segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Eu li... Jesus e o Império: O Reino de Deus e a Nova Desordem Mundial - Richard Horsley


Richard Horsley, professor de Línguas Clássicas e Religião na Universidade de Massachusetts, nos apresenta uma análise do movimento iniciado por Jesus à luz dos fatos sociais da época. Ele mostra como Jesus se opôs ao opressor Império Romano. Naqueles tempos, César era visto como Senhor e o Salvador do povo, as pessoas eram "salvas" pela fé em César. Jesus ao reinvidar o senhorio para si estava, em outras palavras, afirmando que César não é Senhor, é claro que o Império não deixaria isso passar em branco. Aqueles primeiros cristãos tinham total ciência de que ao aceitar o senhorio de Cristo eles estavam se posicionando contra o poder da época. Enquanto o Estado reinvindicava total servidão de seus cidadãos, inclusive decidindo sobre a educação de filhos e passando por cima dos direitos dos cidadãos quando disso dependia a estabilidade do Estado, que tinha prioridade máxima, Cristo reinvindica o mesmo senhorio, nós somos Seus servos de modo que o que prevalece são os propósitos d'Ele mesmo quando isso custa os nossos. O que mais aprendemos lendo Horsley, na minha opinião, é a dimensão das reivindicações Cristãs e do senhorio de Cristo. Ou Cristo ou César. Ou Cristo ou o Mundo. Não há meio termo.

8 comentários:

Roger disse...

Como você escreveu, parece que o livro é muito bom. E aí como foi a palestra dele em sua faculdade?

outro tema:

Li o E-mail do Post anerior seu e queria te perguntar, vc já leu a Trilogia de Schaeffer?

Abrçs,

Roger

Vitor Grando disse...

A Palestra foi muito boa, ele falou basicamente o mesmo conteúdo do livro. A verdade é que eu estou sem tempo de fazer uma resenha melhor e escreve apenas algumas palavras que vieram a mente nesse post.

Duas coisas que me chamaram atenção na palestra foram:

Ele interpreta a resposta de Jesus "dai à César o que é de César, dai à Deus o que é de Deus", como uma afronta implícita ao Império Romano. Afinal, se termos que dar a Deus o que é dEle, não sobra nada para César, visto que à Deus pertence tudo.

Ele também mostrou que existe uma forte ligação entre possessão demôniaca e fatores políticos e econômicos. Quando Jesus indaga aquele homem possesso e os demônios respondem que seu nome é "Legião", ora, "legião" nada mais é do que uma unidade militar do Império Romano! Ele citou um exemplo de um país da África onde os demônios tinham nomes de líderes ingleses. Aí eu pensei comigo mesmo, não tá claro, então, porque os "tranca-rua" são tão presentes nas manifestações "demôniacas" aqui no nosso país? Fatores econômicos explicam.

Cara, infelizmente, nunca li nada do Schaeffer. Minha namorada tem How Should We Then Live? e Escape From Reason mas ainda não os peguei para ler. A triologia consiste nesses dois mais O Deus que Intervém, não é?

Ah, li por ai você dizendo que fez um mestrado aí em Munique, legal hein! Se "mestrou" em quê?

Um abraço!

Vitor

zwinglio rodrigues, pr. disse...

Vítor, paz!!

Dê um olhada em

http://tempora-mores.blogspot.com/2008/09/est-jesus-tambm-entre-os-profetas.html

Caso já tenha acessado o endereço supra, desconsidere esta indicação.

Abraços!!!

Vitor Grando disse...

Eu já vi sim Zwinglio!
Mas foi bom lembrar.
Um abraço!

Anônimo disse...

olha, como baixa esse livro, nao estou vendo o link pra download, livro importante.

Vitor Grando disse...

Anônimo,

O Livro não está disonível para download.

Danielhenlou disse...

Prezado Vitor, vi que você colocou um linque para um texto de Dinesh D'Souza que traduzi, pelo que agradeço. Pesquisei o saite e encontrei esse texto. Permita-me discordar da visão esposada pelo autor Richard Horsley. A ocasião em que Cristo diz para dar a César o que era de César foi no contexto de uma pergunta capciosa feita por fariseus sobre se os judeus deveriam ou não pagar impostos ao Império Romano. Muito sabiamente, Jesus se saiu com essa resposta, em que frustou a armadilha dos fariseus e glorificou o Pai. Jesus não era o Messias libertador político. O Reino dele não é desse mundo. Ele tem poder sobre os reinos da terra, porém respeita jurisdições concedidas.

Atenciosamente.

informadordeopiniao disse...

Agora eu pesso licença ao Daniel para efetuar uma correção exegética. Nas moedas, havia a inscrição "DIVI F", DIVI FILIUS, significando "Filho de Deus". Ou seja, há uma clara e inteligente, para quem estava naquele contexto presente, tirada contra o império, no sentido de que ele estava usurpando para si o que era de Deus. Deus era prioritário.
Não podemos usar de anacronismo. Temos que interpretar primeiramente buscando analisar o contexto primário. E nesse contexto, não havia a distinção moderna de fé e política.
Logo, o messianismo do movimento de Jesus realmente tinha implicações para com a legitimidade da ordem política exploradora, embora isso machuque algumas consciências atuais. Quando Jesus diz "meu Reino não é deste mundo" não é uma referência a um evangelho desencarnado, mas antes, aos padrões e racionalidades.
Observe a análise que fiz sobre o termo "Filho do Homem" aqui:http://adcummulus.blogspot.com/2009/05/juizo-final.html

Abraços

 
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