quarta-feira, 11 de julho de 2007

Humanidade: A Raiz de Todo o Mal

Uma crítica ao pensamento de Richard Dawkins

Introdução

Há tempos eu ansiava por ler The God Delusion e assistir ao documentário The Root of All Evil do renomado biólogo-evolucionista-ateu Richard Dawkins. Parte do meu anseio foi realizado, assisti à primeira parte do documentário intitulada The God Delusion, mesmo titulo do livro. Eu gosto de ter a fé desafiada e confrontada, gosto de ouvir opiniões contrárias, gosto de quebrar a cabeça e ser obrigado a aprofundar as raízes da minha fé, portanto, ninguém melhor pra isso do que o ateu mais feroz da atualidade – o temido Richard Dawkins – bom, pelo menos era o que eu imaginava. Assistir ao documentário me deixou frustrado – Ta ai o ateu mais brilhante da atualidade! E ai?... – pois é, e ai nada! Se Richard Dawkins e seus argumentos consistem na maior arma dos ateus contra os religiosos, presumo que essa arma não passe de uma pistola de chumbinho – cano duplo para ser mais cortês. Dawkins entope seu documentário de falácias, opiniões próprias e um “leve” toque de arrogância. As criticas mais embasadas se resumem às referentes à conduta dos religiosos e não à religião em si. O argumento principal é que a religião é a “raiz de todo mal”. Terrorismo, homens-bomba, atentados etc etc etc... Como cristão me sinto à vontade para desprezar tal argumento, pois, ao contrário do Islamismo, o cristianismo não apóia à guerra santa – amai os vossos inimigos – se em alguma época cristãos “guerrearam de forma santa” foi por vontade própria, e não embasados na religião.


Um “pequeno” detalhe que não podemos deixar de destacar é os “bons” frutos do ateísmo no século XX. Um ditador alemão de bigode influenciado por outro alemão de bigode (bigode um pouco maior), um filósofo que costumava dizer “Deus está morto” e que teve suas obras presenteadas às tropas do ditador alemão – 16.000.000 de mortos. Um outro ditador, russo e também de bigode que impôs seu ateísmo à URSS, matou 40.000 sacerdotes e fechou todas as catedrais transformando-as em museus do ateísmo – 3.000.000 de mortos segundo a URSS. 9.000.000, 20.000.000 ou até 60.000.000 segundo alguns outros historiadores russos, e como se não bastasse as mortes, em virtude de doenças, alcoolismo e das dificuldades econômicas, os homens russos, hoje em dia, têm uma esperança de vida de 59 anos de idade. A taxa de nascimentos caiu de forma tão acentuada que a população russa pode vir a encolher até o nível populacional de 1917. Setenta por cento dos casamentos russos terminam em divórcio, e uma mulher russa comum já fez quatro abortos (Yancey, Rumores de outro mundo, p.160). E na tentativa de liquidar o cristianismo da China – 70.000.000 de mortos. Saldo total: hummm....20...40...70...100... até 146.000.000 mortos! Para se ter uma ideia, na inquisição foram mortos 40.000 pessoas. E vale a pena lembrar que na inquisição os perseguidos eram os verdadeiros cristãos que lutavam contra a corrupção da Igreja dominada pelos pagãos que compravam cargos de autoridade na Igreja. A raiz de todo mal não é a religião, os homens só a usaram para dar vazão a sua própria natureza, que como a Bíblia nos ensina, é decaída e depravada. A prova disso é que quando Deus saiu de cena, a coisa não melhorou, mas piorou. É claro que existem ateus de caráter de fazer inveja a muitos crentes, mas a grande diferença do ateísmo para o cristianismo é que quando o cristão age de forma errada ele vai contra o que professa, já o ateu não erra jamais, pois para ele não há lei a ser infringida – Se Deus não existe tudo é permitido disse Dostoievski – se ele decide matar, ele pode, pois não tem fundamento moral para se basear. E porque não lembrar que as maiores Universidades do mundo – incluindo a de Dawkins, Oxford – foram fundadas por... cristãos? E será que Dawkins se esqueceu de Gandhi, Martin Luther King, Madre Teresa e a Cruz Vermelha? E Francis Bacon, Newton, Pasteur dentre outros cristãos que por insistirem que Deus era um ser racional e criador de criaturas racionais abriram o caminho para a ciência que Dawkins hoje estuda? Todos eles agiram de tal forma impulsionados pela religião, já o ateísmo não tem poder de impulsionar ninguém a nada. Julgar o Cristianismo pelo lado ruim é como julgar os apóstolos por Judas Iscariotes.


Parte I – The God Delusion


As afirmações do documentário seguem sem muita ponderação – é porque é – como quando Dawkins afirma simplesmente que não há razão para acreditar em Deus sem sequer pesar e ponderar qualquer argumento contrário. Ele chega a afirmar que a religião desencoraja o pensamento racional e estimula a manter nossa fé apesar das evidências contrárias, nos tornando mais virtuosos com isso. Não posso negar que de fato lideres cristãos ajam de tal forma e muitos cristãos não pensem de forma crítica e racional, porém, não estamos falando dos religiosos, mas da religião em si, como eu já disse. Mas o cristianismo não apóia tal pensamento, Deus nos convida a arrazoar (Is 1.18), a amá-lo de todo entendimento (Mt 22.37), a dar respostas àqueles que pedem (1Pe 3.15), e nos compadecer dos que duvidam (Jd 22). A definição de fé de Dawkins é absurda – fé é a suspensão do pensamento critico – e, portanto contrária à ciência. Como já demonstrei, não é assim que o Deus cristão age, e a verdadeira fé cristã é crer naquilo que você tem motivos racionais para crer, é claro que haverá sempre espaço para dúvida e é ai que entra a fé, da mesma forma o ateísmo também exige fé, pois também não nos dá total certeza, cabe a nós pesarmos as evidências prós e contras e nos decidirmos entre crer ou não crer, de qualquer forma, se eu crer e estiver errado eu morrerei e pronto, agora se eu não crer e estiver errado passarei a eternidade em um ambiente não muito aprazível.


Dawkins defende a ideia de que, ao contrário da religião, a ciência consiste no acumulo de evidências usadas para atualizar teorias de como as coisas funcionam e ele nos conta a história de um antigo professor de seus tempos de universitário que defendeu apaixonadamente uma certa teoria durante anos, até que um cientista americano veio à sua Universidade e mostrou que a teoria tão apaixonadamente defendida pelo professor estava errada. O professor o agradeceu por ter mostrado que ele estava errado esse tempo todo e ter colaborado com o avanço da verdade cientifica. Bom... verdade cientifica? Como pode uma verdade avançar e ser atualizada? Ou uma verdade é verdade, ou não é verdade, simples assim. O problema é que a ciência é baseada na interpretação humana, propensa à falhas, o que é verdade hoje amanhã não é e vice-versa. Já a teologia parte de uma Verdade revelada, e toda descoberta serve para nos aproximar dessa Verdade, quando uma descoberta contraria a Verdade, não deixamos simplesmente de acreditar nela, mas questionamos tal descoberta ou nossa interpretação da Verdade. Por exemplo, a Bíblia descreve diversas vezes o império hitita, mas até 1906 não havia nenhuma evidência para tal império, a evidência era “jamais existiu tal império”, até que Hugo Winkler em 1906 descobriu uma biblioteca com 10.000 titulos que documentava ostensivamente os hititas. Resultado: a evidência antiga estava errada, quem estava com a Verdade acertou, quem duvidava teve que dar o braço a torcer. Um exemplo de re-interpretação da Verdade é a teoria da evolução que nos abriu os olhos para a não literalidade de Gênesis que a própria Bíblia evidencia e Sto.Agostinho já dizia há 1700 anos. (Leia meu texto Evidências para a criação em seis dias não-literais). Nós seres-humanos somos propensos à falhas, Deus não, portanto é mais sábio permanecer com a Verdade revelada, e mais lógico acreditarmos que quando a descoberta humana contrária a Verdade revelada, o problema está com a primeira.


Um argumento, talvez mais complexo, é a pergunta que Dawkins deixa àqueles que dizem ser necessário um Deus para que todo o Universo tenha sido criado, que é “Quem criou Deus?”. Ora, já que os crentes dizem que o mundo precisa de um Criador, então o próprio criador também precisa de um criador, parece muito lógico, mas não é tanto assim. Deus é a causa primeira de toda criação, portanto é ilógico perguntarmos "quem criou Deus?" pois isso nos leva a um circulo infinito – Quem criou o criador de Deus? Quem criou o criador do criador...?. O argumento consiste no fato de que há poucas décadas atrás, os cientistas acreditavam que o Universo sempre existiu e nunca teve um inicio, portanto não precisavam se preocupar com o que veio antes – ele sempre existiu e pronto. Mas a questão é que hoje a teoria do Big Bang é provada, o Universo surgiu do nada e teve inicio em algum ponto distante do passado! O que nos leva a pergunta "Quem criou o Universo?", já que tudo que tem inicio tem que ter uma causa, diferente de Deus que sempre existiu e é a causa primeira de tudo. E dada à complexidade do Universo e sua aparência de ter sido planejado, deduzimos que algo ou alguém o arquitetou de forma inteligente. Norman Ramsey, Nobel de física em 1989 disse, “Bem, quando acreditávamos que o universo não teve inicio, não era necessário nos preocuparmos com o que veio antes. Mas uma vez que nós aceitamos a ideia de que o universo teve um inicio em um ponto especifico do passado, temos que pensar no que veio antes. Então, físicos agora estão pensando sobre questões que somente teólogos e filósofos se preocupavam no passado.”


Para finalizar, Dawkins ainda cita absurda parábola de Bertrand Russel, do bule que circula em torno do sol. Se disserem que há um bule orbitando em torno do sol, a maioria das pessoas não vai acreditar. Assim como não há como provar que o bule não esteja lá, a ciência não pode provar a não-existência de Deus, nem das fadas ou unicórnios. Mais uma vez, a arrogância de Dawkins se faz presente, fazendo uma afirmação falaciosa sem consultar uma opinião contrária. Nenhuma civilização divide sua história entre antes e depois do bule, nenhum bule deixou um livro escrito por 40 autores durante 1500 anos que tratam do mesmo assunto, além do mais, bules não tem inteligência, portanto o exemplo de Dawkins, ao comparar um objeto inanimado com um ser vivo inteligente, é por demais idiota e arrogante.


Parte II – The Vírus of Faith


No segundo episodio do documentário o nível da argumentação melhora consideravelmente, mas ainda deixa a desejar, no inicio o foco continua a ser a conduta dos religiosos e não a religião em si. Dawkins insiste em humilhar e diminuir os líderes religiosos com os quais conversa. Seleção natural? Sobrevivência do mais forte? Dawkins parece levar as premissas evolucionistas ao pé da letra. Não é de surpreender tamanha arrogância, pois conhecimento humano ensoberbece. Dawkins reclama daqueles que tentam impor sua cosmovisão aos outros, como pais que criam seus filhos na religião e em colégios religiosos. Mas o que Dawkins está fazendo nesse documentário senão impondo sua cosmovisão a todos? O que esses pais religiosos fazem não se compara a atitude arrogante de Dawkins que se julga dono da verdade e superior a todos que o contrariam.


Dawkins diz ser profundamente perturbador pensar que existem crentes que usam a ideia do inferno como meio de policiar a conduta moral do povo. Que tipo de sonhos uma criança terá quando atormentada pela ideia do inferno? Não seria crueldade? Bom, partindo da premissa de que Deus não existe, Dawkins está certo. Mas, se Deus existe, Dawkins está terrivelmente enganado, nesse caso, a crueldade seria não alertar as pessoas da realidade do inferno. Dawkins esquece que foi exatamente essa imagem terrível do inferno usada por Jonathan Edwards e outros evangelistas para revolucionar e salvar sua Inglaterra do estado caótico que se encontrava no século XVIII. Essa estratégia, não é tão ruim quanto parece, mas muito pelo contrário.


Finalmente, Dawkins começa a atacar a religião em si. Criticando a moral cristã com base no Antigo Testamento e algumas passagens que descrevem crueldades indignas de um Deus “todo-amoroso”. O que Dawkins esquece é o Antigo Testamento descreve a realidade assim como ela é, cruel e atroz, a mesma realidade que lemos nas páginas dos jornais de hoje em dia. O Antigo Testamento não é um livro que trata de ficção, como Dawkins gosta de afirmar, mas sim um livro terrivelmente real. Mas da mesma forma que Deus não aprova as crueldades que ocorrem hoje no mundo, nem tudo que a Bíblia cita, Deus aprova. É necessário distinguir entre o que a Bíblia relata e o que ela aprova. O livro de Juizes descreve uma mulher que foi morta, dividida em 12 pedaços e cada um enviado a uma das tribos de Israel. Cruel? Sim. A Bíblia aprova? Não. Um homem oferece sua própria filha para preservar a vida de um hóspede alvo dos desejos de seus vizinhos. Cruel? Sim. A Bíblia aprova? Não! Mas, é claro, esse principio não se aplica a toda a passagem cruel da Bíblia, existem passagens em que Deus manda matar povos inteiros incluindo mulheres e crianças. Cruel? À primeira vista sim. Mas a verdade é que Deus mata a todos – incluído eu e você – mais cedo ou mais tarde. Ele é o Autor da Vida, e, portanto, Aquele que detêm os direitos de tirá-la. Muito pode ser dito sobre a suposta crueldade divina do Antigo Testamento, mas eu concluo com uma citação cujo autor não me recordo: “Só considera que a morte é o maior dos males, quem é materialista e acredita que só existe esta vida física, que seria o bem supremo."


Em seguida, a critica de Dawkins é contra o centro da teologia neotestamentária, a sadomasoquista doutrina da expiação. Deus sendo torturado e executado como expiação pelos nossos pecados. “Se Deus queria perdoar nossos pecados,” diz Dawkins, “porque não simplesmente perdoa-los? A quem Deus quer impressionar?”. Isso mostra que Dawkins sequer se deu ao trabalho de pensar a respeito da doutrina da expiação. Deus não é só misericórdia, mas também justiça. Um juiz, por mais misericordioso que seja, não pode simplesmente perdoar um criminoso sem que o preço pelo seu crime seja pago, pois isso não seria justiça de forma alguma. É simples assim, e creio que não há necessidades de explicações mais aprofundadas. A doutrina é clara para qualquer pessoa destituída da arrogância “Dawkinsiana”. Se a doutrina é tão absurda para Dawkins, ele terá a escolha de recusá-la e pagar pelo seu crime, todo ser humano pode fazer essa escolha, o preço? A própria alma.


Conclusão

Esse documentário serviu para mostrar que o ateísmo de Dawkins, assim como de boa parte dos ateus, não tem raízes racionais. O orgulho e a arrogância são os verdadeiros motivos que mantêm pessoas como Dawkins afastadas de Deus. Pessoas arrogantes não lidam bem com autoridades, não é diferente com a Autoridade Última. Essa é a verdadeira razão que leva uma pessoa a dedicar a vida a provar a não-existência de Deus. O ateísmo junto com a infantil tendência à provocação, peculiar nos escritos de Dawkins e outros ateus contemporâneos, e o ar de heroísmo desses homens, me faz lembrar do que Freud chamou de projeçãp. Nós temos a tendência de projetar a imagem que temos dos nossos pais na infância, para as autoridades na fase adulta, inclusive a Autoridade Última, é só uma hipótese, mas sinceramente gostaria de poder perguntar a eles sobre seus pais. O ateísmo tem muito mais razões psicológicas do que intelectuais, melhor dizendo, psicológicas travestidas de intelectuais. Seja a arrogância, experiências traumáticas, ou conflitos com os pais.


Lembro que quando eu estava dando meus primeiros passos na fé cristã eu tremia perante qualquer ateu ou argumento que pudesse derrubar a minha fé, com minha mentalidade racional ao extremo e critico do jeito que sou, passei por períodos de intensas dúvidas e cheguei a pensar em abandonar a fé por tudo não passar de uma grande mentira. Hoje, minha fé foi aprofundada e enraizada. Toda dúvida só serviu para tornar minha fé ainda mais inabalável. Por isso eu encaro esses ataques à religião, que estão muito populares hoje em dia, não só com Dawkins, mas também Michael Onfray, Sam Harris e Daniel C. Dennett, como positivos a fé cristã. É importante lembrarmos que foram nos períodos de mais intensa perseguição que a Igreja mais cresceu, creio que todos esses ataques intelectuais serão responsáveis para limpar o cristianismo de crenças supersticiosas, aniquilar as religiões falsas, aprimorar a conduta dos cristãos e aprofundar nossa fé. Amém.

Vitor Pereira 05.07.2007

16 comentários:

Felipe Pimentel Lopes de Melo disse...

Interessante sua defesa da fé. Apesar de não compartilhar das suas idéias, gostei de como você argumenta. Mas cuidado, os cirstãos podem ser tão ou mais violentos que quaisquer. A única guerra santa que vivemos hoje foi declarada por cristãos dos EEUU. Lembra das declarações de Bush?!

Vitor Pereira disse...

Pois é Felipe.
A história prova que os cristãos sabem ser violentos.
Mas o que eu penso, é que não podemos colocar a culpa no cristianismo por homens agirem de forma tão contrária ao que dizem seguir, como o Bush, que além das guerras, "caga" para o planeta. "Belo" exemplo de cristão.
Um abraço!

Vitor Pereira disse...

Não confundam fundamento moral com imoralidade.
Muitos ateus, por brincarem de ateísmo, não conhecem as implicações de sua (des)crença. No ateísmo simplesmente não existe moral, e contra isso não há como argumentar. Leis só existem caso haja um legislador maior. No ateísmo isso não existe. Mas o fato de não terem fundamento moral não implica que sejam imorais, eles ainda tem a Lei Natural em suas consciências. Mas simplesmente o ateu não tem a menor base para diferenciar o bem do mau. Se o ateu é bom, é bom por conveniência e não por ser o certo a se fazer. Se for mal, ninguém pode falar para ele que ele está errado, pois para ele o que faz é certo e não há autoridade maior para corrigi-lo.

Vitor Pereira disse...

Gente arrogante feito Dawkins que pensa entender sobre o assunto, lá vocês podem dar vazão a vossa infatilidade, é 10 contra 1.
Aqui não vai ter bagunça, cresce menino. E abre sua cabecinha.

Pirula disse...

Não acho que o ateísmo implique em imoralidade. Leis estão aí, a constituição é uma norma de conduta, e não tem nada a ver com religião. Prega o princípio de justiça, boa conduta e respeito à liberdade alheia. Isso é senso comum para animais sociais como o homem. É a melhor maneira de convivermos bem uns com os outros. Mas, obviamente, sempre têm os espiritos de porco que nao concordam e infringem a lei, e por conseguinte, o respeito ao próximo. O que as religiões fazem é unir essas coisas como uma norma ditada por uma força suprema. E convenhamos que é a melhor maneira de fazer os outros obedecerem. Alem do mais, o "certo" e o "errado" variam tenuamente de religião para religião. Qual é a certa?

Vitor Pereira disse...

Só pra citar um exemplo de baboseiras:

Renan diz: Engano seu. E quem faz a religião se não os homens? Para afirmar o que você afirmou é preciso partir do pressuposto de que Deus existe e, depois disso, de que tenha ditado uma religião para os homens. Sem esses dois pressupostos, que não podem ser comprovados, sua afirmação é invalida.
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Impressionante a desonestidade intelectual desse povo. Agora se eu disser que o Budismo me incentiva a matar, sou eu que faço a religião? Cristo nunca ensinou guerra santa a ninguém, se um cristão o faz, contrária o que o Mestre pregou. Portanto seu argumento é lixo. Cristo NÃO ensina a matar, portanto quem o faz O contraria. Mais simples impossivel.

Se prendam também a interpretações idiotas e veterotestamentárias da Bíblia, só tenho a lamentar.

E eu não julgo o ateísmo pelo lado ruim (como se tivesse um lado bom) apenas usei da mesma tática absurda de Dawkins, mas quando convém o argumento vale, quando não convém não vale. Êta!

Vitor Pereira disse...

Yuri é outra piada...
Ignora tudo que foi postado e vem dizer que eu disse o que eu não disse.
Se o povo é tão ignorante a ponto de não compreender algo tão simples, só tenho a lamentar.
É isso ai Yuri, quem não fez "primeira comunhão" não pode ser moral.
PIADA.

Marcus Vinicius disse...

Vitor;
Você foi muito prudente no seu comentário.
A questão moral, é algo que me tem feito aprofundar na fé Cristã.
Ser moral - por conveniência, é realmente diferente de fazer escolhas, onde as vezes se tem de lutar contra a "correnteza".
Tem um Ciêntista cristão dos Estados Unidos, chamado Jhon N Clayton, que disse algo que me chamou a atenção:
-Colocar Ateus no papel de imorais, é um fundamento ilógico que farão pessoas desafiar o Cristianismo; deixar de responder certas perguntas, dizendo que está no "terreno de Deus", fará com que pessoas reflexivas desistam de buscar Deus!
Já que para um Ateu não existe moral, isso significa que não podem receber o título de imorais.Nisso você realmente foi muito brilhante!
Outro ponto que gostaria de eluciar de seu comentário, é a parte tocante a fé.Se nós esperarmos "provar a existência de Deus" baseado em equações ciêntificas, estaremos em grande erro.Pois se isso fosse possível, a fé seria desnecessária.
Vejo que o bom Deus, nos faz aprofundar para que nada seja feito por conveniência.

Renan disse...

É nisso que dá. Você é educado, debatendo idéias com a pessoal, então ela vira e te chama de "desonesto intelectual"... Mas tudo bem.

Caro Vitor,
acho fabulosa a mensagem de Jesus sobre amor e etc, mas não é isso que está sendo discutido aqui. Não misture as coisas. Você insiste em tratar a religião como "religião em si", algo transcendente, sendo que ela não é. Jesus pode ter deixado uma mensagem, mas quem faz a religião é o homem. Se quiser contrariar isso, vai ter que comprovar aqueles dois pressupostos.

Cordialmente,
Renan

Vitor Pereira disse...

Pirula, sua conclusão NÃO está errada.
Você está certo sim. Mas o problema é que você se baseou em um pressuposto errado. Como eu já disse centenas de vezes a não existência de fundamento moral não implica em imoralidade. Mas a questão é que no ateísmo não há quem possa controlar o certo e o errado, já que isso não passa de mera convenção humana. Se aparece um Hitler, com base em QUE eu posso afirmar que ele está errado? Somente com uma Autoridade Máxima. Não com a religião em si, que apesar de discordar em certos principios morais, no fundo vemos o mesmo principio perspassando todos eles. A questão não é haver uma religião como fundamento moral, mas sim uma Autoridade Última que possa nos ajudar a definir o certo do errado. Um abraço!

Vitor Pereira disse...

Obrigado pelo comentário Marcus Vinicius.
Infelizmente muitos ateus não conseguem entender a diferença entre fundamento moral e imoralidade por mais explicado que seja, ou é ignorância ou é desonestidade.
Um abraço!

Vitor Pereira disse...

Yuri, não me vem com esse papo de "um fala todo mundo cala". Quanto eu estou sozinho contra 10 que ignoram 90% do que eu falo ninguém fala nada.
Mas aqui não é lugar de baderna. Se você ler honestamente o que eu escrevo saberá aonde você errou.
Um abraço.

Vitor Pereira disse...

Renan, você quer trazer outro assunto a baila, e no momento não será discutido isso, mas espere que não vai demorar até que eu escreva algo por aqui. Jesus não foi homem bonzinho, Ele foi Deus, pelo menos foi o que o próprio disse, não dá pra desvincular sua mensagem da sua divindade, ou o aceitamos por completo ou o julgamos como um louco. Existem diversas fontes onde você poderá conseguir informações confiaveis sobre Ele e a origem do Cristianismo. Por ora, não será aqui. Só adianto, se você for daqueles que acham que os Evangelhos foram escritos 200 anos depois de Jesus, que a Igreja fez isso ou aquilo com os documentos históricos, ou que Jesus foi só um homem bonzinho, se você for honesto, descobrirá que isso é conversa pra boi dormir.
Um abraço

Daniel Assumpção disse...

Olá Vitor.. Gostaria de dizer q sou um ateu convicto.. Mas condeno este tipo de postura arrogante e lamentável de Richard Dawkins.. A ciência não tem nada a ver com provar a não-existência de Deus, e muito menos relaciona-se com a questão moral diante da "verdade".. Como vc bem disse, não há imoralidade em se acreditar em Deus, mesmo para um ateu!!
Invariavelmente, este bom biólogo está direcionando sua carreira para um caminho infeliz: provar o improvável.. E mais, expressa um ódio incontido por Deus, chegar à conclusão, através de seu campo de estudo, de que Ele não existe.. No fundo, ele não aceita a própria idéia que prega: a de que Deus seja um delírio..
Parabéns pelo blog!! Sou ateu mas gosto muito da diversidade de opiniões.. Continue escrevendo!!
Um abração
Daniel

Daniel Assumpção disse...

Apenas um pequena correção, Vitor..
Como psicólogo e psicanalista, percebi que vc Freud.. O que vc descreveu está correto, mas o nome técnico para isso é "projeção", e não "transferência".. Transferência também é um termo psicanalítico, mas tem outro conceito, ok?
Parabéns pelo texto
Daniel Assumpção

Vitor Grando disse...

É verdade, Daniel.

Obrigado!

 
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