sábado, 1 de dezembro de 2007

Reflexões sobre o tempo


Eu cresci e mudei desde minha conversão há cinco anos atrás. Não sou velho nem pretendo parecer sê-lo. Mas a verdade é que dos 16 aos 21 muita coisa muda, diferente de 46 a 51 (penso eu!). Como é de se esperar, nessa fase nos tornamos adultos (com tristeza). E nós abandonamos as coisas de meninos. Tudo muda, e nosso relacionamento com a Igreja também. Nós mudamos, logo, o que esperamos de uma igreja também muda, portanto não podemos exigir que o grupo ao qual pertencíamos na igreja também mude para agradar a nossa velhice. Essa fase de transição é de grande importância para nossa saúde espiritual. Se nós mudamos, cabe a nós, não ao grupo ao qual pertencíamos, mudar. Eu escrevo isso porque atravesso essa fase. No inicio, o grupo jovem do qual eu fazia parte na igreja era maravilhoso para mim. Pura alegria e graça. Quando eu cresci, aquele grupo parou de me satisfazer. Inevitavelmente, por não mais me sentir parte de uma comunidade, eu não tive mais a alegria de antes com a igreja, é claro que existem outros fatores nesse processo de frustração. Mas esse, penso, é o principal. Mas chorar o leite derramado não resolve nada. Durante esse tempo de desilusão eu me preocupei mais em criticar e me revoltar com a igreja, tentando ter a mesma igreja de antes, sendo que quem (mais) mudou foi eu, logo, cabe a mim me recolocar e parar de tentar mudar a igreja. Eu escrevo isso sentado em um banco de igreja frustrado com o louvor agitado que já não me atrai mais, mas agora, pelo menos passo a me alegrar com a alegria dos outros jovens, os quais louvam a Deus de todo o coração de uma forma diferente da minha. Como nossas igrejas farão a transição dos jovens à fase adulta? Essa é uma questão que devemos refletir, para a saúde das almas de nossas igrejas.

Vitor Pereira 01/12/2007

5 comentários:

Anônimo disse...

Olá, Vitor. Já passei por experiências semelhantes. Vou te mostrar algo q me ajudou muito a compreender sobre a vida cristã. É um pouco longo,mas vc é uma pessoa q gosta de ler e pensar...

É fácil manter comunhão com Deus
quando as coisas vão bem - quando
Ele provê comida, amigos, família,
saúde e situações felizes. Mas as
circunstâncias não são sempre agradáveis. E como então você irá adorar a Deus? O que você faz quando Deus parece estar a milhões
de quilômetros?
A mais profunda adoração é louvar a
Deus a despeito da dor, dar graças durante a provação, manter a confiança nEle em meio à tentação, render-se a Ele durante um sofrimento
e amá-Lo quando Ele parece distante.
Rick Warren no livro “Uma Vida
com Propósito, pág 96”, descreve algumas situações que podem ocorrer conosco no dia-a-dia: Certo dia você acorda e percebe que todas as suas sensações de comunhão
espiritual se foram, você ora, mas nada acontece. Você repreende o diabo, mas isso não muda nada. Você faz exercícios espirituais[...]
seus amigos oram por você[...] você confessa cada pecado que consegue imaginar, e então sai por aí pedindo perdão a todos que você
conhece. Você jejua[...] e nada ainda. Você começa a se perguntar quanto tempo essa depressão espiritual vai durar, dias, semanas, meses, será que ela vai acabar?[...] você tem a impressão que suas orações simplesmente batem
no teto e voltam. Em absoluto desespero você grita: Qual é o meu problema?
A verdade é que não há nada de errado com você! Trata-se de uma parte normal da provação e amadurecimento de sua amizade
com Deus. Todo cristão passa por isso ao menos uma vez, e normalmente várias vezes. É
doloroso e perturbador, mas absolutamente vital para o desenvolvimento de sua fé.
Nos dias de hoje o erro mais comum
que os cristãos cometem ao adorar é buscar uma experiência em vez de buscar a Deus. Eles buscam sensações e se elas ocorrerem,
concluem que foram bem sucedidos em adorar.
Errado! Deus em geral afasta nossas sensações para não dependermos delas. Buscar uma sensação - mesmo uma sensação de proximidade com Cristo - não é adoração.
Quando você é um cristão novo, Deus
lhe dá muitas emoções comprobatórias e freqüentemente atende as orações mais imaturas
e egoístas, tudo para que você saiba que Ele existe, mas à medida que você crescer na fé, Ele irá emancipá-lo dessa dependência.
A onipresença de Deus e a manifestação de Sua presença são coisas diferentes.
Uma é um fato, a outra é freqüentemente uma sensação. Deus está sempre presente, mesmo que você não perceba, e Sua presença
é muito profunda para ser medida por uma mera emoção.
Sim, Ele quer que você sinta a Sua presença, porém Ele está mais interessado em que você confie, e não tanto que O sinta. Fé, e não sentimentos agradam a Deus.
As situações que mais põem a prova sua fé são aquelas em que a vida desanda e Deus não pode ser achado. Isso aconteceu com Jó.
Em um único dia, ele perdeu todos: família, seus negócios, sua saúde, e tudo o que possuía.
E o que é pior ao longo de 37 capítulos, Deus não disse nada! Como louvar, adorar ou mesmo manter uma comunhão espiritual com Deus, quando você não compreende o
que está acontecendo em sua vida e Deus está em silêncio? Como manter os olhos em Jesus quando eles estão cheios de lágrimas? Você faz o que fez Jó? Então se prostou, rosto em
terra, em adoração, e disse: “saí nu do ventre de minha mãe e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o tomou; louvado seja o nome do
Senhor”. Jó 1:20 e 21
Há muito tempo, tenho ouvido de muitos líderes de igrejas e grupos em nosso campo, a seguinte inquietação: “Como poderemos
fazer com que os nossos irmãos pratiquem a comunhão diária com Deus? Que separem tempo para isto? Que sejam trabalhados para
alcançarem este objetivo?”
Fala-se muito na necessidade de ter comunhão com Deus, que temos que ter tempo para Ele, e pouco no como alcançar esta tão importante tarefa
do cristão. Na verdade precisamos ensinar nossos irmãos a como realizar esta comunhão, explicando,
e praticando com eles, diariamente.
Um plano educativo que venha criar um hábito em todos e que possamos demonstrar como o cristão é feliz em deixar Deus programar o seu dia, “buscando em primeiro lugar a
Sua Justiça” na prática, e não teoricamente.
Jesus descreve a necessidade de um relacionamento diário com Ele em S. João 6:35:
“Eu sou o pão da vida - o pão vivo que desceu do Céu. Aquele que vem a Mim nunca terá fome e o que crê em Mim jamais terá sede. Se alguém comer a Minha carne e beber o Meu sangue, viverá para sempre, mas se não fizer, não terá em si nenhuma vida.”

Um abraço.


André Deodato.
Texto extraído da leitura Devocional para a primeira hora do dia.

Vitor Pereira disse...

Muito bom André!
Muito edificante seu comentário, obrigado.
Um Abraço!

Marcus Vinicius disse...

Salve Vitor!
Entendo você, aliás, você está vivendo uma citação bíblica!
Vitor, lembro-me pelo seu texto de Paulo em sua epístola aos Coríntios:
"Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor"
Isso nos mostra Vitor, que o amadurecimento espiritual, se dá como o acúmulo de experiência em qualquer outra área de nossas vidas, ou seja, sempre na escala individual!
É isso que você está vivenciando meu amigo, mas a comunhão na igreja, tem a sua importância justamente no seu conceito mais comum: A comunhão!
Gostaria, de todo o coração, que você lesse esse texto que vou linkar para você!
Sei que trabalha, mas é um texto edificante:
http://br.geocities.com/deusexiste/churchworship.html
Provavelmente você não vai se arrepender!

Sinceramente em Cristo:
Marcus Vinicius Matias de Arruda.

Vitor Pereira disse...

Marcus, gostei muito desse pequeno texto. Talvez eu poste aqui no blog.
Quanto a nós, prossigamos para o alvo, o caminho é longo e não podemos desistir. Acredito muito no poder da leitura, não é a toda que criei esse blog, cabe a nós divulgar a todos os crentes ao nosso redor textos como esses, eu acredito que se fizermos isso as coisas vão começar a mudar, afinal, contra a Verdade ninguém pode.

Vitor

Pr. Zwinglio Rodrigues disse...

Vítor!

Há transições na vida q não são para serem experenciadas sem "rupturas","dores" e "perdas".

"ORA, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei". Gn 12:1

Um abraço!!

 
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