sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Eu li... Super Crentes - Paulo Romeiro

Super Crentes: O Evangelho Segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os Profetas da Prosperidade
Paulo Romeiro


Paulo Romeiro é mestre em Teologia pelo Gordon-Conwell Theological Seminary (Boston, EUA) e Doutor em Ciências da Religião pela Metodista de São Paulo. Neste livro, lançado há 10 anos atrás, Romeiro faz uma breve análise e crítica da doutrina da "confissão positiva" ou "teologia da prosperidade". O autor começa traçando as raízes desse movimento até as religiões orientais, Nova Era e Ciência Cristã. Segundo a análise do autor, Kenneth Hagin, que é chamado de "papai" entre os teólogos da prosperidade, na verdade não seria exatamente o pai de tal teologia, mas sim teria bebido Essek William Kenyon que por sua vez foi muito influenciado por Charles Emerson que era um verdadeiro "colecionador" de religiões, sendo influenciado pelo congregacionalismo, universalismo, Nova Era e a Ciência Cristã. É claro que dessa misturada toda não pode sair coisa boa, mas foi daí que Hagin bebeu e se tornou o "pai" de muitos.

A doutrina da confissão positiva ensina que devemos proferir com nossa boca aquilo que queremos trazer à existência. Pela fé, o que falamos deve se tornar realidade. Tal doutrina prega que o crente não só deve ter a saúde em perfeito estado, mas também deve usufruir de grandes riquezas materiais nessa terra. Hagin chega ao ponto de dizer que devemos exigir de Deus as melhores roupas, os melhores carros, o melhor de tudo, pois tudo isso seria um direito do crente. O triunfalismo é tão presente no meio dessa bagunça toda que muitos chegam a afirmar que nós, crentes, somos deuses e usufruímos da mesma natureza de Deus (Hagin, Valnice Milhomens, Miguel Ângelo, Benny Hinn, Marilyn Hickey, R.R. Soares...). Como se não bastasse, o "pai" Hagin afirma que Jesus ao morrer assumiu a natureza de Satanás, o que é uma extrapolação de qualquer interpretação minimamente plausível da Bíblia. Esse povo cria doutrinas heréticas super-enfatizando passanges obscuras e distorcidas da Bíblia. Esquecem dos inúmeros sofrimentos que passaram os grandes homens da Bíblia. Lembram-se de homens como Abraão, Davi e Salomão que não só foram mas também tiveram, mas esquecem do final de Hebreus 11 onde o autor relata aqueles que foram, mas nada tiveram e ainda assim foram considerados indignos deste mundo. Certamente, é melhor para o Corpo de Cristo que os ensinos dessas pessoas passem bem longe de nossas igrejas, eles podem até ser cristãos sinceros, mas além de propagarem ensinamentos heréticos, causam muita dor e sofrimento ao povo de Deus devido às promessas não cumpridas e milagres que nunca acontecem.

Um ponto importante à ser destacado é o fato de que todas as críticas de Paulo Romeiro são às idéias de tais pessoas e jamais dirigidas à pessoas especificas, pelo contrário, Romeiro reconhece que muitos dessas pessoas são cristãos sinceros e, portanto, ele evita qualquer confronto com pessoas, combatendo apenas idéias. Isso é uma característica incomum no meio de pessoas que, assim como Romeiro, criticam os modismos evangélicos, mas que parecem mais interessadas em destruir o trabalho alheio do que em exortá-los para o bem e a unidade do Corpo de Cristo.

Um exemplo de pensamento dos líderes evangélicos de hoje é esse aí:

"Usar a frase 'se for da Tua vontade' em oração pode parecer espiritual, e demonstrar atitude piedosa de quem é submisso à vontade do Senhor, mas além de não adiantar nada, destrói a própria oração" R.R. Soares.

Esse é o pensamento daqueles que estão à frente dos evangélicos brasileiros, não é difícil descobrir porque a Igreja se encontra no presente estado.

19 comentários:

Daniel Grubba disse...

Vitor,
Temos que reunir forças e lutar contra o sofisma desta teologia pos-moderna e triunfalista. O problema é que estes conceitos invadiram as igrejas e a mente daqueles que recebem tudo sem a devida nobreza dos bereanos (Atos 17.11).
Para aumentar a indignaçào de todos recomendo os livros: Decepcionados com a graça, Evangélicos em crise, ambos de Paulo Romeiro. Um outro livro: O que estao fazendo com a igreja de Augustus Nicodemus.
Como bem disse o Vitor, estamos criticando idéias e não pessoas, pois idéias tem consequencias.

zwinglio rodrigues, pr. disse...

Vítor, paz!!!

Tenho minhas reservas em relação à TP e à teologia de Hagin - em alguns aspectos.

Mas, Romeiro [citado por ti], Nicodemus [citado pelo grubba], deveriam tratar dos desvios teológicos do pentecostalismo e dos reformados até que eles fossem sanados...

Mas como fazer isso se os erros deles lhes soam como acertos?!!!

Ou será que a teologia deles é irretorquível?!!

A Igreja, o Corpo Místico, o Organismo Vivo, está sendo solapado de todos os lados por todas as tradições [e pelos ditos modismos] teológicas-denominacionalista há milênios...

Tô aqui "brigando" com um punhado de irmãos sobre isso que acabei de expor... veja abaixo

https://www.blogger.com/comment.g?blogID=3050225699462347231&postID=6960674783323199863

Hélio disse...

faz ...trocentos anos que este livro tá lá na prateleira, empoeirando.... acho que a realidade se sobrepôs à ficção, e fui obrigado a ver e ouvir (e principalmente criticar e filtrar) aquilo que você me poupou de ler... obrigado!

abraço!

Roger disse...

Quando esses desvios forem purificados, tirados do seio da igreja teremos um ambiente mais amoroso, mais humano, mais cristão para deixar Deus ser o que é e nós sermos quem na verdade somos.

O resto é ilusão, ambição e não cristianismo...

Daniel Grubba disse...

Concordo que nenhuma destas teologias citadas pelo Zwinglio sejam perfeitas, mas o que precisamos com urgência é de equilíbrio. Obviamente, Nicodemus não é padrão absoluto da verdade, e ele nunca tomou para si tamanha insanidade, todavia, quando ele faz julgamentos a luz da Palavra contra algumas práticas distorcidas devemos reconhecer com humildade.
O problema é que ninguém hoje em dia vê defeito em nada. Ah, a igreja tá crescendo, então porque mudar? este é o pensamento expansionista da maioria das igrejas.
abçs,
Daniel

zwinglio rodrigues, pr. disse...

Irmão Grubba, paz!!

Você disse:

"O problema é que ninguém hoje em dia vê defeito em nada."

Você errou meu irmão!!! O sr. Nicodemus é um dos que vê e vai pra cima dos erros... dos outros é claro...

Você fala de uma teologia triunfalista [e aqui está a TP] em um tom que parece demonizar tal teolgia... mas, deveria dizer também que Calvino já propunha o ideal capitalista... o ter como sinônimo da benção divina, da predestinação...

Para André Bieler, Calvino, calvinismo e capitalismo se conjugam perfeitamente...

então, as raízes, onde elas estão... é isso que deve ser buscado até...

Daniel Grubba disse...

Paz Zwinglio

Você escreveu: Você errou meu irmão!!! O sr. Nicodemus é um dos que vê e vai pra cima dos erros... dos outros é claro...

Obrigado por me lembrar...rs..

A propósito, não sou defensor do Dr. Nicodemus, não vejo nele nenhum tipo de infalibilidade teológica. Mas se existe fundamento escrituristico na crítica, nao o ouvirei apenas por ele ser calvinista convicto? A verdade é a verdade, não importa quem seja o portador dela. Quem pensa o contrário, por fim se tornará um dogmático unilateralista. Isto vale para mim, para o Dr. Nicodemus, ou quem quer que seja...

È verdade Zwinglio, existe um criticismo pernicioso, difamador e não concordo com isso. Muito menos em demonização do próximo, como muitos costumam fazer com Calvino por exemplo. Nunca apoiarei ataques ad hominem. Então, na dúvida, não interprete minha crítica de modo pessoal.

Quanto a Calvino defender o direito a propríedade privada, não vejo nada de errado nisso. Até onde sei, ele nunca disse que devemos praticar o capitalismo selvagem de hoje ou enriquecermos em detrenimento do próximo, buscando apenas nossos próprios interesses, que alias, é próprio do atual evangelho antropocentrico e TP.

Definitivamente, sou a favor do equilíbrio. Parafraseando o calvinista Wayne Grudem, temos muito a aprender uns com os outros; reformados com pentecostais e pentecostais com reformados.

Abraços,
Daniel

zwinglio rodrigues, pr. disse...

Grubba, observe:

"reformados com pentecostais e pentecostais com reformados."

Onde ficam os neopentecostais nessa fala de Grudem?!

São esses a escória cristã e teológica...

Eu, coitado, sou batista, mas sou "emedozista"/"gedozista", por isso sou neopentecostal... logo, sou escória... isso na concepção dos supostos dententores da sã doutrina...

Penso que o neopentecostalismo é uma resultante desses outros movimentos citados pelo Grudem...

penso que as mazelas da Igreja atual não existem por causa do neopentecostalismo...

a meu ver, o neopentecostalismo não é a raiz, mas o fruto dos erros daqueles que hoje apontam os erros desses...

Abraços!!

Daniel Grubba disse...

Zwinglio,

O conselho do presbiteriano Grudem está em sua teologia sistemática em um capítulo (para espanto de muitos) que trata da existência dos dons na atual dispensação. Então, quando ele sugere um diálogo entre grupos distintos, ele quer dizer que os reformados/tradicionais devem aprender a desenvolver uma fé mais "experimental" no uso dos dons, e os carismáticos devem aprender a ter mais zelo pela revelação escrita e tomar cuidado em não negligência-la. Ele na verdade cita dois grupos de um modo generalizador: tradicionais e carismáticos (entenda: pentecostal e neopentecostal). Particularmente, gostei muito do tom conciliador de Grudem.

Caro Zwinglio, eu em converti há 05 anos em uma igreja neopentecostal e não tenho intenção em sair de lá. Todavia, quanto faço uma crítica ou endosso, é porque vejo razão bíblica e coerência teológica em tal crítica. Assim, fico no anseio por uma reforma no seio da igreja que pertenço. Existem muitas coisas positivas no "mov. pentecostal/neo" e tanto Romeiro quanto Nicodemus reconhecem, mas eles estão alertando quanto aos exageros (exagero no proselitismo, prosperidade, batalha, maldição, títulos, gospel, atos proféticos, misticismo, divinização...a lista prossegue). Você deve contemplar diariamente o quanto as distorções de alguns ensinos são prejudiciais.

Você disse: a meu ver, o neopentecostalismo não é a raiz, mas o fruto dos erros daqueles que hoje apontam os erros desses...

Pois bem. Você não concorda que temos que fazer algo para erradicar estes erros, uma vez que eles estão gerando péssimas consequências para a fé pessoal de muitos e para corpo de Cristo de um modo geral? E se fazemos parte do grupo em questão, porque não alertamos os que estão mais próximos de nós?

Você tem repetido que devemos para olhar para a raiz, ok? Vi esta semana. "Olhe para a arca e seja curado". Onde está a raiz disso? Vou ter que ir na Católica e pedir para que parem com o paganismo? Lutero já fez isso!Tem muita coisa, talvez a maioria, que surgiu na mente dos expoentes da teologia neopentecostal, se é que exista uma teologia séria nesta colcha de retalhos que criamos.

Você escreveu: "penso que as mazelas da Igreja atual não existem por causa do neopentecostalismo"

Concordo com você Zwinglio. Mas você não concorda que já contribuímos demais com a perpetuação das "mazelas"? Uma vez que, segundo sua leitura, somos continuidade de mazelas que nos foram outorgadas.

Eles criticam a gente, a gente crítica eles, e as mazelas se reproduzem!

Mãos-a-obra Zwinglio.

Abraços,
Daniel

Vitor Grando disse...

Pô Daniel! Gostei dessa história da arca. Você não teria uma fotinha da arca pra gente dar uma olhadinha, não?

Hehehe brincadeira!

um abraço!

Daniel Grubba disse...

Acho engraçado isso Vitor.
Quando um rito como este (olhar para a arca) ou algo parecido acontece no catolicismo, somos rápidos em condenar tal idolatria.
Mas quando este rito acontece em nossas comunidades/igrejas neo, somos rápidos em defender, dizendo: É um ato profético simbólico.
Qual a diferença de olhar para a arca e para a imagem de um santo?
Posso estar enganado, mas ao meu ver, este tipo de coisa é manipulação de massa, um apelo oportuno a mentes extremamentes pragmáticas.
Alguém pergunta: É olhar e ser curado? Só isso? Não tem né, aquele negócio de cruz, renuncia, santidade? Olha moço, quero uma coisa que resolva meu problema e rápido hein!
Alguém responde: Eu tenho a solução, olhe a arca! Mas, antes faça um pacto com Deus para funcionar direitinho. Deixe uma oferta, ok?

zwinglio rodrigues, pr. disse...

Grubba, paz!!!

Vamos ao labor sem demoras!!

1°)Nada a dizer sobre o seu primeiro parágrafo.

2°)Você disse a respeito das boas intenções [?] de Romeiro e Nicodemus quanto à repulsa deles para com ensinos "exagerados"...

aí você cita maldições, atos proféticos, batalha espiritual...

Eu particularmente acredito em tudo isso...

Meu caro, eles apontam negativamente essas crenças não é porque as Escrituras sejam explícitas, definitivas quanto a condenação das mesmas... eles fazem isso a partir do viés teológico deles... a partir daquilo que eles acreditam ser a melhor práxis exegética... não é atoa que entre eles mesmos, reformados e pentecostais, existem disputas teológicas...

Veja bem:

porque Romeiro não se dedica ao ensino sobre a não perenidade dos dízimos no contexto neotestamentário?

Está mais do que evidente que não há bases normativas no NT para a prática dos dízimos... em meu modo de pensar teológico [aqui estou de acordo com os reformados] a prática dos dízimos é apenas e tão somente de caráter veterotestamentária...

Romeiro não escreve apologeticamente contra o dízimo não porque ele tenha fundamentos sólidos no NT a favor, mas não faz isso por causa de sua perspectiva teológica, de seus costumes denominacionais... há comprometimentos outros... existem conveniências por detrás do pensar teológico dos mais diversos segmentos evnagélicos...

Isso é só um exemplo...

Distorções de ensino tem aqui e acolá... escolher um alvo é simples demais...

Quanto a erradicação dos erros, sou a favor... mas que ela comece primeiro na própria casa dos que querem adentrar à casa dos outros...

Irmão, meu esforço é olhar para a Igreja sempre com o olhar de Corpo e não a partir das denominações, mas, a questão que esse "apologetas" fazem é de salientar as tribos, as denominações, o legado histórico empoeirado deles... pois bem... que eles arrumem de vez as suas casa para depois apontar a sujeira alheia...

Em um de seus texto postado no blog O Tempora, O Mores!, o sr. Nicodemus se referiu aos neopentecostais dizendo que não tem nada contra os mesmos, desde que eles mantenha distância quanto ao ato de congregar, etc... bom, sendo assim, vá cuidar ele única e exclusivamente da casa dele... você não acha?

Eu sou ligado ao movimento da visão celular, como já o informei, mas isso não me impede de questionar o mal uso do ministério apostolar, da mística, da supervalorização de ir a Israel [e outras coisa mais], da negação do diaconato como um ministério distinto, etc...

Tenho minhas críticas... não as deixo de salientar...

agora, o que não faço, é me entregar ao denominacionalismo doentio que me impõe uma viseira tal que me leve a arrogância de dizer que se a Igreja atual não tivesse deixado o legado do cristianismo histórico, ela não estaria como está [quem disse isso foi o sr. Nicodemus]...

3°) Quanto a Lutero bradar contra o paganismo dentro da ICAR... a tal da arca... criações, invencionices...

é evidente que a cabeça humana sempre acaba descambando para uma fertilidade extremada e, as vezes nocivas...

mas isso não é privilégio dos neos...

Vou te dar um exemplo de uma invenção de servos de Deus pior do que a questão da arca:

Você deve saber que as DENOMINAÇÕES são uma criação histórica e que não tem uma resonância bíblica...

A gênese das DENOMINAÇÕES, no contexto neotestamentário é demosntrada na primeira epístola de Paulo aos Coríntios [Champlin afirma isso, e eu estou de acordo com ele]... lá uns diziam: eu sou de Paulo, de Apolo, de Cefas e de Cristo... tat, tal e tal...

Contra isso, o apóstolo se levanta perguntando: está Cristo dividido?!!

Irmão, qual o resultado histórico da não observação de tal questionamento?!!

Se fosse me dada a alternativa entre escolher criar a tal arca e as tais denominações, com as informações que tenho hoje, eu não hesitaria em escolher CRIAR a arca, pois certamente o estrago na vida da Igreja seria bem menor...

E você?

Por fim,

Nada tenho a dizer a respito das sua últimas palavras.

Abraços!!!

Daniel Grubba disse...

Swinglio,
Tenho que lhe dizer que seus últimos argumentos estão muito mais claros que os primeiros. Agora estou visualizando com mais clareza o motivo da sua crítica aos críticos. E neste caso, me vejo forçado a concordar com quase tudo que você expôs.

1) Quanto a erradicação dos erros. Não acredito que a saída é esperarmos eles arrumarem a casa deles primeiro para depois arrumarmos a nossa. E se eles nunca fizerem isso? Alem do mais, "casa deles e casa nossa", não te soa como um denominacionalismo? A casa deveria ser uma so: O Corpo de Cristo. Concordo com você.

2) Quanto a acreditarmos em práticas peculiares ao neo. Ao meu ver, o problema central não está em acreditarmos ou não. Por isso vejo “algumas” críticas, não apenas como uma condenação tendenciosa da parte deles, mas um chamado ao cerne do evangelho. Acredito Swinglio, quando focamos o periférico (infelizmente acontece em nosso meio) e damos a ele valor fundamental, estamos na verdade abandonando o central. Se Deus está usando alguém que não faz parte do nosso meio para alertar quanto a isso, porque não o ouvirei?

3) Quanto a peculiar práxis exegética dos grupos distintos. Como disse o renomado teólogo D.A. Carson, citando algum fílosófo, não somos uma tábula rasa. Temos nossas convicções, pressuposições e preconceitos. E claro, isto torna bastante complexa a tarefa do “julgamento imparcial”. Porém, deveriamos. Quem lê a bíblia com a lente pentecostal vai achar muita coisa ligado ao seu universo. E quem lê com a lente reformada, encontrará outras. Mas a práxis exegética não deveria ser pentecostal e nem reformada, mas bíblica. Neste aspecto admiro Calvino quando ele sugere que a regra basilar na interpretação é a Bíblia interpretando a própria Bíblia.

4) Quanto ao denominacionalismo doentio. Agora sim falamos de um erro histórico. Estudar a história da reforma e não sujar as mãos de sangue, é como uma criança chupar sorvete e não se sujar. Este parece ser um problema social irrecuperável: a tendência de nos unirmos com os semelhantes. Para você ter idéia, nunca um pastor batista, presbiteriano ou tradicional pregou na minha igreja (E oramos todos os dias por unidade). Congressos que fazemos, só entra neo-pentecostal ou preletores indicados pelo conselho apostólico, presidido pelo “apóstolos dos apostolos” Dr. Peter Wagner.
Fico triste com a atitude sectária de Nicodemus também, mas não vejo muita diferença nas nossas igrejas. Estamos procurando por unidade com aqueles que pensam como nós pensamos e creêm no que crêmos. Rick Joyner diz que isso é homossexualismo espiritual.

5) Você escreveu: Se fosse me dada a alternativa entre escolher criar a tal arca e as tais denominações, com as informações que tenho hoje, eu não hesitaria em escolher CRIAR a arca, pois certamente o estrago na vida da Igreja seria bem menor...E você?

Bom, ainda não refleti com profundidade sobre a dificudade envolvida, mas não escolheria nenhuma delas, buscaria uma outra opção.

Um abraço,
Daniel

Profetico disse...

Há mais de 20 anos a pregação baseada na prosperidade ganhou impulso na igreja brasileira, causando estragos na vida de fiéis desavisados.



A Teologia da prosperidade, movimento conhecido também como “confissão positiva” e “palavra da fé”, apregoa que a marca do cristão maduro é a plena saúde física e emocional, e a prosperidade material. O cristão da confissão positiva é “supercrente”, pois acredita que nada o atinge.

recomenmdo...

Anônimo disse...

Me reúno en La Iglesia Local. Este señor Paulo Romeiro esta equivocado, es un ignorante, indocto, difamador que para ser importante y reconocido necesita criticar a los hermanos cristianos, esta persona no conoce la Biblia, sino nunca diría lo que dice de las Iglesias Locales.
Los teólogos mas reconocidos de Estados Unidos y los seminarios evangélicos mas importantes reconocieron que tenemos la mejor teología bíblica y mas ortodoxa, que somos cristianos, quiero que este señor Paulo Romeiro se retracte de lo que dice de las Iglesias Locales, y le recomiendo que deje de blasfemar en contra de las Iglesias, no sea cosa que este hablando de los hijos de Dios y sea condenado por sus difamaciones.
Adjunto links en donde se demuestra lo que digo http://www.lctestimony.org/, Esta es una carta que los hermanos del recobro respondieron a una carta que algunos críticos pusieron en el Internet con malas intenciones. Los hermanos acá responden esta carta y les prueban sus errores con las verdades de la Biblia y las malas intenciones que estas personas tiene detrás de la carta que pusieron en el Internet.
http://www.contendingforthefaith.org/libel-litigations/god-men/experts/index.html en este link están los testimonios que han dado en las cortes de USA los teólogos mas reconocidos de USA. Ellos declaran que las iglesias locales, Witness Lee y Watchman Nee son teólogos fundamentalistas y que categorizarlos como una secta es una falsedad.
http://lctestimony.org/FullerStatement.pdf en este esta lo que dicen los teólogos mas importantes de USA


Que el Señor le de luz a Paulo Romeiro para poder entender la Biblia y que su boca sea cerrada para dejar de confundir y dividir, como Satanás hace con los hermanos

kelly disse...

Pelos frutos se conhecem a arvore...
Eles tem produzido???? Temos nós feito a diferença na vida de muitos??????? Eu acompanho perfeitamente os trabalhos feitos pelo R. R soares. livros de Haggin e não vi nehuma citação barbarie como essas!!!! e se tiver jeito por favor publique as referencias citadas pois provavelmente não tenho esse exemplar...Sou formado em Teologia, Apologia Psicologia em Terapia Familiar... opiniao não se discute... O que seria do vermelho se todos gostassem do branco!!!!
Ao inves de se preocupar com esses, vamos pegar toda essa "sabedoria" e ganhar almas pra valer!!!!!!!!! Isso realmente fara a diferença!!!!!!!!!

De Todo Coração disse...

Pegunta:LIVRO DE KENNETH HAGIN Paulo romeiro apologista cristão do ICP em seu livro Super crentes, cita vários livros de Hagin que chega a ser heresia, como no livro O NOME DE JESUS em que ele diz que Jesus ao morrer na cruz teve a mesma natureza e satanaz?? r outros o missionário já verificou a teologia de Hagin a luz da Biblia

Resposta: Creio firmemente no que diz a Palavra de Deus, e Ela ensina a termos cuidado no julgar as opiniões de outros irmãos, pois há variedade de ministérios, de dons e de realizações no Corpo de Cristo (Rm 14; 1Co 12). Por isso, nos esforçamos para não julgar o servo alheio, como diz a Bíblia, seja ele o irmão Hagin, seja o irmão Romeiro. Evidentemente, há coisas nos escritos de ambos que eu entendo de modo diferente, mas nada que possa ser chamado de heresia ou que venha a desqualificá-los como servos de Deus. Por isso, cada livro tem seu autor, que é o responsável por aquilo que escreve e pelo qual dará contas diretamente a Deus (Rm 14.10).
Fonte: www.ongrace.com.br

Pericles disse...

Na década de 70 o neo-pentecostalismo perdia fiéis nos EUA. Como latrina que somos daquilo que vem do hemisfério norte (porque o que é bom não vem para cá)recebemos esses herejes que precisavam desesperadamente de fiéis para que suas respectivas igrejas sobrevivessem. Baseados na falsa premissa de que Deus deve agir sempre da mesma forma através das eras (como se burro fosse) repetiam obstinadamente os mesmíssimos carismas do início da era cristã. Aqui chegando não tinham outra opção se não recrutar católicos ignorantes ou só de nome. Pois bem: Secou o "filão" e ainda precisam crescer, consequentemente "bolaram" nos EUA essa ridícula "confissão positiva" e agora estão recrutando gananciosos de todas as denominações.

Ministerio Petros Paiva disse...

Graça e paz amado irmão, primeiramente eu gostaria que você conhecesse o meu blog e lesse um artigo que escrevi a respeito de prosperidade bíblica.
Segundo, eu quero saber se você tem onde morar, ou o que comer?
Se você tem tudo isso, louve ao Senhor, pois muitos agora estão padecendo necessidades.
Mais do que o pão natural, elas precisam do pão da vida, mas isso não significa que elas também não precisem do alimento comum.
Tg 2.15-16
E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,
E algum de vós lhe disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos, e lhe não derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?
Não podemos negar a realidade: somos uma igreja rica.
O senhor tem prosperado as nossas vidas, mas a prosperidade bíblica não é reter e sim abençoar o reino de Deus.
Missões custam muito dinheiro, cruzadas também, nem todos tem estrutura espiritual para serem milionários, mas Deus chamou alguns para que assim pudessem investir no reino de Deus.
Reconheço que existem algumas igrejas que estão se tornando materialistas e tem feito do evangelho um comércio, elas podem até citar algumas referencias dos livros de irmão hagin, mas elas não são totalmente fiéis aos seus ensinamentos.
Estou fazendo esse comentário para edificar a sua vida, pois a palavra nos ensina a não falar mal de homens de Deus. Eu também já critiquei o irmão Hagin, mas hoje faço parte dessa visão, e vejo que não tem nada a ver com o que os críticos têm falado.
Esse é o meu email:
nilson_ador@hotmail.com
se desejar mais algum esclarecimento entre em contato conosco: 83-99446515 (Tim)

 
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