans do tipo "se é cientista, então é ateu". 

Essas imagens terão como intenção também a divulgação do material teísta e anti-neo-ateístas, com o foco em destruir o preconceito contra os religiosos que tem nascido no Brasil e crescido cada vez mais.

Ela terá como foco também despertar os Cristãos e teístas de forma geral contra essa mansidão silenciosa de quando ficamos calados diante dos ataques contra nós.

Explicado isso, aí vão as imagens da campanha:

Lemaitre - Segunda Versão
Gregor Mendel - 3ª versão
Ronald Fisher - original
Blaise Pascal - Original
Francis Collins - original

Nosso objetivo inicial é conseguir espalhar isso entre pelos mais 20 pessoas que as publiquem – sejam em blogs, sejam em comunidades ou álbuns de redes sociais.

Pedimos a todos que divulguem estas imagens no orkut, no facebook, em sites e blogs, e quantos sites de relacionamentos for possível! Ajudem-nos a atingir o objetivo mínimo de 20 pessoas!

Ao contrário do que se pode pensar à primeira vista, a disputa entre neo-ateísmo e teísmo é uma guerra intelectual. E todas guerras intelectuais se operam em fazer circular suas idéias. É pouco cinco imagens de início? Pode até ser, mas é assim que se faz uma disputa cultural. De passo em passo, vamos marcando presença. Se não reagirmos a altura contra os preconceitos e imbecilidades criadas contra o teísmo, em breve eles serão dominantes até mesmo no senso comum dos teístas. E você e os seu filhos vão colher os frutos da ridicularização de “obscurantistas” e “anti-científicos”, na mais branda das hipóteses. É isso que você deseja? Ser ridicularizado por crer em Deus?

NÃO FIQUE CALADO! DEMONSTRE SUA POSIÇÃO!

Você ai ficar parado ou vai ajudar?
Faça sua parte você também!


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Propaganda Positiva - Por que não usar dela?



Georges_lemaitre

Autor: Snowball do Blog Quebrando o Encanto do Neo-Ateísmo

Há muito tempo me pergunto: sendo que há avalanche de propagandas neo-ateístas anti-religião, não estaria na hora de começarmos a produzir e divulgar mensagens em tom contrário em imagens de fácil assimilação?
Por exemplo: uma das propagandas mais frequentes  feita pelos neo-ateus é de que a pessoa deve escolher entre a “Ciência” e a “Religião”. Falácia do falso dilema, é claro. Mas para DEMONSTRAR essa mentira, por que não divulgar vários banners com contribuições importantes de pessoas religiosas para a comunidade científica? 

Fiz essa montagem acima falando de Georges Lemaître em cerca de 5 minutos (e com certeza é possível melhorá-la – é só um rascunho para eu demonstrar a idéia). Algo semelhante pode ser visto nesse post do blog do Luciano, mas sobre outra temática.

Juntando um grupo de pessoas que entenda como produzir esse tipo de banners (seja em questão de design, diagramação, exemplos históricos), usamos os vários blogs que temos e as comunidades que participamos para divulgá-los, ENFRAQUECENDO o discurso neo-ateu.

Talvez alguém diga: “Ah, mas ao fazer propaganda você está se tornando igual a eles”.

Negativo. Não é a propaganda EM SI que é ruim – e sim as MENTIRAS promovidas por essas propagandas.

Imagine que um grupo de brancos começa a fazer propaganda dia e noite, sem parar, movido pelo ódio e pela idéia de um “mundo melhor sem pessoas negras”, com a pecha de que eles nunca produziram nada de positivo para a sociedade.

Aí esse grupo de pessoas negras fica insatisfeita e resolve se juntar para criar propaganda contrária ao que está sendo divulgando, DESMASCARANDO e mostrando pessoas da sua etnia que ajudaram no desenvolvimento da civilização.

Será que os negros estariam “se igualando” aqueles brancos específicos por IMPEDIR a propaganda falando a verdade?

A situação é semelhante por aqui.

O neo-ateísmo é um movimento revolucionário (ver aqui) que sonha com o extermínio da religião para a existência de um “mundo melhor”.

E eu estou em todo meu direito de responder a quem me acusar de ser partidário de um sistema que é “a raiz de todo mal” ou de um que “impede o progresso científico”, ”, sem me igualar ao mentiroso.

Não aceitar isso é como pensar que o comerciante que denuncia o ladrão para polícia é tão bandido quanto o pilantra que o roubou. Obviamente, são ações diferentes.

Então, não vemos motivos para essa propaganda ser criada e divulgada.

A única coisa que posso dizer é que já passou da hora de fazer isso – há tempos.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sorteio do livro "A SUPREMACIA DE CRISTO"




Por ocasião das celebrações do nascimento do Salvador da humanidade, ofereceremos aos nossos leitores o livro "A Supremacia de Cristo"     do Dr. Ajith Fernando, missionário no Sri Lanka, a ser sorteado em 31/01/2011. O livro é produto das reflexões e da experiência missionária e apologética do Dr. Ajith Fernando em suas interações com pessoas dos mais diferentes credos. 

Sinopse

Neste livro, estamos lidando com a qualidade inigualável da religião cristã, com convicção de que é a resposta que o Cristo de toda a vida proveu para a criação caída. O cristianismo, portanto, abrange a totalidade da vida. O autor trata de uma ampla variedade de temas e se movimenta em muitas esferas que, usualmente, são tratadas separadamente em livros diferentes. Aqui, você achará exegese bíblica, crítica neotesta-mentária, teologia, apologética, biografia, inspiração e desafio.

Sobre o Autor

Ajith Fernando tem sido o diretor nacional de Juventude para Cristo em Sri Lanka desde 1976. Ele e sua esposa ajudaram a fundar, e agora dirigem uma congregação que consiste principalmente em convertidos do budismo. Fernando também ministra em conferências e universidades em todas as partes do mundo, e tem sido professor visitante em vários seminários de destaque nos EEUU, inclusive a Escola Evangélica de Divindade “Trinity.” Escreveu seis livros, inclusive Crucial Questions about Hell, publicado por Crossway .


Esse vídeo nos apresenta, de maneira simples, a Supremacia de Cristo:



RESULTADO DO SORTEIO:  
O vencedor do sorteio foi Carmadelio Silva de Sousa, morador de Fortaleza, CE.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dr William Lane Craig: A Surdez do Ateu



Filosofia e Apologética Cristã: Dr William Lane Craig: A Surdez do Ateu: "Dr Craig apresenta uma realidade muito comum e triste. Muitos ateus parecem ser literalmente surdos quando debatem sobre a existência de ..."

Visitem o blog do meu amigo Mike Moore:
http://mikemooreac.blogspot.com/

domingo, 21 de novembro de 2010

A Religião de Karl Marx



Essa reflexão é fruto de mais um dos inúmeros trabalhos que tenho que entregar neste final de período da faculdade. O texto baseia-se numa reflexão sobre o sexto capítulo de Filosofia da Religião de Giuseppe Staccone.

Pode-se considerar Karl Marx, ao lado de Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche e Charles Darwin, como um dos alicerces do espírito ateísta de nossos tempos. “Religião é o ópio do povo” sentenciou Marx seguido, então, por muitos “intelectuais” contemporâneos. Entretanto, ao contrário desses outros pensadores ateus¹ citados, Marx nunca escreveu um tratado específico contra a religião. Seu espírito anti-eclesiástico e ateísta era manifesto através de suas obras.

O ateísmo parece ser um pressuposto da teoria marxista, já que a religião, mais especificamente a Igreja Romana, é alicerce da tradição e, portanto, da superestrutura da sociedade contemporânea. A revolução marxista implica a subversão desses valores da tradição e, portanto, de seu maior representante: A Igreja  Católica Apostólica Romana. Antonio Gramsci parece ter entendido isso perfeitamente no seu conceito de hegemonia e do intelectual orgânico. Este é o sustentador daquela. Assim, para que a revolução comunista procedesse fazia-se necessária a formação de intelectuais orgânicos vinculados à causa marxista. Estes seriam os responsáveis pela subversão dos valores da tradição e abririam espaço para recepção da revolução comunista. Não há verdade para eles, tal conceito é puramente burguês. O que importa é a construção de uma nova realidade que terá como fim o proletário.

Karl Marx foi influenciado pelos jovens hegelianos e sua crença na completa desassociação entre Filosofia e Teologia. Eles defendiam a completa emancipação da Filosofia do domínio da Teologia. A racionalidade encontra seu ápice aí, embora eu acredite que implícito nesse conceito de racionalidade esteja o conceito de naturalismo, isto é, a cosmovisão que concebe o universo, digamos, como uma caixa fechada onde tudo que existe e acontece encontra-se dentro desta caixa, portanto, as explicações e causas devem ser buscadas no interior dessa caixa. Não há espaço para influências externas tais como um Deus ou qualquer entidade metafísica. Essa concepção de racionalidade me parece deveras errônea. Não há nenhuma necessidade lógica do naturalismo para a racionalidade. Até porque se, de fato, houver um ser tal como Deus ou houver alguma ordem sobrenatural atuante, ou criadora, no universo fica difícil compreender como poderemos chegar a alguma conclusão racional sobre o universo e nossa existência sem levarmos em consideração tal pressuposição. Foi C.S. Lewis quem sabiamente afirmou que a última coisa que a questão de Deus pode ser é ser “mais ou menos importante”, pois das duas possíveis – e antagônicas - respostas a essa pergunta se derivam conclusões radicalmente opostas.

Se me for permitido fazer um comentário fruto das minhas convicções cristãs, cito um trecho do prefácio do livro Theology and the Kingdom of God do teólogo alemão Wolfhart Pannenberg. Pannenberg é um crítico do subjetivismo teológico de R. Bultmann e K. Barth. Para ele a teologia cristã é uma dentre outras conflitantes cosmovisões que buscam se impor e explicar o universo e a natureza humana. A Teologia é uma empreitada pública aberta ao escrutínio da razão. Traduzindo livremente:

Se por razão alguém quer dizer as ideias que constituem a sabedoria convencional, então há muito na sabedoria bíblica que é “irracional”. Jesus disse que os últimos serão os primeiros, aquele que perde a sua vida a ganhará, e outros ensinos aparentemente irracionais. Paulo afirma que é um tolo por Cristo. Tais afirmações, insiste Pannenberg, não constituem um abandono da razão. Ao contrário, o argumento de Paulo é que seus oponentes estão arrazoando a partir de falsas premissas, pelas quais ele seria julgado como tolo. Contra isso ele afirma um outro conjunto de premissas e procede a defender a racionalidade de sua posição. Da mesma forma, Jesus convidou seus discípulos a segui-lo porque seu estilo de vida era razoável.

Vemos, então, o contraste do pensamento de Pannenberg e o pensamento moderno, como também do pensamento teológico de R. Bultmann e K. Barth. A racionalidade de uma proposição depende das premissas nas quais ela está baseada, portanto, a questão metafísica sobre a existência ou não de uma ordem sobrenatural é de fundamental relevância, mas jamais o naturalismo pode ser uma exigência lógica da racionalidade. Em síntese, o que temos aqui é um conflito entre cosmovisões diametralmente opostas: o naturalismo contra o supranaturalismo.

Mas, voltemos ao texto sobre Karl Marx. Para Marx a filosofia tem sua própria confissão de fé: o ateísmo, a radical negação de todos os deuses. Disse ele:

A Filosofia, enquanto uma gota de sangue palpitar em seu coração, triunfador do mundo e inteiramente livre, não cessará de clamar com Epicuro aos adversários: Não é ateu quem despreza os deuses da multidão e sim aquele que adere às opiniões do vulgo acerca dos deuses. A Filosofia não dissimula. A profissão de fé de Prometeu, resumida nesta única frase: 'odeio de coração a todos e a cada um dos deuses', é sua própria profissão de fé, seu lema contra todos os deuses do céu e da terra que não reconhecem a autoconsciência humana como a divindade suprema. Não pode haver outro deus ao lado deste".²
Discordo, como já explicitei, da exigência naturalista para o pensamento filosófico. Aqui, então, gostaria de denunciar o que me parece ser a religião de Marx: a autoconsciência humana. Como pode Marx ter essa certeza da centralidade da autoconsciência humana? Parece-me que aqui vemos um compromisso religioso de Marx e, acho que posso dizer, do Marxismo. Não seria também essa posição uma espécie de ópio? Em que se apoiaria tal proposição marxista para que possamos julgá-la como racional ou não? Parece-me que não há lá como fundamentar tal afirmação. Aqui temos uma pressuposição marxista. Uma pressuposição religiosa. Naturalista é verdade, mas ainda assim religiosa tal como Paul Tillich definiu a fé religiosa: “estar tomado por aquilo que nos toca de forma última”. A pressuposição marxista me parece tão dogmática quanto qualquer pressuposição religiosa. Isso se evidencia ainda mais nas promessas utópicas do marxismo ao sonhar com um tempo onde os homens terão tudo em “comum” sem sequer a necessidade do Estado, que será abolido por fim. Isso nada mais é do que trazer a esperança cristã de um vindouro Reino de Paz para o presente. Nas minhas limitações filosóficas não encontro diferença nenhuma entre  tal crença marxista e a religiosa.


¹ Um leitor me questionou pelo fato de eu ter colocado Darwin entre "pensadores ateus", pois ele não era ateu e sim agnóstico. Ele tem razão, Darwin nasceu anglicano, foi leitor de William Paley, mas morreu agnóstico e não ateu como eu dissera. Veja sobre a visão religiosa de Darwin aqui.
². PARINETTO, L., Karl Marx sul/a religione, ed. La Nuova Itália, Firenze, 1980 -
(é uma antologia de 585 páginas de textos marxianos sobre a religião, com relativos breves
comentérlos) - p, 148,

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA




A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 [LINK http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808] e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.

 
Free Host | lasik surgery new york